segunda-feira, fevereiro 03, 2014

A felicidade, essa conhecida...


Canavilhas não cabe nela de feliz...

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Acho que é tempo de explicar a esta gente semi-estupidificada por uma espécie de coquetterie de esquerda, que não tem o direito de atrapalhar. Muito menos de dispor do dinheiro dos outros.

Gabriela Canavilhas está felicíssima por termos instituições que funcionam neste país. Para além de me começar a incomodar esta nova mania dos socialistas nos pôrem a ser governados por um grupo de juízes por dá cá aquela palha, desde o fecho de maternidades ao traçado de estradas, passando pela venda de quadros, quero convencer-me que Canavilhas terá os meios suficientes para pagar ao Estado os tais quarenta milhões de Euros dos quadros de Miró. E depois poderá alugar umas instalações condignas ou, quem sabe, pedir uma Casa dos Bicos qualquer a António Costa ou, porque não, o Cinema Londres, e expor a colecção, gratuitamente, espero, ao admiradores de Miró.

Se não tiver… era bom que Canavilhas se fosse sentir felicíssima para outra freguesia e não maçasse quem está.

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terça-feira, outubro 30, 2007

Coisas fedidas - os inevitáveis



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Habituei-me a um país (o meu…) em que ciclicamente nos submetemos à opinião de certas personagens, inevitáveis em todos os sectores da vida nacional. Desde os grandes acontecimentos de imenso alcance social, politico ou económico, até à D. Mariquinhas, que deu um espirro e pegou uma gripe ao vizinho do Lote 5. E digo habituei-me porque até há onze anos atrás andei por outras latitudes onde as pessoas eram, digamos, mais iguais ou, pelo menos, as nossas opiniões não eram formadas em torno de personalidades impostas pela comunicação social.

E foi assim que atravessei épocas de personalidades diferentes, ditadoras de opinião. Ocorre-me Mário Soares, Sampaio, Louçã e outros obrigatórios do regime. “Então Dr. Sampaio, o que acha daquele restaurante que foi fechado em Tavira, por falta de condições de higiene”? E o Dr. Sampaio emitia a sua douta opinião, se necessário fosse com uma lágrima ao canto do olho. “Então Francisco Louçã e o que acha da fábrica de sapatos que fechou na Varziela? E o Dr. Louçã lá nos explicava os inextrincáveis e tortuosos caminhos do capitalismo selvagem, insultava uns quantos com a jactância do costume e anunciava logo uma campanha de desobediência civil.

Mas tudo funciona por modas. A moda agora é Berardo. Não há emissão de gases poluentes pelo normal flato de uma vaca holandesa que não mereça um adequado comentário da douta criatura. Faz parte, no momento da vida nacional, e tudo passa por ele. Do Benfica ao BCP, das cicadáceas da África do Sul ao turismo da madeira, do impressionismo de um pintor que agora não lhe se lhe ocorre o nome aos horários de verão da TAP.

Haverá uma explicação para este estado de coisas. Por hipótese o servilismo idiota de muitos dos nossos jovens jornalistas que tentam desbravar a pulso de microfone uma carreira mediática. Mas convenhamos que a coisa fede. E de coisas fedidas andamos nós fartos. Concretamente sobre Joe Berardo, eu tenho de dizer que nutro o maior respeito pelos self made men, mas é preciso não esquecermos a proporção das coisas e o efeito perverso que a falta de estofo pode causar numa generalizada falta de cultura. Com a fanfarronice própria da lusitana gente, dá uma mistura explosiva de imbecilidade e arrogância.
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terça-feira, agosto 07, 2007

Fraudulento?



[1931]

Joe Berardo é a estrela do momento. Fala (mal), expõe o seu pensamento (pior) e olha para o povo letrado mas teso como se olhasse para filhos de um deus menor, sem rands nem "cicadáceas". Por várias vezes apareceu já na televisão. Dizendo que o que se passa no BCP é fraudulento. Palavras dele.

Por menos já o Ministério Público abriu inquéritos. Vide o livro de Carolina Salgado…


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