sexta-feira, maio 16, 2014

Humor em main stream


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Já agora. Se aqui disse que penso ser o único português que não gosta de arroz de pato, creio igualmente ser o único português (obviamente, uma forma de expressão) que não aprecia o Ricardo Araújo Pereira. Basicamente porque antes de ser um aceitável humorista (a milhas do génio do Herman dos bons tempos), RAP é um insuportável activista. Nada contra os activistas, activem por aí à vontade, mas um humorista que não consegue dissociar a piada do activismo, sobretudo porque grosseiro e banal, não me merece mais que um sorriso, aqui e ali, numa piada mais conseguida. O seu último «é melhor que falecer», de que só vi as duas primeiras edições, parece-me ser um bom exemplo do que digo. Mas tenho de ter cuidado em dizer isto. A última vez que expressei esta opinião iam-me batendo.


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segunda-feira, junho 27, 2011

Álvaro is a jolly good fellow



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O Álvaro está deslumbrado por ser Álvaro e tratar o seu colega por Mark. São ambos professores catedráticos e eu concordo com o Álvaro no sentido de que os anglo-saxónicos cultivam mais o nome que o título. É saudável, é linear e assim é que deve ser, ao invés do que se passa no nosso país em que somos todos engenheiros, doutores e professores.

Falo por experiência própria porque também eu tive a felicidade de me entrosar na forma de valermos pelo nome, enquanto, profissionalmente somos engenheiros, doutores ou professores. Mas tenho de discordar da forma simplista com que o senhor ministro da economia vulgariza o Estado e os seus agentes primeiros, ao dar-se a tratar pelo nome. Um ministério não é uma faculdade e uma universidade não é um país. Há um módico de respeito e dignidade que em coisas de Estado tem de ser mantido. Não me passa pela cabeça eu pedir uma audiência ao senhor ministro da Economia para, por exemplo, discutir um projecto de um investimento e dizer: Ó Álvaro dê aí uma olhada e se tiver alguma dúvida a gente fala com o Vítor. Em última análise levamos o assunto ao Pedro para o mostrar ao Aníbal. Para além de que quem nos ouvisse poderia penar que somos todos um grupo de «good fellas»!
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