segunda-feira, fevereiro 18, 2013

E ninguém vai preso?


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Mais uma vez, cerca de cinquenta tontos malcriados foram a Aveiro chamar ladrão e assassino ao primeiro-ministro. Este tipo de episódios torna-se recorrente e recolhe, habitualmente, a benevolência da comunicação social que acha que a liberdade é isto. As pessoas não gostam e dizem que não gostam. Ora, parece-me que ninguém já hoje discute a liberdade de cada qual se manifestar em acordo ou desacordo com o que quer que seja. Mas chamar liberdade a grupelhos que transvazam o seus humores e frustrações por via de uma ideologia que eles, de todo, desconhecem na sua realidade histórica, parece-me uma liberdade poética.

Não entendo porque é que tanta gente vai a tribunal responder por injúrias e outra se passeia incólume pelo país chamando assassino e ladrão a figuras que, goste-se ou não, são figuras institucionais de um regime democrático, foram eleitas e representam, em última análise, aqueles que ora os injuriam. Uns dirão que são os aleijões da própria democracia. Outros, como eu, acharão que isto mais não é que uma reverência idiota aos desígnios de um Partido, o PCP, que antes de chamar ladrão ou assassino a alguém deveria ter medo que lhe caia em cima algum caco de vidro dos telhados que tem.
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quinta-feira, dezembro 31, 2009

Nogueira ataca de novo


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O truculento e insuportável Mário Nogueira, talvez o comunista a quem é concedido o mais longo de tempo de antena em qualquer intervenção, achou que era altura de voltar a mexer o estrugido. No estrugido onde apuram uns quantos professores (é vê-los de novo nos comentários do Educação do meu Umbigo do Paulo Guinote, alguns incitam mesmo à violência), que encontraram no conflito com o ministério de educação a Némesis da sua ética peculiar.

A balbúrdia reinstalada conduz a que, mais uma vez, quem não é professor ou secretário de estado da educação fique completamente a Leste do que está verdadeiramente em discussão. Fica, outrossim, a ideia de que nada está em discussão que não seja pôr o leite ao lume outra vez até que venha por fora. Para isso, os professores contam com a eficiência de Nogueira e dos seus prosélitos e do mode de bovinidade de uma grande parte de professores. Uns porque já não estão para se maçar, outros porque acham que entre mortos e feridos alguma coisa há-de pingar para eles. Outros, ainda e felizmente, por pudor em se verem envolvidos com esta trupe.

Restam os alunos. Os sempiternos prejudicados. Provavelmente um dia destes serão de novo treinados a atirar ovos e tomates à ministra, nos intervalos dos recreios em que anda tudo à chapada. Entre eles e aos professores. Continuarão também os capciosos artigos na comunicação social sobre o défice de formação da nossa juventude como causa principal do nosso atraso.
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