terça-feira, janeiro 05, 2016

Bom 2016, tutti quanti


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Razões meramente circunstanciais condicionaram-me a vontade e o gosto de agradecer as inúmeras mensagens de boas festas que recebi, o que se notou pela minha quase total ausência do blogue e do próprio FB. Venho agora, com o tempo e as circunstâncias mais favoráveis, desejar a todos os meus amigos um 2016 pleno de sucesso, saúde, conforto e uma redobrada resistência ao peso de um governo que nos foi imposto e esperança de que não estraguem muito. Que estraguem só um bocadinho.

Ao mesmo tempo que me proponho dedicar um pouco mais de tempo ao Espumadamente. Porque gosto, porque vai a caminho dos 12 anos e houve tempo em que escrevia todos os dias.

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terça-feira, janeiro 29, 2013

Forgive me Lord, for I have sinned

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Ela agora aparece menos. Mas quando Manuela Ferreira Leite tinha mais visibilidade na televisão, dei comigo várias vezes pensando como devia ser complicado uma vida comum com aquela mulher. Mal disposta, respondona, catadura em rigoroso acordo com a de alguém a quem devemos dinheiro, discurso tartamudeante e de sintaxe ininteligível, teimosa e aquele olhar de falcão peregrino tipo quando chegarmos a casa levas a mais. No mínimo, no máximo, quando chegarmos a casa arranco-te um olho.

Dias Ferreira é irmão de Manuela. Vejo-o penosamente e com evidentes e preocupantes sinais de masoquismo, penitência forgive me Lord for I have sinned, naquele programa «Dia seguinte» da SIC Notícias. Curiosamente, tem todas as virtudes que elenquei no período anterior (esta do elencar está em uso corrente, também...), provavelmente com maior grau de ininteligibilidade ainda que a irmã, se é que isso é possível. Dias Ferreira não consegue dizer duas frases consecutivas com a obrigatória concordância de verbos, substantivos, adjectivos e deixa quase todas as frases inacabadas. Acresce que é de uma agressividade virulenta, parece querer bater em toda a gente e repete-se mil vezes que já tem idade para dizer o que quer. O que me leva a concluir que durante grande parte da vida dele, o seu discurso foi castrado, vá lá saber-se porquê. Ontem, então, quase batia no apresentador do programa e foi de uma grosseria arrepiante para o homem do Benfica. Curiosamente, é um cestinho de salamaleques, sempre que se dirige a Guilherme Aguiar ou se refere ao F.C. Porto.

Voltando a Manuela Ferreira Leite. Há, assim,  razões fortes para eu pensar que uma vida em comum com ela deveria ser muito complicado. A essas junto a inevitabilidade de passar a ter Dias Ferreira como cunhado. O que, para além do risco aparente de permanente gritaria ou, no extremo, apanhar uma tareia, um dia destes sentir-me tentado a mudar de clube. Para o simpático Belenenses, por exemplo. O que seria, pelo menos e tanto quanto eu saiba, caso único. Mas convenhamos que assistir semanalmemte ao discurso de Dias Ferreira (isto para não falar de Eduardo Barroso que mereceria um post em separado...) pode conduzir a isso mesmo.
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sexta-feira, abril 08, 2011

Espero não levar com um telemóvel na cabeça

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Aqui está uma coisa que me apetecia dizer há um ror de tempo. Por isto ou por aquilo, não o tenho feito. Provavelmente com o receio subconsciente de levar com um telemóvel na cabeça, entre o bife e o leite-creme.

Mas já que a Luísa aflorou o assunto e porque eu nunca o faria com o brilho que ela empresta a qualquer sentença que contenha mais de duas palavras, aqui fica este texto. Que tomo até a liberdade de dedicar. Só não digo à Luísa a quem o dedico porque não a quero pôr em risco de levar também com um «gadget» na cabeça.

Embora se atribua ao Renascimento o grande salto civilizacional «à table», «l’Histoire» comprova que remontam às «trevas» medievais as primeiras orientações sobre boas maneiras. Assim, já nos finais do século XI ou princípios do século XII, Pedro Afonso, judeu espanhol convertido ao cristianismo, aconselhava, em obra escrita sob a forma de diálogo entre pai e filho, que não se falasse com a boca cheia e se lavassem as mãos antes e depois das refeições. E um pouco mais tarde, Hugues de Saint-Victor, monge de uma abadia parisiense, condenava o que «fazem uns quantos que, uma vez sentados à mesa, denunciam a anarquia dos seus espíritos pela agitação e a desordem febril dos seus membros», recomendando discrição, moderação e asseio. O século XIII veio estigmatizar as posturas grotescas: o comensal devia manter o aprumo e não cruzar as pernas, nem pôr os cotovelos na mesa. E os séculos XIV e XV vieram repudiar os comportamentos anti-higiénicos, inestéticos e incómodos, como respingar sopa sobre o vestuário, demolhar o pão no prato do vizinho (sem prévia autorização deste), palitar os dentes com a faca ou deixar-se embriagar. Finalmente, no século XVI, Erasmo, em «A Civilidade Pueril», considerava de mau tom que se mergulhassem os dedos nos molhos, que se vasculhassem as travessas em busca dos melhores pedaços e que se limpassem os dedos engordurados à roupa ou à língua. A estes e outros preceitos de sã sociabilidade, que ainda hoje se mantêm em vigor, cumpriria adicionar, no nosso século, mais um, que os excessos de modernidade nos têm feito ignorar: é ele evitar a todo o custo o que fazem uns quantos que, imiscuindo o telemóvel no convívio entre pratos e talheres, denunciam o cerceamento dos seus espíritos pela dependência obsessiva de gadgets.

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segunda-feira, setembro 28, 2009

Despautério


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O Sporting Clube de Portugal, clube bem, clube de elites perfumadas por esmerada educação, onde tocar piano e falar francês é coisa vulgar, em cujo restaurante se limpa a boca chegando-lhe o guardanapo, suavemente, sem a esfregar e se deixa o mesmo cuidadosamente enrodilhado após a refeição, clube de gente fina é outra coisa, foi duramente atingido na sua reputação, nesta foto. Dias Ferreira, não obstante estar sob uma bateria de câmeras num talk-show televisivo, palitava paulatinamente os dentes enquanto exprimia um opinião qualquer sobre as jogatanas do Sporting.

Presume-se que o programa, sendo transmitido em directo, apanhe os «paineleiros» ainda com a boca a saber a carne assada com puré de batata mas, que diabo, por este andar um dia destes ainda apanhamos Dias Ferreira a tirar macacos do nariz ou mesmo, quem sabe, a soltar um arroto. Pequenino e discreto, mas arroto.

Foto surripiada ao Combustões

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