quinta-feira, julho 31, 2008

Trabalho de casa - Redacção


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Aí vem mais uma revoada de computadores. 500.000, ao que parece. Se, numa primeira análise, a medida tende a colocar-nos em "mode" encomiástico, por outro preocupa-me o facto de os portugueses não saberem falar. Breve chegará a altura em que os nossos miúdos tenham uma ideia do que é manejar um computador na “óptica do utilizador” mas não tenham a mínima ideia do que acabaram de dizer.

É absolutamente confrangedora a forma como a esmagadora maioria das pessoas se expressa nos meios de comunicação social de cada vez que são chamadas a dar uma opinião sobre isto sobre aquilo. Um incêndio, uma rixa, um acidente, uma tempestade ou o estado do trânsito merecem dos respectivos comentadores um amontoado de vocábulos sem nexo, mais ou menos ininteligíveis, sem concordância sintáctica, fonética hilariante e mesmo aplicação de neologismos do momento, só possíveis na nossa cabecinha e que poderiam muito bem constituir um “case study” para linguistas, antropólogos, sociólogos e, porventura, psicólogos. Se pensarmos que esta geração que não sabe falar tem filhos e esses filhos são criados no seio deste cenário aterrador em que as pessoas pura e simplesmente não sabem comunicar, dá para estimar como falarão os filhos desta tal geração que já não sabe falar.

Não sei como é que estas coisas se fazem. Não sou professor, nem pedagogo, sociólogo nem linguista. Mas que alguém devia pensar no assunto, devia. Muito antes de deixarmos Sócrates á solta por aí a distribuir computadores de cada vez que acorda bem disposto. A menos que eu esteja a exagerar e que esteja a sobredimensionar um fenómeno. O da iliteracia e da virtual impossibilidade de comunicarmos uns com os outros em português escorreito.

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terça-feira, maio 22, 2007

Escrúpulos



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A Fenprof está preo-
cupadíssi-
ma com as provas de aferiçao em curso. A sua argu-
mentação é
esfarrapada e absolutamente surrealista. Nada que surpreenda, vinda de quem vem. É pena é que oportunidades destas, em que muitos professores poderiam vincar bem a sua demarcação de um órgão fossilizado, ideologicamente utópico e sem escrúpulos em usar um campo tão sensivel como a população escolar para fazer prevalecer os seus interesses sejam ingloriamente desperdiçadas. Ao contrário, são aproveitadas até, por alguns professores que se acham dignos “continuadores” de tão ditosos mestres.

Ler tambem
Brincar com as pessoas, no Blasfémias.


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