domingo, maio 18, 2014

Nobre povo, nação de valentões


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Estádio Nacional, a mole a querer entrar à força, a polícia a não deixar, parece que não tinha ainda instruções, mas a turba insiste, empurra, há crianças pelo meio, algumas feridas, instala-se a maior confusão, há repórteres e o valentão da praxe, suado, meio rouco, iracundo, a botar opinião aos microfones (verbatim):

- Em vez do estado nos andar a roubar, a comprar carros e a passear na China deviam era deixar-nos entrar. Que este estádio não é do Benfica nem do Porto. É do povo, somos nós que o pagamos. Deviam era ir todos para a puta que os pariu.

Prontes, não se fala mais nisso!

Nota: Parece que há bastantes feridos, muitas crianças a chorar e o repórter a dizer que nunca tal se viu!

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quinta-feira, dezembro 01, 2011

Nada como as boas sugestões



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Sugestão para receber os lampiões no próximo Sporting vs Benfica.
Com a devida vénia ao «
Somos do Sporting».
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sábado, novembro 14, 2009

Aviso à navegação


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Villas boas que se cuide. Que Sá Pinto, quando se irrita, desata ao estalo. Artur Jorge deve lembrar-se.

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quinta-feira, maio 14, 2009

Reforço da selecção?


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Ora aqui está uma boa notícia. Com jeitinho, este homem ainda vai parar à selecção nacional. Aliás eu já andava desconfiado. Alguns traços fisionómicos denunciavam claramente um avô transmontano, um tio-avô alentejano ou, por vezes, um padrinho algarvio.

Pois, que venha por bem. Há sempre uma hipótese do Pepe ou Bruno Alves estarem lesionados e nunca se sabe quando a selecção pode ficar carecida de alguma agressividade nos respectivos sectores.
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segunda-feira, novembro 10, 2008

Batota mais fina


A cacofonia da fruta

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Nestas coisas de arbitragens de futebol, o melhor é não inventar muito. O suficiente para que ao favorecimento descarado de uma das equipas se sobreponha agora uma forma inteligente e muito mais subtil de fazer batota. Qual seja a de uma permanente forma de actuar marcando pequenas faltas, estrategicamente seleccionadas em relação ao possível desenvolvimento das mesmas. Faltas pequeninas, mal se dá por elas, critérios apertados e, aqui e ali, uma decisão qualquer de flagrante injustiça, mas donde não se espera vir grande mal ao mundo, contra o clube que se quer favorecer, para despistar.

Complicado? Nem por isso. Basta ter reparado na actuação do árbitro do Sporting vs Porto de ontem. Firmado numa versão angelical e usando por vezes aquela expressão de “vocês não me deixam alternativa”, aquele árbitro assinou uma das mais subtis actuações a favor do F. C. Porto.

Quem me conhece ou vai lendo este blogue sabe que nem sou muito de perder tempo com estas coisas de futebóis, mas a verdade é que desde que começou este enredo que mete tribunais, escutas telefónicas, apitos de vários cores, frutas diversas, é natural que o escrutínio público se tenha refinado. Daí a actuações como a de ontem (e, já agora, como as da semana passada contra o Benfica e Sporting) foi um passo. Um passo que demonstra bem como a batota é igual ao bacalhau. Há mil e uma maneiras de a fazer.


Afinal não sou só eu...

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sexta-feira, julho 11, 2008

Onde é que pára a iacta?


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Mas afinal, se mal pergunto, em que é que deu aquela trapalhada toda do Conselho de Justiça da FPF? Vai alguém preso? E a iacta? Que é feito da iacta?

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terça-feira, julho 01, 2008

Afinal não havia fruta nenhuma


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Como qualquer pessoa, tenho uma lista de coisas que não suporto. Uma delas é o ar chocarreiro, grosseiro e nauseante de um advogado a comentar o arquivamento de um processo de que era patrono, usando uma linguagem que pode estar muito bem para se referir a uma vitória do seu clube, mesmo sem fruta, mas que é totalmente desadequada em assuntos que lhe deviam merecer mais respeito. É verdade que a justiça portuguesa, a cada passo, se presta ao tipo de comentários que o advogado de Pinto da Costa teceu sobre o processo do chamado processo de fruta. Mas, que diabo, já que assim é, deveriam ser os agentes dessa justiça os primeiros a manterem um mínimo de decência e dignidade, antes de virem para o ar dizer que a reabertura do processo foi assim como os balões de S. João, que se enchem de ar e depois estoiram. Tudo num ar daquilo que as suas personagens realmente parecem ser.

Aguarda-se agora a reacção dos chefes das claques.

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quarta-feira, junho 27, 2007

Futebol ideologicamente puro


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Chávez fez um punhado de discursos, avisou o pessoal que terrorismo ali (na Venezuela) non passará, que os inimigos da revolução bem podiam tirar o cavalinho da chuva que ali nos estádios só entraria quem ele deixasse, para o que confiscou os bilhetes para serem distribuídos pela nomenklatura da paróquia. Nos discursos aproveitou a deixa para lançar uns "liberdade ou muerte”, “juntos venceremos”. Não chamou macaco ao Bush mas deve ter sido esquecimento. É preciso é que os venezuelanos se sintam seguros nos estádios porque não haverá terrorismo, já que o povo está com a revolução e se não estiver, ele, Chávez lá se encarregará de distribuir os bilhetes “de acuerdo”. E já agora, se ganharem a Taça das Nações, como quem vai de caminho, também não seria mau. Chávez tem-se esquecido deste pormenor, sabido como as vitórias desportivas são tão importantes nas sociedades socialistas.

Nota: Ocorre-me este post que escrevi em Bamako, no lobby do Hotal Salam. Ainda me lembro dos pistoleiros e das loiras tatuadas que esvoaçavam pelo hotel no meio do maior “forró” que me foi dado assistir numa comitiva presidencial. Posso imaginar o que vai ser por aqueles estádios de futebol, pistolas, loiras tatuadas e Chávez gargalhando alarvidade. Viva o futebol.

Já agora uma pergunta inocente. E a Fifa não diz nada? Tão lesta a punir os mais inocentes pecadilhos do mundo do futebol, vai assistir caladinha a esta palhaçada?
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