sexta-feira, abril 15, 2011

Dos perigos de dar uma traseirada no carro da frente


Foto daqui . Clicar na foto para ver melhor as sanduíches de mortadela, as maçãs e os cantis de água


[4130]

Há um tal Francisco Ferreira que costuma dizer umas patacoadas na 1. Parece é ecologista, ambientalista, «quercuista» e, fundamentalmente, idiota. Porquê? seria a pergunta adequada a uma afirmação tão incisiva. Ora… porque diz disparates em catadupa, em cadência de grelha televisiva e porque depois não os sabe explicar. Ainda há um par de dias ele, o Francisco ecologista dizia que se tinha que aumentar o combustível e a apresentadora do Programa da manhã perguntava: Mas porquê? Porque… porque os portugueses são o povo europeu que mais usa o automóvel. Claro que o Francisco ambientalista deve ter visto, ou pensado que viu, isto num «estudo» e se viu, está visto, os portugueses não têm nada que andar de carro e por isso os combustíveis deviam ser aumentados. E quando a apresentadora lhe perguntava se os transportes públicos não teriam depois de aumentar os preços dos bilhetes e dos passes, o Francisco dizia que, claro, mas aí o Estado teria que pagar o aumento. E por aí fora.

Estamos cheios de Franciscos, cheios no sentido literal da coisa, entenda-se muitos Franciscos e cheios deles até aos «gorgomilos» que eu não sei bem o que é, mas a minha avozinha que Deus tem dizia muito, sempre que se fartava de alguém.

O Francisco «quercuista» deveria estar atento a outros perigos. O Verão está aí e as praias da linha começam a ficar cheias todos os dias num evidente sinal da crise que nos sufoca. Se o Francisco reparasse bem nas praias, uma «oftálmica» mais atenta deveria alertá-lo para os perigos diários a que um automobilista que tenha de fazer a marginal todos os dias está sujeito. Ele é o calor, ele é as bichas, ele é aqueles anúncios na rádio em que de repente, sem se saber bem porquê, desatam a tocar buzinas estridentes e nós pensamos que é o parceiro do lado, desviamo-nos e arriscamo-nos a bater no parceiro da fila de dentro e ele é, agora, este espectáculo das praias cheias. A gente começa a olhar. Vê as sanduíches de mortadela, as maçãs, os cantis de água, a areia fina, o mar azulinho e às tantas, sem querer, damos uma «traseirada» no parceiro da frente, quanto mais não seja por associação de ideias.

Um distraído este Francisco Ferreira. Com argumentos tão fortes para tirar os automobilistas da estrada e pô-los todos a andar de autocarro ou comboio, vem para ali falar de emissões de carbono e a finitude dos combustíveis fósseis. Um distraído pateta, é o que ele é.

.

Etiquetas: , ,

segunda-feira, setembro 27, 2010

Mutante?


[3912]

Os dias estão mais pequenos e começamos mesmo a acordar ainda de noite. Os dias continuam a ter vinte e quatro horas (lá diz Isabel Alçada) mas todas as manhãs se nota que as horas escuras vão aumentando, empurrando o brilho do sol para a horas que restam dos dias.

Sempre gostei do frio, neblinas e crepúsculo temporão. Este ano, curiosamente, sinto alguma nostalgia por reparar que os dias, também eles, são apequenados pelos ciclos da vida e se rendem, sem opção, à noite escura. Não que noutros anos eu não desse por isso. Mas este Verão foi particularmente cálido, brilhante, nítido e gostoso de se fruir. E é uma pena vê-lo partir, apesar de, como disse, eu gostar dos frios, das neblinas, do crepúsculo temporão…

.

Etiquetas: ,

segunda-feira, agosto 09, 2010

África, terra bruta


[3853]

Este Verão está bruto. Temperaturas elevadas, ventos, fogos, neblinas e poluição. De Portugal nada vem de novo, os fogos do costume e a descoordenação habitual, sempre que extinguir labaredas exige planeamento, ordem, respeito pelas hierarquias, organização, enfim. Todos mandam e ninguém sabe quem manda. O costume, de resto. Lá de fora, há que registar a situação em Moscovo, onde os russos estufam em 40 graus e respiram uma mistura de fumo e poeira. Voltando aqui ao pedaço. Tivemos, uma vez mais, um fenómeno irritante, qual seja o de África nos mandar toneladas de pó com o vento quente saariano e que se abate sobre nós por via duns pingos de chuva envergonhados, quentes, pastosos e castanhos. As ruas, casas e automóveis ficaram assim, este fim-de-semana, todos da mesma cor. Tudo amarelo, ocre, beije, cocó de menino, de resto uma cor adequada ao estado da nação. África, de vez em quando, vinga-se das tropelias a que os europeus a submeteram e resolve irritá-los com estas bizarrias. Borra-nos os carros, irrita-nos a paciência e faz-nos achar que África, realmente, é terra bruta. Que até à papaia lhe chamam de fruta! Chover lama! Onde já se viu…

.

Etiquetas: ,

segunda-feira, julho 26, 2010

41º hoje para Lisboa


[3829]

Muitas mães e avós dirão hoje, ainda e mesmo assim, aos seus filhos e netos para levarem um casaquinho, que logo à noite arrefece. Ou podem apanhar uma corrente de ar. E para terem cuidado no restaurante e não ficarem com ar condicionado em cima. Enquanto isso pode ser que por estes dias as filas de trânsito adquiram este cenário. Por mim, ainda prefiro o ar condicionado do carro, enquanto oiço as rádios avisarem para dar água aos velhinhos e às criancinhas, mas tenho de admitir que a marginal se tornaria menos repetitiva.

.

Etiquetas: , ,

quinta-feira, junho 21, 2007

Ânimo



[1827]

Desde as 19:07 de hoje que os dias começaram a ficar mais pequenos.
Já o
ano passado foi a mesma coisa… e há dois anos também!

Etiquetas: