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O que significa para o Tomás Vasques a entrevista ter corrido bem a José Sócrates? Se significa que ele fez um repositório de toda a retórica que tem vindo a usar para dispersar e diluir factos iniludíveis e incontornáveis, usando das facilidades que lhe confere a sua excelente oralidade e a apatia de um Miguel Sousa Tavares, mais preocupado em apontar a dedo aos malefícios da quebra do segredo de justiça, correu muito bem. Só que nada “daquilo” é novo. Nem o argumentário de Sócrates, nem um MST absolutamente moldado às circunstâncias, colaborante, titubeante e incapaz de agarrar num facto que fosse e submetê-lo, ali e no momento, a ser descascado sem ser da forma que Sócrates já fez com Judite de Sousa, no Parlamento, à porta de vários gabinetes, em comícios… quiçá na casa de banho, treinando para um espelho.
Se a isto se chama uma entrevista correr bem, então o Tomás Vasques pode estar descansado porque ela não correu bem – correu de forma excelente. Mesmo tendo ficado tudo na mesma e com o MST com cara de quem, com o seu novo programa, descobriu a cana para o foguete.
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