segunda-feira, setembro 10, 2012

: )))) LOL :(((( dasse xxxxx (._.) e gggrrr!!!g&$§§§/// ehehehehe xxxx e abreijos

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As chamadas redes sociais terão méritos que eu não discuto. Concretamente, o denominado Facebook parece ter provado a sua eficiência em múltiplos aspectos sociais, comerciais, políticos e até culturais. Sem embargo da sua faceta de vulgar «engatatódromo» ou via de disseminação de notícias de impacto, algures entre a queda do primeiro dentinho da cria lá de casa até à sogra que tem mau hálito.

Outrossim me renderia a esta modernice se instituições sérias como um gabinete de um primeiro-ministro ou a própria presidência da República usassem o Facebook com a desejável parcimónia e distanciamento, para irem dando conta à grei do que se vai passando pela paróquia. Mas quando esse desiderato se reveste de uma interactividade onde cabe um insuportável paternalismo do Pedro ou do Aníbal com a alma lusitana é inevitável que a coisa resvale para uma expectável ausência de ética e a nossa proverbial má-criação venha à superfície como a nata do leite. Sermos malcriados e dar nas vistas faz parte do nosso ADN pois isso nos permite ir ao café pedirmos uma bica e dizermos que acabámos de chamar gatuno ao primeiro-ministro ou filho da puta a um ministro qualquer. Paneleiro e cabrão também servem o propósito e o caso recente da paternalista comunicacão do Pedro, magoado por ter tido de anunciar desgraças aos portugueses, deu no que deu. Milhares de comentários no seu mural, com insultos para todos os gostos.

Por enquanto, parece-me ser de preservar a dignidade das instituições do Estado, independentemente das pessoas que os ocupam. Daí que me torne sensível a esta tendência modernaça de criar páginas de Facebook (murais, para usar o léxico adequado) a propósito de coisas sérias. Por muito que eu não goste de um primeiro-ministro ou de um presidente da república em exercício, confesso um genuíno constrangimento se e quando oiço chamarem-lhes filhos da puta em público.

O FB é um fenómeno de massas e como fenómeno de massas tem de ser entendido. Mais uma razão para que os nossos políticos usem de um módico de sensibilidade que lhes evite fazer figuras tristes. A menos que eles o não entendam…
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quinta-feira, junho 03, 2010

É lalanja, lalanja, é lalanja mia sinhóra


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Esta mulher é angolana e eu apostaria singelo contra dobrado que ela desconhece as luzes dos palcos, os aplausos de plateias compostinhas. Muito menos ouviu falar de escalas, notas, claves, semifusas ou semicolcheias. Também não saberá o que é um maestro, uma batuta, partitura ou outros palavrões do género. Limita-se a ter a alma dos poetas anónimos que criam os sons quentes e ritmados dos trópicos, em harmonia com a beleza nostálgica de um pôr de sol na Muxima ou a sombra de um embondeiro. E usa com mestria o jeito inato que se lhe arrumou nos dedos para extrair duma viola manhosa um ritmo sincopado e bem típico do sortilégio africano. Ora oiçam. E vejam, também, porque é digno de ser ver. E vejam depressa, porque provavelmente a artista terá de pegar na quitanda e ir para o bairro de cimento apregoar “…é lalanja, lalanja, lalanja, é lalanja, mia sinhóra…”

Vídeo subtraído à sorrelfa via Beatriz Moita de Deus que entre dois «fortune cookies» é absolutamente exímia a descobrir estas coisas.
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