Trabalho de casa - Redacção

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Aí vem mais uma revoada de computadores. 500.000, ao que parece. Se, numa primeira análise, a medida tende a colocar-nos em "mode" encomiástico, por outro preocupa-me o facto de os portugueses não saberem falar. Breve chegará a altura em que os nossos miúdos tenham uma ideia do que é manejar um computador na “óptica do utilizador” mas não tenham a mínima ideia do que acabaram de dizer.
É absolutamente confrangedora a forma como a esmagadora maioria das pessoas se expressa nos meios de comunicação social de cada vez que são chamadas a dar uma opinião sobre isto sobre aquilo. Um incêndio, uma rixa, um acidente, uma tempestade ou o estado do trânsito merecem dos respectivos comentadores um amontoado de vocábulos sem nexo, mais ou menos ininteligíveis, sem concordância sintáctica, fonética hilariante e mesmo aplicação de neologismos do momento, só possíveis na nossa cabecinha e que poderiam muito bem constituir um “case study” para linguistas, antropólogos, sociólogos e, porventura, psicólogos. Se pensarmos que esta geração que não sabe falar tem filhos e esses filhos são criados no seio deste cenário aterrador em que as pessoas pura e simplesmente não sabem comunicar, dá para estimar como falarão os filhos desta tal geração que já não sabe falar.
Não sei como é que estas coisas se fazem. Não sou professor, nem pedagogo, sociólogo nem linguista. Mas que alguém devia pensar no assunto, devia. Muito antes de deixarmos Sócrates á solta por aí a distribuir computadores de cada vez que acorda bem disposto. A menos que eu esteja a exagerar e que esteja a sobredimensionar um fenómeno. O da iliteracia e da virtual impossibilidade de comunicarmos uns com os outros em português escorreito.
Aí vem mais uma revoada de computadores. 500.000, ao que parece. Se, numa primeira análise, a medida tende a colocar-nos em "mode" encomiástico, por outro preocupa-me o facto de os portugueses não saberem falar. Breve chegará a altura em que os nossos miúdos tenham uma ideia do que é manejar um computador na “óptica do utilizador” mas não tenham a mínima ideia do que acabaram de dizer.
É absolutamente confrangedora a forma como a esmagadora maioria das pessoas se expressa nos meios de comunicação social de cada vez que são chamadas a dar uma opinião sobre isto sobre aquilo. Um incêndio, uma rixa, um acidente, uma tempestade ou o estado do trânsito merecem dos respectivos comentadores um amontoado de vocábulos sem nexo, mais ou menos ininteligíveis, sem concordância sintáctica, fonética hilariante e mesmo aplicação de neologismos do momento, só possíveis na nossa cabecinha e que poderiam muito bem constituir um “case study” para linguistas, antropólogos, sociólogos e, porventura, psicólogos. Se pensarmos que esta geração que não sabe falar tem filhos e esses filhos são criados no seio deste cenário aterrador em que as pessoas pura e simplesmente não sabem comunicar, dá para estimar como falarão os filhos desta tal geração que já não sabe falar.
Não sei como é que estas coisas se fazem. Não sou professor, nem pedagogo, sociólogo nem linguista. Mas que alguém devia pensar no assunto, devia. Muito antes de deixarmos Sócrates á solta por aí a distribuir computadores de cada vez que acorda bem disposto. A menos que eu esteja a exagerar e que esteja a sobredimensionar um fenómeno. O da iliteracia e da virtual impossibilidade de comunicarmos uns com os outros em português escorreito.
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