segunda-feira, janeiro 28, 2013

O clarinho da CGTP

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Não, não é Robin Williams e a sua super bouncy "flubber". É o professor Marcelo, mesmo. Porque acredito que só uma criatura distraída, com a formação e cultura de Marcelo, pode dizer sem um sorriso "vichyssoise" que se admirou muito com a «saída» de Arménio Carlos, ao considerar o etíope Selassie, do FMI, um rei mago escurinho. Uma saída deselegante e incrível, tanto mais vindo da esquerda, disse Marcelo.

Ainda não percebi bem porque é que a direita é racista e a esquerda é solidária, fraternal e internacionalista. Mas a política e o politicamente correcto lá devem saber porquê. Pela parte que me toca, o que sei, o que vi, o que aprendi é que a esquerda tem uma dificuldade patológica em lidar com sociedades multiétnicas. De resto, tal como com a homossexualidade. Só mesmo um distraído, como Marcelo, ou um ignorante, como muitos de nós, não sabe isto. Lembro-me bem dos conflitos tremendos, gravíssimos e dramáticos surgidos com  o envio de jovens moçambicanos (só para dar este exemplo dos moçambicanos, porque havia outros países com o mesmo drama) para a União Soviética e para a República Democrática Alemã, para estudar ou receber formação a vários níveis. As situações geradas pelo conflito étcnico eram tais que muitos dos moçambicanos acabavam repatriados ou fugidos dos paraísos comunistas, mesmo com as manhãs todas a cantar e os amigos todos a surgir em cada esquina, pela liminar razão de serem escorraçados, não tolerados, violentados e agredidos. Regressados a casa. ficavam ainda por receber subsídios a que tinham direito e que acabavam por não lhes ser pagos. Muitos deles organizavam-se e tentavam fazer valer os seus direitos mas de pouco isso lhes valia, de tal forma o regime moçambicano estava peado ao socialismo internacionalista.

Ainda hoje, as sociedades civis na Rússia e mesmo países da antiga Europa de Leste têm uma reputação clara de intolerância em relação aos escurinhos, como diz o pateta do Arménio Carlos. Felizmente para eles, os escurinhos, essas sociedades são pouco apelativas porque têm economias frágeis, saídas recentemente da asfixia soviética. E é daí que preferem emigrar para países como Portugal, Espanha, França, Bélgica, Reino Unido e Estados Unidos onde, apesar das sociedades serem formadas por fassistas e capitalistas, e mais estalo menos assalto, têm os seus direitos essenciais defendidos. Mesmo quando um imbecil como um Arménio qualquer se lembra de lhes chamar escurinhos. Faz lembrar Louçã e o exemplo do coelho e da coelha para podermos ter coelhinhos, num ponto duma discussão qualquer sobre homossexulaidade, que já nem me lembro bem.

Não há mesmo paciência para esta fauna. Esta, dos clarinhos de elevada moral, aprumado civismo, comovente solidariedade e pensamento como deve ser. Como o Arménio.
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quarta-feira, abril 11, 2012

Falta de decoro, falta de respeito

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As pessoas podem ter uma fatalidade e acontecer-lhes qualquer coisa que lhes dane o corpo ou obnubile a inteligência e o discernimento. Ou mesmo, estando sãos, têm o direito de dizer os disparates que lhes aprouver. Mas se lhes resta uma ponta de vergonha na cara, tinham a obrigação estrita de manter pelos portugueses o respeito que lhes é devido, na justa medida em que são eles que lhes pagam, mas uma coisa é pagar-lhes outra, bem diferente, é aparar-lhes os desmandos ou, quem sabe, os resultados de uma política amoral, obscena e dolosa.

Uma mulher inteligente e que chegou a ministra de educação deve conter-se e não fazer afirmações destas, sobretudo quando elas representam um claro desafio ao Tribunal de Contas e estão em causa centenas de milhões (vou repetir, centenas de milhões de euros) em proveito não se sabe bem de quem, mas sabe-se bem de que bolsos saíram. E, não se contendo, deveria, pelo menos, reflectir nas risadinhas dos seus próprios correlegionários.
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quinta-feira, junho 16, 2011

Ai que o sacana do cego é deputado. E «convergente» ainda por cima...




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Há casos em que nos questionamos se as nossas regras de direitos e garantias que emanam dos regimes democráticos e permitem desmandos animalescos como os relatados neste episódio não poderiam ser substituídos por uma eficiente e didáctica «carga de porrada».

Talvez estes «indignados» resolvessem ir indignar-se para outra freguesia. De preferência em países onde a indignação não é permitida. Levavam uns «activistas» com eles, para dar colorido à coisa, e ficávamos todos bem servidos e felizes por termos nascido.


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segunda-feira, maio 03, 2010

Imbecilidade militante, com quotas em dia


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(O Papa Bento XVI)... tem gerado em vários países, Portugal é um deles, um surto de imbecilidade considerável. À falta de anticlericalismo popular, há agora uma nova forma de anticlericalismo intelectual de parte da esquerda « fracturante ». Enquanto não houver um Papa que não seja mulher, lésbica, negra, de preferência não crente, e que vote nos EUA no Obama, os Papas, em particular este, são alvos preferenciais. E este acirra os ânimos de forma muito especial porque é branco, alemão, conservador, teólogo, e conhece bem demais a impregnação da doutrina cristã pelas variantes na moda desde os anos sessenta de « progressismo » esquerdizante. A absurda intolerância dos « fracturantes » exerce-se então em toda a sua amplitude.


José Pacheco Pereira no Abrupto.

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domingo, junho 17, 2007

Palácio de Casamentos?


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António Costa aparece finalmente com alguns projectos no horizonte, para a Câmara de Lisboa. Fiquei a saber
que os gays e lésbicas da minha cidade poderão, agora, casar-se com toda a dignidade no salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa.

Pfiiiu, que alívio, estava a ver que Costa não tinha ideias nenhumas.

Nota: "Isto" para ser como deve ser, devia haver um "Palácio dos Casamentos", na boa tradição socialista. Ou já se esqueceram como era? A diferença é que o socialismo não tolerava gays, nada que a actual conjuntura não possa agora acomodar...



Na foto: Palacio dos casamentos em Maputo, na Avenida Julius Nyerere.

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