quarta-feira, março 23, 2011

E já vai tarde

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Que me seja perdoada a fraqueza, quiçá pueril, mas justificada pela grande sensação de alegria e alívio de me ver livre (espero que de vez) do pior primeiro ministro de que tenho memória. Fez-me mal a mim, ao meu país, aos portugueses em geral e descredibilizou-nos lá fora. Mentiu até ao último minuto e, no estertor, continua a mover os cordéis para transferir a responsabilidade do desconchavo da sua governança para a Oposição, para o Presidente da República, quem sabe para o aquecimento global.

Hesitei entre o globalizado Mumms, o prestígio de um Jacquart, um Bollinger Special Cuvée, um exemplar da viúva Cliquot-Ponsardin, um Don Perignon vintage 1995 ou o toque frutado de um Moët & Chandon, mas acabei por escolher um portuguesíssimo espumante da Raposeira para abrir mais logo e festejar o afastamento do senhor Pinto de Sousa. Será uma forma bem mais genuína para celebrar. Em vez de me perder num «champagne técnico» qualquer...

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