segunda-feira, novembro 25, 2013

A esquerda fofinha




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Vasco Lourenço ameaçou com "paulada", Helena Roseta declarou que a violência é "legítima" se for usada contra este governo. Ou seja, a violência é legítima se for de esquerda. Como toda a gente sabe, a violência adquire um sabor diferente quando recolhe o tempero da esquerda. É um sabor divino, um saber gourmet, um sabor que abre as portas do céu aos portadores do tempero. É uma violência boa, dos puros, daqueles que estão acima do resto dos morais, sobretudo acima da escumalha da Direita, essa entidade malévola que permite desumanizar todos os indivíduos que nela encaixem. Ora, a coisa mais curiosa é que esta gente fofa acaba sempre por cair nos pecados fascistas. Estão sempre com o "fascismo" naquela santa boca e, depois, acabam precisamente por entrar numa mundividência que revela impulsos fascistas. É o fascismo do anti-fascismo.


Quando promete correr com estes governantes à paulada, o Marechal de Campo Herr Lourenço está a entrar num terreno fascista e, diga-se, ilegal (código penal, artigo 326). O culto da violência higiénica contra um governo eleito é a primeira marca do fascista. Vem nos livros que o nosso Marechal manifestamente não leu. E, por falar em livros, a Dra. Roseta não deve ler livros desde os anos 70, altura em que a tese da violência selectiva estava na moda. Na época, a esquerda portuguesa via água benta no sangue derramado pela URSS e aliados. Com a sofisticação do costume, a Dra. Roseta limitou-se a actualizou esta pulsão arqueológica. Os bons são bons porque dizem que são bons e, por isso, podem bater nos maus que são maus porque os bons assim o dizem. Não é linda a verdade circular do fascista fofo?

Mas eu não podia acabar esta crónica sem deixar um abraço agradecido à Dra. Roseta, ao Vasco Lourenço e aos demais fofos e fofas que participam nestas actividades de gente boa. É que assim já não preciso da história para explicar a intolerância da nossa esquerdinha. Quando a minha filha me perguntar "pai lindo, o que é o fascismo?", já terei exemplos práticos para lhe dar. Obrigado

Henrique Raposo, no Expresso


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terça-feira, maio 21, 2013

A resposta do Martim e «da vida e da morte dos idiotas»



A Professora Doutora Raquel a ralhar com o Martim

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A Raquel não tem culpa. A culpa é do caldo de cultura em que nos mergulharam e onde tudo se confunde, inverte e perverte, em nome de qualquer coisa que não é ideologia, mas que soa bem nas gentes, que somos nós, incapazes de disfarçar um arrepiante complexo de inferioridade, antes tentando mimetizá-lo numa superioridade inata dos povos justos, esclarecidos, cultos e solidários que somos todos nós. Pelo menos aqueles que tiveram a ventura de estudar, mesmo que pelos compêndios do nosso descontentamento.

Por isso, estamos cheios de «Raquéis». Na comunicação social, nos escritórios de advogados, nas enfermarias de muitos hospitais, nas salas de muitas universidades, nos sindicatos em geral e até na tropa. Onde explanamos a nossa imensa superioridade moral através de uma visão distorcida dos valores individuais e do primado da iniciativa, do arrojo e do espírito empreendedor de muitos de nós, rápida e sistematicamente castrados pelas «Raquéis» de serviço.

No fundo, a Raquel é uma bimba. E aos bimbos, qualquer minuto de visibilidade pública vale mais que mil postos de trabalho. E àqueles que vacilam entre se devemos mudar o país ou mudar de país, eu digo que devíamos era mudar de portugueses.

Vídeo da resposta do Martim, aqui
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sexta-feira, dezembro 14, 2012

A senhora tem de ter cuidado com o que diz


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Que a esquerda convive mal com a liberdade (designadamente a liberdade de expressão) qualquer bem-intencionado distraído percebe. Que o «mainstream» da época conduza a impulsos irreprimíveis de se manipular esse desiderato para um evidente estrangulamento da opinião das pessoas e que se adquira uma atitude cosmética sobre a semântica de Isabel Jonet é que se torna absolutamente repulsivo e até anedótico. Foi o que aconteceu ontem na Quadratura do Círculo, no qual Pacheco Pereira e António Costa (António Costa tipo granada que rebenta por simpatia) se arrogaram o direito de «achar» o que Isabel Jonet deve pensar ou a forma como a mesma deve separar as águas entre a «caridadezinha» e a solidariedade institucional dos Estados. Tudo isto através de um pretensioso palco académico perante o qual Lobo Xavier se viu em palpos de aranha para tentar explicar que a senhora era livre de pensar o que lhe apetecesse e que, certamente, não era uma politóloga e dizia o que a sensibilidade lhe mandava. Ainda que isso favoreça ou deixe de favorecer o governo.

Uma quadratura muito difícil para qualquer círculo se quadratar. Ontem.
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domingo, julho 22, 2012

Fascista, mitómano, tido por historiador, político, prédio feio e como as putas

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Neste blog, José Hermano Saraiva é chamado de fascista, mitómano e tido por historiador. Além de comparado a políticos, prédios feios e às putas. Passo à frente do mitómano e do tido por historiador mas já agora, bem gostava de saber em que chão é que o autor do blog caminhou para chamar fascista a JHS. Deixa cá ver… por ter sido ministro da Educação de Salazar? Ou passa-me alguma coisa ao lado?

Sempre me fascinou a irresistível tentação da esquerda se posicionar no campo da discordância e no acinte da crítica ideológica sempe que os méritos de uma personagem da direita recolhem consenso popular. Não resistem. Está-lhes nas tripas. E vem na cartilha.
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