terça-feira, dezembro 02, 2008

O homem, esse injustiçado


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Vinha escrever um post compostinho e a condizer com o início de mais uma semana de trabalho, quando oiço ali nas notícias da manhã que “… as mulheres que vivem acompanhadas têm mais tendência para engordar do que as que vivem sozinhas. Isto porque têm tendência para alinharem com os companheiros a comer guloseimas e alimentos de elevado valor calórico”.

Ora isto é de uma injustiça flagrante. À uma porque desde que as mulheres foram queimar os sutiãs para o topo do Eduardo VII não há razão para que as mulheres se obriguem a comer o que os maridos ou companheiros comem. À outra, porque por muito elevado que seja o índice calórico dos alimentos que a mulher acompanhada ingere, há certamente uma correspondência natural ao índice de calorias consumidas pelo desgaste em exercício despendido com o companheiro, em regime de comum de dois. Pelo menos, numa reflexão teórica.

Acresce que conheço muito mais mulheres... hammm... humm... com um relativo excesso de peso… (hummm… saiu mal…) na faixa daquelas que vivem sozinhas do que mulheres acompanhadas, mesmo aquelas cujos maridos ou companheiros se empanturram de favas com chouriço em regime contínuo. Uma coisa, porém, é certa. Também os ginásios, segundo julgo (isto sou eu a julgar e nem sempre julgo muito bem, eu sei) têm mais mulheres… como direi… disponíveis… convidáveis que, talvez por mor disso mesmo e para manterem essa condição, vão queimar calorias e expulsá-las em pérolas de suor pelas costas abaixo, depois de centenas de quilómetros pedalados em bicicletas sinistras e que não saem do mesmo sítio, levantando pesos ou obrigando os gémeos (uns músculos que os futebolistas costumam lesionar mas que as mulheres também têm) a uns indecentes exercícios de estiramento.

Resumindo. A mulher pode ser gorda porque sim e o homem come gorduras, hidratos de carbono e correlativos porque também. Não é aceitável é que estabeleçam nexos de causalidade (é assim que se diz, agora, não é?) entre as farinheiras, entrecostos e rojões dos maridos e a falta de força de vontade das mulheres. De resto elas acabam sempre no ginásio. Casadas ou solteiras, sooner ou later. Não há nada a fazer. Está-lhes à flor da pele!

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