quinta-feira, setembro 15, 2016

Alberto Gonçalves em serviço público





[5443]

Ano após ano, um bando de teor totalitário reúne os fiéis. Os fiéis comem, bebem, vestem referências a assassinos, agitam símbolos medonhos, ouvem a música e os sermões dos parceiros de fé, conspiram contra a democracia e, em suma, divertem-se a imaginar maneiras de arrasar o nosso mundo. Se isto acontecesse entre 30 skinheads numa garagem do Cacém, a PJ andaria alerta e o povo inquieto. Como acontece entre milhares de comunistas numa quinta do Seixal, a PJ não liga e o País, um certo país, acha o exercício simpático.

O Alberto Gonçalves, aqui.

Atrevo-me a acrescentar um detalhe e, por isso, peço ao Alberto Gonçalves que me desculpe. É a panache que envolve uma deslocação à “Festa”. Tornou-se moda e um estranho símbolo de pluralidade, passando por cima do essencial. E o essencial é exactamente o que Alberto Gonçalves refere em cima. E se Marcelo a visita e as pessoas acham imensa graça, porque a Marcelo tudo é permitido, já uma vasta colecção de jornalistas e músicos produz uma alegoria estranha sobre uma festa que canta os amanhãs que se sabe e ressuma uma estranha simpatia por gente pouco recomendável. Para além de um somatório de práticas ilegais ou o à-vontade que demonstram em abjurar a homossexualidade, por exemplo. Apenas para citar alguns.


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sábado, setembro 01, 2007

A Festa ( 2 )

[1985]

Reli o meu post 1983
“A Festa” e concordo que o mesmo poderá induzir as pessoas nalgum erro. Na verdade poderei ter deixado transparecer a ideia de que não valeria a pena qualquer tipo de protesto, conhecendo-se a hipocrisia e o comprometimento do Partido Comunista Português.

É claro que vale a pena e que me associo ao movimento que parece ter ganho uma dinâmica considerável no
Kontratempos. É claro que vale a pena condenar expressamente o PCP e, também e sobretudo, o governo se se vier a verificar a ausência de uma acção firme a impedir a presença de um bando de terroristas. Até pelo exemplo recente de Silves.

Actualização de blogues
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sexta-feira, agosto 31, 2007

A Festa



[1983]

Vai por aí um “ai Jesus”, de novo, com a vinda de uma representação das FARC à Festa do Avante. Em boa verdade me custa perceber este bru-á-á. De há muito que me habituei a considerar os comunistas como gente ardilosa, não-fiável, mentirosa e com uma total ausência de escrúpulos nos métodos, na forma e na substância em tudo o que se refira à preservação das suas doutrinas e interesses. Sobretudo os comunistas portugueses, agarrados a uma ortodoxia que só pode medrar pela ingenuidade e atraso de muita gente, boa e bem intencionada, que continua a ser usada e manipulada no folclore da festa do Avante. Há que juntar também algumas personagens de bom tom que acham “girérrimo” ir lá comer uma febra ou ouvir os “Xutos” ou o Luís Represas, mas isso é outro "departamento".

Não percebo, assim, porquê tanta admiração com a
vinda, outra vez, dos terroristas colombianos à festa do Avante e, muito menos, com o espanto pela habitual inoperância cúmplice das autoridades portuguesas. Para além da alusão recorrente à imagem da Ingrid Betancourt, havendo tantos outros exemplos de rapto de cidadãos portugueses. Feitos, em curso e por fazer.

É muita hipocrisia junta para a minha vesícula e é por estas e por outras que eu nunca fui à “festa”.Tive “festa” que chegou.
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