quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Vulvas, vaginas, escrotos, pénis, prepúcios and the like


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Estou ao computador e atrás de mim tenho o Manuel Goucha e aquela loura (que não me ocorre o nome) a fazer perguntas a uma plateia exuberante, num programa de televisão. A primeira foi sobre o tamanho do pénis: o que era um pénis grande, um pequeno, quantos centímetros, se um pequeno pode ser grosso e um grande pode ser fino, quantas vezes aumenta de tamanho… fiquei a saber que, na erecção, os pequenos podem aumentar quatro vezes e os grandes aumentam só para o dobro. Mas, em compensação, os grossos aumentam bem mais em diâmetro do que os finos, que aumentam assim mais para o comprido. A assistência, maioritariamente sem pénis, ria imenso e concordava ou discordava das várias versões científicas vindas a lume, soltando risadas entre o alarve e o excitado. Fiquei a saber ainda o que é um micro-pénis, que é todo o pénis com menos de sete centímetros. Ficou por esclarecer se erecto se em flacidez.

Já a pergunta seguinte era sobre vaginas. Goucha, estridente, perguntava sobre que mulheres tinham vaginas maiores, se as gordas se as magras. As opiniões foram mais ou menos consensuais. Unânimes de todos, como ouvi, ontem, num programa desportivo. Veredicto: As mulheres, gordas ou magras, têm as vaginas iguais (o que, à partida, me parece uma sensaboria, ninguém foi capaz de aduzir umas diferençazitas, para desenjoar), é tudo igual… Ouvi ainda uma científica prelecção sobre vulvas e a diferença entre vulvas e vaginas.

Não sei como isto vai acabar, porque interrompi o que estava a fazer para postar este arrazoado. Sobre vulvas e pénis, uma coisa que, acho, nunca postei em quase dez anos deste blogue. Mas há sempre uma primeira vez. Os guinchos de Goucha e as risadas da loura continuam a dar fundo ruidoso à coisa (às «coisas», literalmente), em fartos decibéis. E agora vou mesmo desligar o som porque trabalhar com as vaginas no ouvido (quem sabe????) e os pénis em vaga de fundo, ainda acabo a escrever o que não quero.

Eu não sei bem se há algum significado especial para o facto de cada vez mais se notar esta tendência das televisões para puxar a brasa à sardinha, ficando por saber, como neste caso, qual é a brasa e qual é a sardinha. Basicamente a coisa parece-me é que é tão pueril e idiota, como se se puxasse a público entretenimento uma versão revista e extrapolada das sessões de mexer na pilinha, como quando as crianças são ainda bem pequeninas e começam a descobrir prazeres ainda ignotos.

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terça-feira, outubro 07, 2008

Sexo explícito


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“…É claro que a tão aclamada "química" é quase sempre perceptível nas primeiras impressões (ou existe ou não existe, é simples), mas ela é apenas o "abre-te sésamo" para uma caverna de Ali Babá cheia de labirintos insuspeitados…”


Sussexo, pela Ana no seu excelente Porta do Vento. Se quisermos dar um cunho sério à coisa (juro que o trocadilho desta frase é meramente circunstancial e nada tem a ver com sexo explícito) é ir um pouco mais além da caverna cheia de labirintos e ler o post todo. Até porque uma blogger como a Ana não é para ler aos bocados. Muito menos deixar alguma coisa por ler.


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