quinta-feira, novembro 10, 2016

Um notável discurso




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Um notável discurso. Simples, fluente, sem vícios de linguagem, sem constrangimentos fonéticos e, mesmo que condicionado por algum, compreensível, condicionalismo, duma clareza e de um fundamental respeito pelas ideias, pelas convicções, pelas pessoas, pelas instituições, pela democracia. 

É este tipo de atitudes e esta qualidade de verbo que nos faz sentir constrangidos quando nos transportamos à comparação inevitável com quadros semelhantes cá pela paróquia, de que o episódio mais recente foi a atitude do insuportável Costa. Tanto pelo atropelo que fez à democracia como pela forma inqualificável como ele (não) aceitou a derrota e, minutos depois dos resultados finais das legislativas, se portou. Pelo que disse e pelo que fez, sem respeito pelo país, pelas pessoas, pela democracia. Para não falar no registo chocarreiro de piadolas que utiliza a todo o momento com um sorriso já insuportável, como ainda ontem o fez, respondendo com graçolas às perguntas dos jornalistas sobre a vitória de Trump e rematado com a “má notícia que teve de noite”.

Eu amo o meu país. O que não me impede, ou talvez por isso mesmo, de sentir um profundo constrangimento de cada vez que sou confrontado com situações deste género.

Um discurso notável. Viva Obama. Viva Trump. Viva a democracia. Long live America.


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sábado, setembro 01, 2012

Go ahead... make my day



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Alguns indefectíveis de Clint Eastwood estão um bocado para o chateado. Então o homem com um currículo daqueles vai para ali dizer uma série de barbaridades e ninguém o manda calar? A não ser o imaginário Obama que por várias vezes, ao longo do vídeo, o manda calar e fazer qualquer coisa que Eastwood diz que não pode fazer a ele próprio.

A comunicação social portuguesa, sobretudo a televisão e os jornais estão a passar de mau a pestilento. Passando por cima das quezílias intestinas paroquiais (ainda esta manhã ouvi várias e doutas prédicas sobre a demissão da administração a RTP o que é, no mínimo, ridículo, diria mesmo que infantil), tem-me impressionado a forma miserável (este «miserável» roubei ao Rodrigo) como a comunicação social tem reportado as eleições norte-americanas. A forma ressabiada e mentirosa (na maior parte das vezes por omissão) como as reportagens nos vão chegando tem sido uma constante. Um tal de Costa Ribas, de resto bem conhecido dos tempos da sua azia «bushista», chegou a dizer há dias na SIC Notícias que Romney era feio e antipático e que isso contava muito para o povo americano. Isto diz bem onde pode chegar o desvario (muitos comentadores de televisão e figuras gradas do socialismo agora dizem muito desvairos, ainda me hei-de deitar a investigar se é distracção ou uma nova corrente de é assim, desde logo e paradigma) de muitos dos nossos iluminados na análise das eleições americanas, onde não me lembro de ouvir uma vez que fosse que os candidatos estão tecnicamente empatados.

Fica o vídeo. Mr Eastwood mantém um apurado sentido de humor e, não menos importante, uma notável clarividência. Em todo o vídeo. Como é um homem bonito e simpático, desta vez Costa Ribas terá que dizer que Eastwood está envelhecido, entaramelado e, quem sabe… esclerosado.

Hilights:

You, us, own this country.
Politicians are employees of ours;
When somebody does not do the job we got let them go;
I can’t tell him to do that (referindo-se a uma imaginária imprecação de Obama a Romney), he couldn’t do that to himself. I can’t do it to myself, either;
Hope and change, yes we can, lightening candles and people crying… I can’t remember crying so much since I heard of our 23.000.000 unemployed; e mais!
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