Foto daqui . Clicar na foto para ver melhor as sanduíches de mortadela, as maçãs e os cantis de água
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Há um tal Francisco Ferreira que costuma dizer umas patacoadas na 1. Parece é ecologista, ambientalista, «quercuista» e, fundamentalmente, idiota. Porquê? seria a pergunta adequada a uma afirmação tão incisiva. Ora… porque diz disparates em catadupa, em cadência de grelha televisiva e porque depois não os sabe explicar. Ainda há um par de dias ele, o Francisco ecologista dizia que se tinha que aumentar o combustível e a apresentadora do Programa da manhã perguntava: Mas porquê? Porque… porque os portugueses são o povo europeu que mais usa o automóvel. Claro que o Francisco ambientalista deve ter visto, ou pensado que viu, isto num «estudo» e se viu, está visto, os portugueses não têm nada que andar de carro e por isso os combustíveis deviam ser aumentados. E quando a apresentadora lhe perguntava se os transportes públicos não teriam depois de aumentar os preços dos bilhetes e dos passes, o Francisco dizia que, claro, mas aí o Estado teria que pagar o aumento. E por aí fora.
Estamos cheios de Franciscos, cheios no sentido literal da coisa, entenda-se muitos Franciscos e cheios deles até aos «gorgomilos» que eu não sei bem o que é, mas a minha avozinha que Deus tem dizia muito, sempre que se fartava de alguém.
O Francisco «quercuista» deveria estar atento a outros perigos. O Verão está aí e as praias da linha começam a ficar cheias todos os dias num evidente sinal da crise que nos sufoca. Se o Francisco reparasse bem nas praias, uma «oftálmica» mais atenta deveria alertá-lo para os perigos diários a que um automobilista que tenha de fazer a marginal todos os dias está sujeito. Ele é o calor, ele é as bichas, ele é aqueles anúncios na rádio em que de repente, sem se saber bem porquê, desatam a tocar buzinas estridentes e nós pensamos que é o parceiro do lado, desviamo-nos e arriscamo-nos a bater no parceiro da fila de dentro e ele é, agora, este espectáculo das praias cheias. A gente começa a olhar. Vê as sanduíches de mortadela, as maçãs, os cantis de água, a areia fina, o mar azulinho e às tantas, sem querer, damos uma «traseirada» no parceiro da frente, quanto mais não seja por associação de ideias. Um distraído este Francisco Ferreira. Com argumentos tão fortes para tirar os automobilistas da estrada e pô-los todos a andar de autocarro ou comboio, vem para ali falar de emissões de carbono e a finitude dos combustíveis fósseis. Um distraído pateta, é o que ele é.
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