Lá trá que ser...
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Se há coisas com que embirro é tirar partido de um sistema de altas pressões no Golfo da Biscaia, desde Sexta, não fazer rigorosamente nada no sábado e no Domingo que não fosse deambular pela oferta do ócio cascaense, fazer ponte na Segunda, continuar a fazer nenhum à Terça e acordar na Quarta a ouvir que a A5 está entupida por mor de dois acidentes, que a marginal não é alternativa por causa de um acidente no Alto da Boa viagem. Junta-se a TV a anunciar que o desemprego atingiu os 10%, Sócrates a ralhar com o rebanho a propósito de uma treta qualquer mas que me pareceu ser exactamente sobre o desemprego, uma menina do preclaro departamento de filologia da RTP a dizer que a palavra malagueta escreve-se com u a seguir ao Guê (de gato) por que a letra Guê antes do i e do e diz-se jê de jota !!!! (repare-se na confusão armada por se chamar guê ao G, em vez de o chamar pelo nome correcto, com a fonética apropriada) e, finalmente, reparar que o queijo acabou.
Tudo isto somado é uma estimável razão para não ir trabalhar. Não dá, tenho mesmo que fazer. Mas estes indícios de preguiça precoce e intolerância por meninas a dizer porque é que os guês precisam de u a seguir senão liam-se jês, Sócrates a a ralhar e o trânsito a provar que os portugueses não resistem a uma chuvinha para conduzirem as suas viaturas como se o piso estivesse seco, o que os faz entrar num esquema de marrada contínua e chapa amolgada, amarrotando-se uns contra os outros e depois ficarem muito admirados por terem batido, quando não mesmo a acusarem o traçado e a sinalética das estradas, uma reconhecidamente lusa etiologia de comportamento na estrada, estes indícios de preguiça precoce, dizia eu, preocupam o mais pintado..
Vou trabalhar. Logo se vê…
Se há coisas com que embirro é tirar partido de um sistema de altas pressões no Golfo da Biscaia, desde Sexta, não fazer rigorosamente nada no sábado e no Domingo que não fosse deambular pela oferta do ócio cascaense, fazer ponte na Segunda, continuar a fazer nenhum à Terça e acordar na Quarta a ouvir que a A5 está entupida por mor de dois acidentes, que a marginal não é alternativa por causa de um acidente no Alto da Boa viagem. Junta-se a TV a anunciar que o desemprego atingiu os 10%, Sócrates a ralhar com o rebanho a propósito de uma treta qualquer mas que me pareceu ser exactamente sobre o desemprego, uma menina do preclaro departamento de filologia da RTP a dizer que a palavra malagueta escreve-se com u a seguir ao Guê (de gato) por que a letra Guê antes do i e do e diz-se jê de jota !!!! (repare-se na confusão armada por se chamar guê ao G, em vez de o chamar pelo nome correcto, com a fonética apropriada) e, finalmente, reparar que o queijo acabou.
Tudo isto somado é uma estimável razão para não ir trabalhar. Não dá, tenho mesmo que fazer. Mas estes indícios de preguiça precoce e intolerância por meninas a dizer porque é que os guês precisam de u a seguir senão liam-se jês, Sócrates a a ralhar e o trânsito a provar que os portugueses não resistem a uma chuvinha para conduzirem as suas viaturas como se o piso estivesse seco, o que os faz entrar num esquema de marrada contínua e chapa amolgada, amarrotando-se uns contra os outros e depois ficarem muito admirados por terem batido, quando não mesmo a acusarem o traçado e a sinalética das estradas, uma reconhecidamente lusa etiologia de comportamento na estrada, estes indícios de preguiça precoce, dizia eu, preocupam o mais pintado..
Vou trabalhar. Logo se vê…
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Etiquetas: Cascais, ócio, pontapés na gramática




