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Aquela notícia sobe o plano de se fazer um museu sobre Salazar em Santa Comba Dão resultou numa experiência rica para mim. Fiquei a saber que ainda há resistentes antifascistas, uma rua dos resistentes antifascistas, uma avenida dos resistentes antifascistas (ambas no Barreiro), uma união de resistentes antitarrafalistas (!!!) e um blog de Jerónimo de Sousa onde o termo antifascistas é aplicado à cadência de, pelo menos, uma vez por linha de texto.
Há o ridículo e a tragédia pífia do nome de Salazar suscitar ainda tanta celeuma, mas haver associações de resistentes antifascistas no ano da graça de 2007 em Portugal é, para mim, descoroçoante, humilhante e perfeitamente idiota. É que eu não sabia, juro. Não fazia ideia nenhuma. E, já agora, estas associações associam-se para quê? Para fazer almoços anuais tipo C. Caç. nr qualquer coisa Guiné 64? Concursos de chinquilho? Recebem algum subsídio para derramarem a sua idiotia pelo país de vez em quando? Ou existem só porque sim, porque somos assim, não há nada a fazer e temos ainda muita gente que se lhes retirarem a resistência ao fascismo do currículo ficam sem currículo nenhum?
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