sexta-feira, julho 31, 2009

Viola no saco


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Curiosamente, ou nem por isso, Cavaco tem sido quiçá a figura mais atacada no rescaldo da decisão do Tribunal Constitucional sobre o estatuto dos Açores.

Afinal aquilo que resultou de um assomo de provincianismo retrógrado do senhor Carlos César e da habitual excitação «socrática» de cada vez que ele sente (que o convencem) de que pode marcar pontos para o Partido resultou num flop tremendo e se alguém ficou mal na fotografia não foi, certamente, o Presidente da República, que fez o que lhe competia. E a acusação de que ele poderia ter enviado o assunto há mais tempo para o Tribunal Constitucional é absolutamente deslocada e típica de todos aqueles que embirram com Boliqueime e com o bolo-rei.

Se é verdade que todos os Partidos se excederam na forma estouvada como apreciaram o dossiê, ninguém poderá negar que o episódio é um exemplo cabal daquilo em que resultaria a criação de reizinhos e de poderzinhos como o de Carlos César a partir da putativa regionalização que o PS anunciou já nas parangonas habituais de início de mais um ciclo governativo.
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segunda-feira, março 16, 2009

Mistérios da regionalização


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Gabriel Silva, no Blasfémias, insurge-se contra o facto de as regiões (não sei bem quais) não terem sido vistas nem achadas nas discussões em Bruxelas que conduziram à concessão excepcional de cobrança de 5% de IVA nas portagens das auto-estradas/pontes de Lisboa.

Para além da designação de auto-estradas de Lisboa ser algo abrangente, eu concordo com o Gabriel Silva. É que se em Lisboa se paga 5% nas portagens das pontes e auto-estradas porque carga de água é que nas pontes e auto-estradas do Porto nem portagem se paga?

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quinta-feira, março 05, 2009

E quem disser que em Faro se fala mal português, o pai dele é gato.


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Foto de uma montra de uma loja na rua de Stº António em Faro (alegadamente, que nestas coisas, hoje em dia, é preciso cuidado). E com preços destes não me venham falar em crise. É tudo manobras da reacção. Fica por saber se vendem o soutien sem a "queca" ou a "queca" sem soutien.

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