quinta-feira, janeiro 05, 2017

Ainda começam para aí a cortar cabeçss...

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Ontem ouvi alto, claro e bom som, António Domingues afirmar no Inquérito Parlamentar que o ministro das Finanças e o respectivo Secretário de Estado tinham afirmado inequivocamente que lhe fora afirmado por Centeno que a declaração de património não constituiria problema. Enquanto Domingues fazia esta afirmação, Centeno ia balbuciando noutro canal e naquele fraseado a que nos habituou, uns excertos da entrevista que deu a Baldaia (quem mais?…) qualquer coisa sobre réplicas, o conhecimento das normas jurídicas sobre estes assuntos e entaramelava qualquer coisa que metia "sms e facebooks" (sic).

Alguém me ajude a perceber a razão pela qual ninguém pede a Centeno uma posição clara sobre o assunto, uma declaração explícita (eu sei que ele entaramela o verbo mas valha-me Deus, que peça um assessor) sobre quem está a mentir. Se ele, se Domingues. Ou então, eu começo a acreditar definitivamente que L Carrol sorveu mesmo abundante inspiração neste país e que um dia nos aparece aí uma Dama de Copas a mandar cortar a cabeça a toda a gente.

Por enquanto vou pensando, glosando a imagem de Gomes Ferreira, que um deles actuou com o rigor anglo-saxónico que enforma a as suas capacidades, Domingues, e o outro com o habitual sistema à portuguesa tipo pancadinha no ombro e um voluntarioso e confortante “logo se vê”.


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terça-feira, janeiro 07, 2014

Já só dá para rir


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Ser mentiroso é uma condição de marca da maioria dos socialistas. Só que alguns reconhecidos mentirosos deveriam ter mais cuidado. Há mentiras que nem sequer são muito gravosas, digamos que não é por apanhar com elas que vem daí mal ao mundo. Mas poderiam servir, ao menos, para nos refrescar a memória sempre que o mentiroso em questão é reincidente e as suas mentiras, num passado recente, nos saíram muito caras.

Trata-se agora da já conhecida prelecção de Sócrates aos microfones da RTP quando, com a voz algo embargada pela emoção, afirmou que era do Benfica, lembrava-se bem, porque ia a caminho da escola na Covilhã, ouvindo o relato do Portugal Coreia do Norte, e ficou tristíssimo porque Portugal estava a perder por 3-0. Felizmente que havia Eusébio e quando Sócrates chegou à escola, Portugal tinha vencido por 5-3.

Faltou a Sócrates o ponto para o avisar que o jogo foi às 15 horas de um sábado, 23 de Julho e que as escolas da Covilhã, salvo erro ou omissão estão fechadas para férias neste dia da semana e neste dia do ano.

Sócrates, igual a ele próprio. Na escola ao Sábado de tarde, como na Universidade ao Domingo. Mas há quem goste…

Link da data do jogo via Corta-Fitas

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sábado, março 16, 2013

As aldrabices e a manha do costume


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Alguém se admirava com as razões das hienas se rirem muito. De quê? Perguntava esse alguém, que, salvo erro, era Raul Solnado? Pois se comem m… e carne putrefacta e copulam uma vez por ano, riem-se de quê?

Já a Helena Matos se admira com as tropelias da esquerda. Seja esquerda net ou sem net, porque a única coisa que muda são as moscas. Por mim, não me admira nada que a esquerda, net ou sem, se ria. No fundo ela faz o que sabe fazer melhor. Tramóia, mente, defrauda e não olha a quaisquer meios para atingir os fins, mesmo que, lá no fundo, ela saiba que os fins não valem dez reis de mel coado e não haja no mundo UM exemplo de sucesso do sistema, regime ou ideologia. A esquerda mente, aldraba e atrapalha toda a gente por duas ordens de razões. Uma porque lhe está no ADN, não há nada a fazer, outra porque sabe que o pode fazer impunemente, as sociedades excitam-se imenso e acham graça ao pensamento politicamente correcto e, factor não despiciendo, as mentes mais ladinas sabem que a instituição de um regime de esquerda traz-lhes incomensuráveis vantagens e mordomias.

Por mim, prefiro as hienas. Comem m…, carne putrefacta e copulam uma vez por ano, ou seja, reproduzem-se com parcimónia, e mantêm um lugar de relevo no equilíbrio do ecossistema. Já a esquerda…
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terça-feira, junho 07, 2011

A última mentira



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Peço desculpa por destoar da onda de simpatia que varreu uma considerável parte do país, por força do último discurso de Sócrates. Que foi muito digno. E bem articulado. Por mim, terá sido a última mentira de Sócrates. Um discurso que ele não desejava e que estava longe de sentir genuino. Sócrates fez aquilo que melhor sabe fazer. Estender a sua pulsão manipuladora pelas gentes que um dia, quem sabe, se lembrarão desta peça de oratória lamechas e lhe darão o voto para qualquer coisa que por aí venha mais tarde. Quem sabe se naquela mente brilhante não perpassa a perspectiva de uma presidência da República. E provavelmente, nessa altura, a memória dos portugueses manterá o registo deste seu último encadeamento vocabular que lhe granjeou uma onda de simpatia final.

Um discurso ao bom estilo de Sócrates. Que, apesar de tudo, ia deitando tudo a perder quando uma jornalista meio nervosa e inábil da Renascença lhe ia fazendo entornar o caldo. Faltou pouco para deitar a aura de santo às malvas e deixar vir ao de cima o ranger de dentes do animal feroz. Mas teve o mérito de se conter e de obrigar a jornalista a repetir a pergunta, o que aquela fez com redobrado nervosismo e consequente perda de eficácia.
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quinta-feira, junho 02, 2011

Mente até ao fim



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Sócrates foi apanhado na sua última (torpe) mentira. As mentiras deste homem já se instalaram livremente nas vias da nossa resignada tolerância, Mas convenhamos que esta última, entenda-se ter baseado grande parte da sua campanha eleitoral no pressuposto de que o PSD queria baixar a TSU em 4%, coisa que ele, Sócrates, de todo rejeitava, ainda que acedesse em estudar a situação, quando em 17 de Maio havia já um acordo assinado onde se previa uma major reduction da taxa, esta última mentira, dizia eu, ultrapassa em muito o esperado, mesmo de uma criatura para quem a decência e integridade são palavras vãs. Simplesmente repulsiva a forma como Sócrates conduziu esta matéria.

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quarta-feira, março 23, 2011

E já vai tarde

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Que me seja perdoada a fraqueza, quiçá pueril, mas justificada pela grande sensação de alegria e alívio de me ver livre (espero que de vez) do pior primeiro ministro de que tenho memória. Fez-me mal a mim, ao meu país, aos portugueses em geral e descredibilizou-nos lá fora. Mentiu até ao último minuto e, no estertor, continua a mover os cordéis para transferir a responsabilidade do desconchavo da sua governança para a Oposição, para o Presidente da República, quem sabe para o aquecimento global.

Hesitei entre o globalizado Mumms, o prestígio de um Jacquart, um Bollinger Special Cuvée, um exemplar da viúva Cliquot-Ponsardin, um Don Perignon vintage 1995 ou o toque frutado de um Moët & Chandon, mas acabei por escolher um portuguesíssimo espumante da Raposeira para abrir mais logo e festejar o afastamento do senhor Pinto de Sousa. Será uma forma bem mais genuína para celebrar. Em vez de me perder num «champagne técnico» qualquer...

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segunda-feira, março 07, 2011

Back to basics


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No actual estado de coisas e da nação, deveria haver um dispositivo de segurança para os mais incautos. Um cidadão que se preze, depois dos cinquenta, está estatisticamente sujeito a malfeitorias como hipertensão, colesterol, acumulação de stress, angioplastias, coronárias mais ou menos retorcidas pela nicotina entre outras minudências que não vale a pensa referir. Daí que um período de relaxe e boa disposição não deve, não pode ser posto em cheque pela mera existência desta inominável clique que vai gerindo os nossos destinos. Porque a grei, naturalmente, chega de um retiro espírito corporal e quer saber como param as notícias da paróquia. E a «coisa» anda de tal maneira que, em boa verdade, assumimos verdadeiros riscos se não formos folheando cuidadosa e gradualmente os acontecimentos. Foi assim que no meu caso pessoal, dei com Sócrates Pinto de Sousa a desculpar-se perante protestantes pela aplicação de portagens nas SCUTS, dizendo monstruosidades como «eles (PS, presumo) não queriam portajar as Scuts, mas um compromisso com o PSD a isso obrigou…».

Isto é do que há de mais sórdido que se pode imaginar. Eu já tinha reparado na disformidade de carácter do meu primeiro-ministro e na leveza com que ele nos mente por tudo e por nada. Mas… francamente, esta atitude é absolutamente repelente. Não chegava sabermos ter sido o Partido Socialista e sucessivos governos socialistas os responsáveis directos pelas SCUTS e as mesmas terem sido cantadas em sucessivas loas por João Cravinho, tínhamos ainda de ouvir Sócrates dizer dislates deste género, uma vez mais mentindo, uma vez mais deformando a realidade por via do seu linguajar muito próprio e que, aparentemente, mantém um vergonhoso nível de apreciação por parte de muita gente.

Sócrates mente e é manhoso. Isto é mau. Pior, só mesmo a forma enviesada como este homem se permite continuar a brincar com todos nós, ao mesmo tempo que nos insulta.

E faz mal à saúde. Sobretudo àqueles que, como eu, acabam de chegar de um período de descanso e precisam de retomar o fio das coisas.


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quinta-feira, outubro 14, 2010

Read his lips


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O Pedro Correia coligiu aqui uma série de afirmações do nosso inenarr
ável primeiro-ministro. Não fosse a situação trágica e elas seriam hilariantes. Pena que os vídeos não acompanhem o texto para que se visse bem aquela expressão arrogante que Sócrates afivela sempre que enuncia enormidades destas.

Cheap liar… mas há quem goste!

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quinta-feira, agosto 26, 2010

Socraticidades


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Durante dois dias fui sujeito a uma sessão contínua do ranço de Sócrates. A mesma retórica, a mesma arrogância , a mesma (natural ou estudada…) pose de estadista e a mesma preocupante e insultuosa ausência de dignidade e sentido de responsabilidade, que era o mínimo que se deveria poder exigir de alguém que tem sobre os ombros a pesada responsabilidade de gerir os destinos de um país.

Basicamente, numa altura em que voltámos a ser vergastados com uma série de notícias preocupantes sobre a própria viabilidade de Portugal como uma nação no concerto da Europa e, assim a título de exemplo, citarei apenas o pormenor de só o Vietname nos ultrapassar numa décima em matéria de segurança de dívida, José Sócrates Pinto de Sousa abriu de novo as hostilidades, gritando o crescimento de Portugal, a inépcia do PSD e exibindo aquele sorriso idiota que usa para as funções deste género. Leia-se… aquela expressão favorita de sempre que decide mentir descaradamente e chamar-nos de parvos.

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quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Mentiras sem vídeo


Henrique Monteiro, director do Expresso

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«José Sócrates terá pressionado o director do Expresso para que o jornal não publicasse a notícia sobre os atropelos do processo da sua licenciatura, revelou ontem Henrique Monteiro na Comissão Parlamentar de Ética. Na véspera da saída do artigo, o director recebeu "um telefonema de uma hora, bastante desagradável", do primeiro-ministro, em que este lhe pediu "por tudo para não publicar", mas nem sequer quis fazer um desmentido ou alguma correcção, salientou Henrique Monteiro».

Começa a ser para mim irrelevante a substância das trapalhadas de Sócrates. Porque chegámos a um ponto em que tropeçamos numa pedra e (rufos) aí está ele no seu esplendor, através de tios, filhos dos tios, boys, amigalhaços, sócios, ligado a episódios mais ou menos espúrios e que comprometem claramente a imagem que se exige preenchida pelos mínimos da decência, no caso de um primeiro-ministro de uma nação europeia.

A mim, o que verdadeiramente me impressiona é a contínua, contínua, repito, evidência, do carácter da criatura, quando sou confrontado com declarações deste género e que, como sabemos, não são desmentidas. As declarações são produzidas e depois, Pinto Monteiro this, Presidente do Supremo that, mais o bastonário que não só, juristas avulsos que também e tudo se plasma depois num limbo que tresanda a trapaça, por um lado, e a uma forma pouco recomendável de lidar com as exigências da vida e com o respeito aos cidadãos que o elegeram.

No caso da licenciatura, e em contraponto aos argumentos mais díspares com que os “abrantes” do costume infestaram a blogosfera, jornais e televisões, é preciso vincar bem que o que está em causa não é o facto de Sócrates ser ou não licenciado mas sim a forma como a obteve, que reflecte bem a noção que Sócrates tem de ética e, não menos importante, do respeito que lhe deveriam merecer aqueles que andaram quatro anos a obter uma licenciatura (cinco e mais um de estágio, no meu tempo…).

Sendo do domínio geral que a licenciatura de Sócrates inclui datas rasuradas, datas suspeitas, “fins-de-semana de trabalho” para assinar despachos, cartões de visita e, sobretudo, a desfaçatez com que Sócrates continua a tomar toda a gente por parvos nas entrevistas com que vai sendo obsequiado (a última foi a de Miguel Sousa Tavares que se não quiser ser tomado por Socrático deveria desde já apresentar uma declaração de interesse), gritando, insultando, tergiversando, achincalhando (adoro o seu “era o que mais faltava”…) e negando-se SEMPRE a responder cabalmente às perguntas que, apesar de tudo, lhe vão sendo colocadas.

Quando um director de um jornal como o Expresso produz as declarações acima e tudo parece ficar na mesma, conclui-se que Sócrates está realmente a mais. E comungo da opinião de alguns de que não há custos acrescidos, eleições antecipadas, agravamento da situação económica, dificuldades acrescidas para a já difícil vida dos portugueses, que justifiquem a manutenção em exercício de um homem que consabidamente mantém uma linha de rumo muito prejudicial para todos nós e que claramente nos envergonha. Digam os “Abrantes” o que disserem. Este episódio relatado pelo Público (que, de resto, já era conhecido) não requer provas, nem configura constituição de arguidos ou crime de quebra de segredo de justiça. Reflecte, tão só, uma lamentável falta da vergonha que Sócrates não tem.
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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Pesadelo


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José Sócrates Pinto de Sousa, primeiro-ministro, mandou chamar os portugueses aos televisores para lhes dizer que somos uma colecção de rumorejantes, insultantes, mentirosos e delirantes. Um pouco antes tratou de lançar uns quantos esbirros fazer uma pré-comunicação, com o tortuoso José Lello à cabeça e onde não faltou a cinzenta eminência do presidente do PS, através de declarações avulsas à comunicação social, em que o tom e o conteúdo das mesmas estavam em rigoroso acordo com a comunicação que viria a seguir.

Sócrates, de pose e telegenia cuidadosamente estudadas, foi lendo a série de, esses sim, insultos aos portugueses que têm um cérebro um pouco maior que uma ervilha e sensivelmente de anatomia mais estética que uma marquise por cima de uma garagem de algumas casas da Beira Alta.

Sócrates perdeu, definitivamente, o respeito pelos seus cidadãos, socorre-se de falácias que seriam risíveis se não fossem trágicas e faz-me pensar, eu que não sou do governo, não sou economista e respeito muito a opinião daqueles que acham que se tem de manter Sócrates no governo por causa da crise económica, financeira, agências de rating e assim, começo a pensar que a insustentabilidade deste bad dream, que o povo votou e ele não soube merecer, só pode ser resolvida com a sua saída. As consequências podem ser gravosas, os juros podem subir, o desemprego pode aumentar, mas nada será pior que ter de sustentar uma situação por tempo indeterminado deste homem no poder. Porque os resultados serão, na mesma, desastrosos, quiçá mais difíceis de reparar. Além de que estou farto de ser insultado pela criatura e seus sequazes. Chega. Portugal ainda não é um qualquer Banana Futebol Clube de Vilar de Maçada(s).
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