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Ela agora aparece menos. Mas quando Manuela Ferreira Leite tinha mais visibilidade na televisão, dei comigo várias vezes pensando como devia ser complicado uma vida comum com aquela mulher. Mal disposta, respondona, catadura em rigoroso acordo com a de alguém a quem devemos dinheiro, discurso tartamudeante e de sintaxe ininteligível, teimosa e aquele olhar de falcão peregrino tipo quando chegarmos a casa levas a mais. No mínimo, no máximo, quando chegarmos a casa arranco-te um olho.
Dias Ferreira é irmão de Manuela. Vejo-o penosamente e com evidentes e preocupantes sinais de masoquismo, penitência forgive me Lord for I have sinned, naquele programa «Dia seguinte» da SIC Notícias. Curiosamente, tem todas as virtudes que elenquei no período anterior (esta do elencar está em uso corrente, também...), provavelmente com maior grau de ininteligibilidade ainda que a irmã, se é que isso é possível. Dias Ferreira não consegue dizer duas frases consecutivas com a obrigatória concordância de verbos, substantivos, adjectivos e deixa quase todas as frases inacabadas. Acresce que é de uma agressividade virulenta, parece querer bater em toda a gente e repete-se mil vezes que já tem idade para dizer o que quer. O que me leva a concluir que durante grande parte da vida dele, o seu discurso foi castrado, vá lá saber-se porquê. Ontem, então, quase batia no apresentador do programa e foi de uma grosseria arrepiante para o homem do Benfica. Curiosamente, é um cestinho de salamaleques, sempre que se dirige a Guilherme Aguiar ou se refere ao F.C. Porto.
Voltando a Manuela Ferreira Leite. Há, assim, razões fortes para eu pensar que uma vida em comum com ela deveria ser muito complicado. A essas junto a inevitabilidade de passar a ter Dias Ferreira como cunhado. O que, para além do risco aparente de permanente gritaria ou, no extremo, apanhar uma tareia, um dia destes sentir-me tentado a mudar de clube. Para o simpático Belenenses, por exemplo. O que seria, pelo menos e tanto quanto eu saiba, caso único. Mas convenhamos que assistir semanalmemte ao discurso de Dias Ferreira (isto para não falar de Eduardo Barroso que mereceria um post em separado...) pode conduzir a isso mesmo.
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