domingo, junho 10, 2007

O humor "arrastado"



[1801]

Descobri
este post no Arrastão (onde mais poderia encontrá-lo?). É o mais acabado exemplo de desrespeito próprio e pelos outros. Aliás, com pouca surpresa. Daniel de Oliveira é o estereótipo do português pífio, poucochinho, convenientemente ajustado ao main stream da nossa inteligentzia e que se vale dos ventos favoráveis de uma conjuntura idiota para obter o protagonismo que de outra forma me parece lhe passaria ao lado.

Somos férteis nestes exemplares. Não nos da foto. Refiro-me aos bloggers.

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Ainda as vaias


[1798]

Ainda sobre a assobiadela a Sócrates. Não é estranho que, achando eu que Sócrates é um medíocre primeiro-ministro de um mau governo saído de um péssimo partido político, provavelmente aquele que eu considero o responsável maior pelo estado patético a que este país está chegando, não é estranho, dizia eu, que me sinta envergonhado com esta mania de se assobiar primeiros- ministros, como parece ser moda nova de há uns tempos para cá? Não estamos a caminhar para uma sociedade do tipo boçal que encontra na "recalcitrância" gratuita uma forma de afirmação de valores que não temos, ou que estamos rapidamente a perder?


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Dia de "cada vez mais" Portugal


[1797]

Da olhadela de relance que dei às notícias sobre o dia de Portugal em Setúbal, ficou-me a prestação pífia de Cavaco Silva, a habitual cavalgada de um grupo de jornalistas a fazer perguntas ao ministro Lino sobre a sua visita ao deserto do Jah-Meh, uma coisa parecida com uma parada militar e, finalmente, a chegada de Sócrates a Setúbal debaixo de um coro de vaias e assobios.

Convenhamos que, a menos que me tenha passado ao lado a substância da coisa, as amostras da nossa vida colectiva se aproximam cada vez mais do nível zero em matéria de dignidade. Afinal, trata-se do Dia de Portugal.

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