segunda-feira, fevereiro 03, 2014

A felicidade, essa conhecida...


Canavilhas não cabe nela de feliz...

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Acho que é tempo de explicar a esta gente semi-estupidificada por uma espécie de coquetterie de esquerda, que não tem o direito de atrapalhar. Muito menos de dispor do dinheiro dos outros.

Gabriela Canavilhas está felicíssima por termos instituições que funcionam neste país. Para além de me começar a incomodar esta nova mania dos socialistas nos pôrem a ser governados por um grupo de juízes por dá cá aquela palha, desde o fecho de maternidades ao traçado de estradas, passando pela venda de quadros, quero convencer-me que Canavilhas terá os meios suficientes para pagar ao Estado os tais quarenta milhões de Euros dos quadros de Miró. E depois poderá alugar umas instalações condignas ou, quem sabe, pedir uma Casa dos Bicos qualquer a António Costa ou, porque não, o Cinema Londres, e expor a colecção, gratuitamente, espero, ao admiradores de Miró.

Se não tiver… era bom que Canavilhas se fosse sentir felicíssima para outra freguesia e não maçasse quem está.

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terça-feira, setembro 03, 2013

Piss off


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No mundo do futebol é mais corrente dizer-se não cuspas no prato que te dá de comer. Na arte elevada, a coisa é mais não faças xixi no dinheirinho e nos políticos que tornam possível as tuas idiotices, traumas, carências ou mera estupidez, em nome do Estado Social que todos nós desejamos. Desta artpiss on money and politics já se terá falado o suficiente. Mas nunca é demais ver e rever este quadro (vale a pena ver o víeo aqui) para que percebamos melhor o que vai na cabecinha desta gente.

No mais, nesta extraordinária arte úrica registei que:

- Há ali homens urinando de cócoras, o que não, sendo trágico, é, no mínimo incómodo e estranho;

- Há ali gente com hemorroidal (o que manifestamente ensombra a beleza e a elevação do momento e retira alguma carga estética ao momento;

- Há por ali mulheres manifestamente apelativas, pelo menos enquanto se descascam e até começarem, artisticamente, vertendo águas (o Bloco de Esquerda que me desculpe, mas isto não é bem um piropo...);

- Há, pelo menos, uma mulher que urina imenso. Deve ter tomado uma dose extra de água do Luso para excecutar tamanha performance. É obra;

- Há quem limpe a «crica» (há que seguir o nível da coisa e adequar a semântica) a uma folha de jornal, mesmo tendo o cuidado de o amarrotar, molhadinho, após a limpeza e o deitar, desdenhosamente, para o chão. Já os homens abam e chocalham, displicentemente, o membro (viril?) com os dedos;

Com tanta petição que vai por aí, acharia muito bem que os subsídios para esta famosa Casa Branca fossem encaminhados para a compra de uns quantos equipamentos que estes artistas indesmentivelmente merecem. Uma rolha adequada para elas e um torniquete bem apertado para eles. Em nome da higiene. Dos sítios por onde vão levando esta tournée artística e higiene mental dos que vão vendo o vídeo. E daí… talvez gostassem, elas e eles, do respectivo equipamento.

Aguarda-se a artshit. Com ansiedade.

Via Blasfémias.


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quarta-feira, agosto 21, 2013

Talentos elevados e merecedores de subsídios



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É isto. A qualidade do som não é famosa, mas vale a pena ouvir «isto» até ao fim. E partilhar a angústia deste pessoal incompreendido que se zanga imenso por não ter (mais) subsídios. E concluir como estamos bem servidos. E com boa escolha. Ou conversa elevada, socialista e abrangente como esta ou realizadores que querem que os espectadores se fodam. Que não feneçam os subsídios para tanto talento e elevação.

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sábado, julho 23, 2011

The Hout Bay Project



Hout Bay - Um panorama magnífico, em foto tirada à beira da estrada entre Hout Bay e Strand/Gordon's Bay e Hermmanus



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Hout Bay é um local paradisíaco que eu conheço bem. Já em 2004 aqui deixei um breve registo. Há dias tive a grata surpresa de «tropeçar» neste vídeo. Nele, este Hout Bay Project oferece-nos uma mescla interessante de culturas e artes. Do violino ao ritmo e ao coral africanos, finalizando com o imortal Pata Pata da M. Makeba, os europeus de Maastricht tiveram uma generosa amostra do génio de um país como a África do Sul.
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sábado, janeiro 29, 2011

Esses africanos do Qatar


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A rapaziada que escreve estas coisas é mais ou menos a mesma que se entretém a exprimir uma atitude piedosa sobre os americanos, dada a sua peculiar ignorância. São broncos, ensimesmados, julgam que o mundo vai «from Califórnia to New York island» e mesmo assim foi porque compraram o «This land is my land» do Trini Lopez. Muita gente se deve lembrar de um célebre mapa de África idealizado por Ronald Reagan e que foi capa da Newsweek e cita, com deleite, aqueles programas em que Jay Lenno se entretinha a fazer perguntas de cultura geral básica aos cidadãos passantes

Esta rapaziada compraz-se em achar (outra coisa em que somos exímios, em «achar») que os americanos são os incultos de serviço e não fosse a Europa e o planeta seria o vazio. Esta rapaziada entretanto foi atravessando algumas gerações e hoje vai à faculdade aprender umas tretas sobre aquilo em que supostamente virá a trabalhar e no mais improvisa. Como este ou esta jornalista do Jornal de Negócios que achou que o Qatar era um país africano.

Por mim, falo. Choca-me bem mais esta ligeireza no que somos e fazemos do que uns fabianos do Qatar virem morar para Entrecampos.

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segunda-feira, julho 12, 2010

À la PS - Gente sem préstimo


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"O Ministério da Cultura manifesta a sua grande satisfação por esta decisão, que vem permitir finalmente que a Direcção Geral das Artes se liberte de constrangimentos vários que têm vindo a dificultar a sua ação", afirma o gabinete da ministra Gabriela Canavilhas, num comunicado divulgado hoje à tarde, anunciando que aceitou a demissão.

A tutela considera ainda que "os atrasos nos concursos, a barreira construída entre o Gabinete da Ministra e os agentes culturais e a ineficácia dos procedimentos são factores que se devem às dificuldades demonstradas pelo director geral para o exercício do cargo".

Foi assim que o Ministério da Cultura se manifestou, oficialmente, pela demissão de Jorge Barreto Xavier de director das artes. Eu nem sei bem o que é ser director das artes e não conheço Xavier. Não sei sequer se ele desempenhava com eficiência o seu mister ou, ainda, se sofria de odor corporal, tinha mau hálito, tiques nervosos ou depressões. O que sei (ou pensava saber…) é que os ministros têm sempre a prerrogativa (e o dever) de substituir um elemento da sua equipa se a sua acção for censurável ou danosa dos interesses gerais. Mas afinal, e à boa maneira PS, as coisas não são bem assim. Espera-se que a criatura se demita para depois se lançar sobre ela o enxovalho, o insulto e se manifeste o alívio que permitirá que daqui para a frente se poderá finalmente, trabalhar como deve ser.

Sempre achei o PS um partido infeliz com uma lista de episódios inenarráveis quanto à sua estatura ética e quadros de competências. Mas confesso que uma atitude destas até no PS me surpreende. Não tenho memória duma acção semelhante e este episódio revela bem a cepa de que esta gente é feita.

Li várias apreciações à atitude de Canavilhas pela Blogosfera. De todas a mais apropriada pareceu-me a de que esta gente não presta. Mas é que não presta mesmo. O drama é que se julgam de préstimos firmados e mais ou menos insubstituíveis.

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domingo, maio 16, 2010

Sabor de Maboque (Parte 2)














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Já em Lisboa, tive a grata oportunidade de seguir a Dulce numa curta mas muito boa prelecção sobre o seu livro, no espaço da EDP da Feira do Livro.

Ela portou-se como sabe e como é. Ou seja, bem. Interagiu, emocionou-se e, em poucas palavras, resumiu o porquê do seu livro que, após se ter esgotado no Brasil, parece estar agora sob uma saudável impulso de vendas em Portugal.

Uma nota para a presença de alguns dos seus antigos colegas de um colégio no Bié que a emocionaram com a onda de carinho e amizade sincera que lhe dispensaram.

Foi bonito de ver.

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sábado, janeiro 09, 2010

Orgasmos sim, obstipação, não


Clicar na foto para aumentar a carga erótica do esforço

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Tentei hoje convencer o vereador de cultura de um centro cultural que eu cá sei a autorizar-me a expor uma série de fotografias com expressões diferentes da prisão de ventre. Recebi um rotundo não como resposta, prevalecendo a dúvida sobre o interesse cultural do evento, o interesse do próprio público (mau grado a morbidez curiosa dos portugueses) e, até, do ponto de vista estético. Ainda contra-argumentei, afirmando que as expressões, no fundo no fundo, não eram assim tão diferentes de uma sessão de orgasmos, por exemplo, e se a questão fosse o substrato científico da coisa eu poderia apor legendas sob cada uma das fotografias expostas, com um breve dissertação técnica das causas e origens da obstipação, relação da mesma com a flora bacteriana nas paredes intestinais, influência da mesma no equilíbrio hormonal dos sofredores, independententemente da sua orientação sexual, malefícios no peristaltismo, aumento do flato e aparecimento de hemorróidas.

Tentei, assim, fazer ver que à bondade plástica do evento, poderíamos acrescentar um módico de ciência. Já na cultura, certamente que poderia haver também lugar a uma resenha histórica sobre os principais sofredores de prisão de ventre. A partir da época dos descobrimentos, já que antes do Infante D. Henrique parece não existirem dados fiáveis e os portugueses, aparentemente defecavam muito mais e com muito maior facilidade. Provavelmente por mor da dieta mediterrânica que começou a desvanecer-se no século XVI, com a necessidade de conservar alimentos para as viagens à
India e ao Brasil.

Debalde. Nem sem balde. Levei tampa e agora tenho as fotos para ali, sem préstimo nem função. Olho para elas, depois olho para estas e iria jurar que as minhas, para além do elemento científico, estético e cultural conseguem, quiçá, ter uma carga tão erótica como as dos orgasmos. Mas isto, já se sabe. Cada cabeça sua sentença.
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terça-feira, outubro 13, 2009

A brincar, a brincar…


[3404]

Vai correndo por aí que Clara Ferreira Alves poderá vir a ser a nova ministra da cultura. Ficam explicadas algumas das vezes em que o leite veio por fora do fervedor. Clara não é parva e pode ter dado por isso antes dos demais. Daí que as suas fúrias ao PSD alternadas com a languidez com que se entregava à volúpia de se referir a Sócrates estejam agora amplamente justificadas.

Mesmo que não dê nada, fica, pelo menos, o território marcado.

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segunda-feira, outubro 05, 2009

Agricultura geral


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«A Associação Internacional Shark Alliance refere que existem poucos limites na Europa para a captura destes mamíferos (SIC) …»

(Maria Mateus, que eu não sei quem é, numa reportagem do último Sol sobre o «finning», pesca de tubarões para aproveitamento das barbatanas, a páginas 33 do referido semanário)

Por mim sempre dispensei a sopa de barbatana de tubarão. Sabe-me a leite, logo eu que mamei até aos dezasseis meses.

Em todo o caso, a reportagem de Maria Mateus é interessante. Não fala só de tubarões. Também fala de organismos fitoplanctónicos, que são assim, como dizer, uma espécie de batráquios anuros a dar ares de coleópteros em fase de gravidez ectópica e que podem ser facilmente confundidos com seres lamelibrânquios, como o ornitorrinco que, como se sabe, abunda nas florestas tropicais da costa leste da Gronelândia.

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quarta-feira, dezembro 03, 2008

Rir faz bem à saúde


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"Manuel Pinho, o verdadeiro ministro da cultura de Sócrates..."

João Gonçalves do Portugal dos Pequeninos, a propósito de uma "alavancagem" de Manuel Pinho.
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domingo, julho 29, 2007

O problema é que eles acreditam



[1914]

Não há nada a fazer. A cultura é de esquerda e “prontes”. Disse-o um membro do governo que foi à Madeira chamar nomes a Alberto João por causa do lei do aborto, que o vulgo vai dizendo por aí que ele, Alberto João, não quer cumprir, o que é mentira.

Então o senhor chegou à Madeira e falou de cátedra. A cultura é, por definição, de esquerda. Juro. Não estou a mentir. Assim, mesmo, SIC, verbatim, que eu ouvi.

O problema é que esta gentinha acha mesmo que tem razão. O que, de imediato, nos coloca dois problemas. Um é de que ouvir um idiota dizer destas coisas nos espoleta a faceta pouco cultural de nos apetecer andar ao estalo, o que é incivilizado e não dá jeito nenhum. Outra é porque assim, realmente, não vamos lá. Quando um governo, como o actual, é reconhecidamente um dos mais pobrezinhos em cultura e acha que a esquerda lhe confere automaticamente e por inerência ideológica um culto passaporte.

É grave. Ainda ia dizer qualquer coisa sobre a subserviência canina do governo regional dos Açores quando se apressou a dizer que as despesas com o aborto legal representariam cerca de 0.07% do orçamento (acho este rigor dos números sobre o aborto extraordinários…), mas isso já não tem a ver com cultura, tem a ver com a lei do aborto mesmo e para isso contamos com a diligência apurada e persistente da Fernanda Câncio, que não descansa na sua diligente cruzada sobre o cumprimento da lei no arquipélago de Jardim.


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quarta-feira, junho 20, 2007

Os Monólogos da Azinheira



[1825]

Para os saudosistas do velho Rivoli, um pequeno excerto da peça que hoje lá estaria se Rui Rio não fosse um vendido ao grande capital.

Os Monólogos da Azinheira

Acto 1

Entra um homem na casa dos 40 anos nu em palco agarrado a duas folhas de azinheira. Durante 5 minutos olha o público em silêncio enfrentando a vergonha (aliviada pelo facto de todos os cinco membros do público serem da sua família).

- Estou sozinho - diz a azinheira.

Apagam-se as luzes. A azinheira olha mais 5 minutos o público.Aos 4 minutos e 25 segundos entra a funcionária da limpeza em palco. O público rejubila! Qual o significado daquela presença? Uns interpretam como sendo a vontade dos autores de fazer chegar a arte contemporânea a todas as classes. Outros como sendo a necessidade de tornar a arte mais limpa. Enquanto a plateia se mantém na dúvida, a senhora da limpeza apercebe-se que se enganou, que a peça não tinha acabado, e sai do palco.

- Onde está o meu tronco? - questiona-se a azinheira - Onde está o tronco de todos nós? - continua a questionar-se a azinheira.

A azinheira olha mais 5 minutos para o público.A azinheira tem uma erecção. O público rejubila.

Fim do 1º acto.

Retirado de
O Insurgente, com a devida vénia.

Eu não sei se o texto é exactamente assim, mas se não é, devia ser. Porque é exactamente assim que as coisas se passam.

Não sei se haverá paralelo em algum país europeu do que está a passar-se na "arte portuguesa". Mas tenho sérias dúvidas.

Pormenor que me ficou: Como é que azinheira tem a erecção na altura precisa do Acto? Será que o actor domina a questão com esta facilidade toda? Leia-se… aqui vai disto que está no momento de ter a erecção. Ou contará com a ajuda preciosa de algum elemento do grupo de cinco familiares presentes a assistir ao “espectáculo?

Intriga-me, esta da erecção a prazo…

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