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No actual estado de coisas e da nação, deveria haver um dispositivo de segurança para os mais incautos. Um cidadão que se preze, depois dos cinquenta, está estatisticamente sujeito a malfeitorias como hipertensão, colesterol, acumulação de stress, angioplastias, coronárias mais ou menos retorcidas pela nicotina entre outras minudências que não vale a pensa referir. Daí que um período de relaxe e boa disposição não deve, não pode ser posto em cheque pela mera existência desta inominável clique que vai gerindo os nossos destinos. Porque a grei, naturalmente, chega de um retiro espírito corporal e quer saber como param as notícias da paróquia. E a «coisa» anda de tal maneira que, em boa verdade, assumimos verdadeiros riscos se não formos folheando cuidadosa e gradualmente os acontecimentos. Foi assim que no meu caso pessoal, dei com Sócrates Pinto de Sousa a desculpar-se perante protestantes pela aplicação de portagens nas SCUTS, dizendo monstruosidades como «eles (PS, presumo) não queriam portajar as Scuts, mas um compromisso com o PSD a isso obrigou…».
Isto é do que há de mais sórdido que se pode imaginar. Eu já tinha reparado na disformidade de carácter do meu primeiro-ministro e na leveza com que ele nos mente por tudo e por nada. Mas… francamente, esta atitude é absolutamente repelente. Não chegava sabermos ter sido o Partido Socialista e sucessivos governos socialistas os responsáveis directos pelas SCUTS e as mesmas terem sido cantadas em sucessivas loas por João Cravinho, tínhamos ainda de ouvir Sócrates dizer dislates deste género, uma vez mais mentindo, uma vez mais deformando a realidade por via do seu linguajar muito próprio e que, aparentemente, mantém um vergonhoso nível de apreciação por parte de muita gente.
Sócrates mente e é manhoso. Isto é mau. Pior, só mesmo a forma enviesada como este homem se permite continuar a brincar com todos nós, ao mesmo tempo que nos insulta.
E faz mal à saúde. Sobretudo àqueles que, como eu, acabam de chegar de um período de descanso e precisam de retomar o fio das coisas.
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