terça-feira, dezembro 20, 2011

A diáspora moderna

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Aqui está ele. O primeiro dos meus amigos a emigrar depois do discurso de Passos Coelho. Sente a falta do tinto do Cartaxo, secretos de porco preto, pastéis de nata da Cristal e de interromper a conversa dos amigos ao almoço, até porque ainda não domina bem a língua. Mas já mandou um relatório sobre o gineceu local e parece estar a ajustar-se com eficácia ao linguajar em uso nestas paragens.
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terça-feira, abril 14, 2009

Ão, ão, woof, woof, bau, bau

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Ele há terramotos, uma aberta nas relações EUA-Cuba, filipinos avariados que se cruxificam, navios raptados por piratas, ele há ainda mulheres atacadas por ursos polares, o massacre que columbine que faz 10 anos e o novo album de Dylan. Mas não. O site do Público decide que o momento do dia é Bo, o cão de água português da família Obama, que chegou à Casa Branca. Ser emigrante é receber as notícias online filtradas de acordo com esta ordem de prioridades. É ainda ter a opção de poder ler e entender o Guardian, o El País ou o Le Monde e perceber que há vida para além das notícias em português de portugal.

Pela Spring, que anda por Barcelona em trabalho, nos intervalos das tapas com os amigos, calçots e sopas de peixe. Ou de como emigrar faz bem à saúde e escala a padronização de (novos?) valores.
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