quinta-feira, janeiro 19, 2012

Modernices

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A vertente modernaça do PSD achou por bem apresentar um projecto de técnicas de procriação medicamente assistida, vulgo barrigas de aluguer. Não consigo entender bem porquê, mas o Partido lá terá as suas razões que eu genuinamente espero que não tenha a ver com um pretensioso alinhamento com as questões fracturantes da esquerda, que é o que a esquerda sabe fazer – fracturar.

Que me perdoem as correntes progressistas mas ainda acho que um filho não é só uma criança. É, ainda, um projecto que resulta de um homem e uma mulher que se conheceram, amaram e geraram uma cumplicidade da qual o filho é a melhor prova e desígnio. Burilar a questão e desbravar terrenos em nome de uma qualquer ideologia ou de um qualquer capricho idiota de algumas luminárias que vão enfeitando as câmaras de debate das grandes questões nacionais, na maior parte dos casos Partidos com uma representação meramente residual, é atraiçoar um dos, ainda, mais nobres cometimentos da espécie, como também um total desrespeito pelos indefesos nascituros a quem se lega um futuro armadilhado e se nega uma das mais sublimes realizações espirituais. Com a agravante de, muito provavelmente, os novos indivíduos viverem uma vida inteira numa estratégica ou piedosa mentira.
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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Os sacrifícios que não fazemos pelos nossos filhos…

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Pegando ainda no post anterior e aligeirando um pouco o menu, em sede de (como eu gosto deste «em sede de») duplas homossexuais femininas, tenho para mim que se uma mãe faz todos os sacrifícios por um filho, não vejo porque uma lésbica não faça o sacrifício de se sujeitar a uma relação sexual com um homem para poder engravidar. Assim tipo uma vez sem exemplo. Poderá ser um pequeno sacrifício mas, que me lembre, o que é que uma mãe não faz por um filho?

Já no que se refere a duplas masculinas, a minha imaginação fenece! Mesmo assim, uma rapidinha com uma mulher, tipo one night stand, poderia resolver a coisa.
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Mexer na pilinha (2)



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O Bloco resolveu ter um orgasmo outra vez e aí está ele fracturando a pax portucalense com os arremedos de quem não sabe fazer mais nada do que mexer na pilinha (ver, a propósito, este post que escrevi em 2010).

Custa-me a entender a dificuldade em se perceber que nesta questão de barrigas de aluguer há que colocar acima dos interesses dos fautores do «projecto» (entenda-se gerar uma criança) está o interesse da criança em si. Parece que ninguém se lembra ou quer lembrar disto. Não é apenas uma questão ética e social mas sim, quiçá principalmente, uma questão do respeito devido a um ser humano que vai nascer em condições exógenas ao processo. Para além de que do ponto de vista puramente científico me parece que esta via da barriga de aluguer permanece um pouco difusa.

O PSD envereda por uma via aparentemente cómoda e que Pilatos não desdenharia, com esta tomada de posição. Creio ser um caminho errado e sobre isso, ler este post da Helena Matos que explica bem não ser este um caso a ser analisado pelo prisma de se ser homossexual ou heterossexual.
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