segunda-feira, agosto 08, 2011

«O importante é saber porquê»






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Já vivi em três países, trabalhando para um quarto país que visitava regularmente em actividade profissional. Não falando no meu próprio, claro. Em todos eles eu me «aculturei». Entenda-se, me submeti com naturalidade à sua cultura, às suas leis e, frequentemente, costumes. Umas vezes por razões que radicam na educação cívica e respeito pelas instituições de países que não eram os meus, que me prezo de ter. Outras vezes porque tinha consciência de que não cumprindo a lei eu seria irremediavelmente preso e, em alguns casos, sumariamente condenado.

A Europa é diferente. os expatriados, imigrantes ou detentores de quaisquer outras designações em que somos (os europeus) férteis em classificar, não se aculturam. Na maioria dos casos permanecem relutantes a essa aculturação que consideram intrusiva e nefasta, mantêm os seus hábitos de vida. O que nem seria grave se, entretanto, não infringissem a lei e se entregassem a festins de violência, pilhagem e arroubos de ódio tout court, perante a idiotia politicamente correcta dos nossos dirigentes que para tudo encontram uma explicação científica, para tudo conseguem gizar um sentimento de culpa, uma espécie de pecado original dos europeus que não há baptismo nenhum que consiga expurgar. E questionar muito o fenómeno dá direito a sermos apelidados de xenófobos, «fassistas», ou mesmo nazis encapotados. É, desgraçadamente, um sinal dos tempos.

As fotos que ontem vi de Londres fazem reflectir e pergunto-me que castigo é este. Que culpa têm as pessoas de estarmos a ser pastoreados por um grupo de idiotas para quem o importante não são as vítimas deste tipo de desmandos mas sim as razões que levaram os prevaricadores a bater, violar, matar, roubar, queimar. Isso é que é importante. Esclarecer bem os porquês. O resto, os batidos, violados, mortos, roubados e queimados podem esperar. Até que um dia, quem sabe, o multiculturalismo funcione.
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domingo, novembro 29, 2009

Tempos modernos


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O progresso vai gradual e firmemente atingindo as regiões mais remotas do planeta.

E é assim que da planície longínqua se desloca o índio ao lugarejo mais próximo, dirige-se ao cartório e diz ao funcionário:

- Ugh! ugh! Índio querer mudar de nome.
- Mas porquê, pergunta-lhe o funcionário, solícito, tem mesmo a certeza que pretende mudar de nome? Então e as raízes culturais que deveriam ser preservadas?
- Ugh! Ugh! Índio querer mesmo mudar de nome e não se fala mais nisso. Índio ter nome muito comprido.
- Bom, sendo assim, diz o funcionário, e qual é o seu nome actual?
- Grande-Nuvem-Azul-Que-Leva-Mensagem-Para-Outro-Lado-da-Montanha-e-do-Mundo
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- Então e quer mudar para qual?
- Bluecloudotcom.

Recebida por e-mail
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segunda-feira, março 09, 2009

Portugal Novo


[2999]

Portugal Novo é o nome de um bairro às Olaias. Esta manhã estava bloqueado pela polícia porque uma família cigana tentou ocupar uma casa cujo residente * se encontrava com baixa no hospital.

Segundo a repórter houve tiroteio e uma agressão violenta a uma mulher grávida de sete meses que se deitou de barriga para baixo para proteger a criança, segundo a mãe da própria vítima.

Tudo estava mais calmo esta manhã, apesar do bloqueio da polícia e a uma pergunta da repórter Carla Trafaria sobre se tinham prendido alguém ou apreendido algumas armas, um graduado da polícia disse, visivelmente feliz e com ar de quem vê muitas notícias sobre os desproporcionados ataques israelitas aos palestinianos, que não. Não se prendeu ninguém nem se apreendeu nenhuma arma porque a polícia usou sempre os meios proporcionais. E com ar de dever cumprido lá seguiu o polícia, na paz, proporcionada, do Senhor, para a carrinha estacionada no Portugal Novo.

* Escrevo residente e não inquilino porque, segundo a repórter informou, ali ninguém paga renda. E ninguém paga renda porque, aparentemente, ninguém se entende. As casas são da Gebalis (que é uma coisa de que ouvi falar há uns meses e que metia uns cartões de crédito e umas despesas em viagens mas cujo noticiário, entretanto, estiolou - deduzo que os prevaricadores foram todos presos ou já devolveram o dinheiro à Câmara, não sei, porque entretanto nunca mais se falou no assunto) e o controle das rendas é muito difícil.

E assim vai o Portugal Novo. Às Olaias.
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quinta-feira, outubro 04, 2007

Todo mundo composto de mudança...



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Sua Excelência o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, antes da “rehab”.
“…esta questão da luta contra o servicismo que já foi vista o ano passado, no ministério da educação ou investigação científica, chamemos-lhe assim…”
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