quarta-feira, dezembro 28, 2011

Para a próxima vou de «check list»

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Francisco Ferreira, aquele senhor de olhinhos vivos e calvície ecológica, todos os dias nos castiga com uma retórica que, na minha opinião, chega a raiar a insolência, pelo que ela contém de sinais evidentes de nos arrolar num bando de idiotas a quem há que dizer uma série de patetices. Presumo que para justificar os honorários que percebe.

O tema de hoje era os aviões. Que devem usar menos gelo, menos limões (????), material plástico para a utilização de água e outras bebidas (espero que no fim do voo não se esqueçam de reciclar o plástico…) e materiais muito leves para o avião gastar menos combustível. Perante tal colecção de conselhos, presumo que os fabricantes, se não andarmos a pau com eles, desatam a construir aviões pesadíssimos, as tripulações carregam toneladas de limões, passam a servir café em pesadíssimos bules de loiça de Sacavém e enchem o avião com cubos de gelo. Isto parece meio absurdo mas … foi o que eu acabei de ouvir no «Bom dia Portugal». A cereja vem quando Francisco Ferreira se senta numa das poltronas do avião, exala um suspiro de missão cumprida (suspeito que carregado de anidrido carbónico…) e nos aconselha que nas nossas viagens escolhamos sempre aviões mais amigos do ambiente. Suspeito que numa próxima viagem vou equipado de «check list» e não me sento enquanto não verificar os quesitos do Francisco Ferreira.
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sexta-feira, abril 15, 2011

Dos perigos de dar uma traseirada no carro da frente


Foto daqui . Clicar na foto para ver melhor as sanduíches de mortadela, as maçãs e os cantis de água


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Há um tal Francisco Ferreira que costuma dizer umas patacoadas na 1. Parece é ecologista, ambientalista, «quercuista» e, fundamentalmente, idiota. Porquê? seria a pergunta adequada a uma afirmação tão incisiva. Ora… porque diz disparates em catadupa, em cadência de grelha televisiva e porque depois não os sabe explicar. Ainda há um par de dias ele, o Francisco ecologista dizia que se tinha que aumentar o combustível e a apresentadora do Programa da manhã perguntava: Mas porquê? Porque… porque os portugueses são o povo europeu que mais usa o automóvel. Claro que o Francisco ambientalista deve ter visto, ou pensado que viu, isto num «estudo» e se viu, está visto, os portugueses não têm nada que andar de carro e por isso os combustíveis deviam ser aumentados. E quando a apresentadora lhe perguntava se os transportes públicos não teriam depois de aumentar os preços dos bilhetes e dos passes, o Francisco dizia que, claro, mas aí o Estado teria que pagar o aumento. E por aí fora.

Estamos cheios de Franciscos, cheios no sentido literal da coisa, entenda-se muitos Franciscos e cheios deles até aos «gorgomilos» que eu não sei bem o que é, mas a minha avozinha que Deus tem dizia muito, sempre que se fartava de alguém.

O Francisco «quercuista» deveria estar atento a outros perigos. O Verão está aí e as praias da linha começam a ficar cheias todos os dias num evidente sinal da crise que nos sufoca. Se o Francisco reparasse bem nas praias, uma «oftálmica» mais atenta deveria alertá-lo para os perigos diários a que um automobilista que tenha de fazer a marginal todos os dias está sujeito. Ele é o calor, ele é as bichas, ele é aqueles anúncios na rádio em que de repente, sem se saber bem porquê, desatam a tocar buzinas estridentes e nós pensamos que é o parceiro do lado, desviamo-nos e arriscamo-nos a bater no parceiro da fila de dentro e ele é, agora, este espectáculo das praias cheias. A gente começa a olhar. Vê as sanduíches de mortadela, as maçãs, os cantis de água, a areia fina, o mar azulinho e às tantas, sem querer, damos uma «traseirada» no parceiro da frente, quanto mais não seja por associação de ideias.

Um distraído este Francisco Ferreira. Com argumentos tão fortes para tirar os automobilistas da estrada e pô-los todos a andar de autocarro ou comboio, vem para ali falar de emissões de carbono e a finitude dos combustíveis fósseis. Um distraído pateta, é o que ele é.

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segunda-feira, julho 26, 2010

41º hoje para Lisboa


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Muitas mães e avós dirão hoje, ainda e mesmo assim, aos seus filhos e netos para levarem um casaquinho, que logo à noite arrefece. Ou podem apanhar uma corrente de ar. E para terem cuidado no restaurante e não ficarem com ar condicionado em cima. Enquanto isso pode ser que por estes dias as filas de trânsito adquiram este cenário. Por mim, ainda prefiro o ar condicionado do carro, enquanto oiço as rádios avisarem para dar água aos velhinhos e às criancinhas, mas tenho de admitir que a marginal se tornaria menos repetitiva.

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