sábado, maio 02, 2009

Um pirata português


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"Portugal deve abandonar a Nato e a nossa marinha não tem nada que participar nesta operação de patrulhamento abusivo/ilegal/imperialista em mares territoriais e internacionais de paragens longínquas do Oceano Indico. Os guerrilheiros do mar não são "piratas" como a imprensa imperialista decidiu tratá-los. São gente que combate de armas na mão contra o poder imperialista manifestado por navios possantes que invadem o espaço onde os seus concidadãos pescam e fazem comércio. Se correr sangue português por causa desta aventura assassina da Nato, o governo em funções deve ser responsabilizado..."

A propósito da intervenção da fragata portuguesa que evitou mais um ataque de pirataria no Golfo de Aden, dei com este comentário de Luís – brigadista, de Lisboa, que, depois de corrigidos alguns erros de ortografia, me fez pensar que com estes piratas cá da terra é que temos de nos preocupar. Porque com os outros, os do mar, aparentemente podemos nós bem.

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quinta-feira, abril 24, 2008

Piratas distraídos e mal informados


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A falta de informação compromete seriamente um bom negócio

Esta é a conclusão a que os designados piratas da Somália chegariam se lessem jornais ou pelo menos se soubessem um bocadito de História. Os ditos piratas raptaram uns franceses que gozavam as maravilhas da vida num iate. Agora foi a vez duns pescadores espanhois. Os franceses resolveram o assunto: mandaram tropas especiais que recuperaram o iate, salvaram os reféns e ainda prenderam os piratas. Os espanhóis ainda não se sabe o que vão conseguir mas tal como os franceses já mandaram meios militares.
Ora os piratas podiam muito bem sair pela porta grande se apresentassem uma mínima reivindicação política. Diziam duas ou três coisas contra a a Europa colonial e passavam logo de piratas a movimento. De piratas transfiguravam-se em insurgentes ou quiçá activistas. Ninguém ousava tocar-lhes num cabelo quanto mais prendê-los e trazê-los para serem julgados aqui no meio da Europa. Mas se por acaso se cruzassem com a justiça de algum país europeu teriam logo dezenas de outros activistas lutandos pela sua imediata libertação. E mesmo detalhes que muito enervaram os franceses como o facto dos piratas do Ponant terem metido cabras no iate para em seguida as abaterem e comerem passariam imediatamenta a tema de teses multiculturais sobre a recuperação de gestos dum mundo tradicioanal que tenta sobreviver à globalização. Quem sabe aqueles activistas que queimam carros em França até se viravam agora contra os iates.

Deste saboroso post da Helena Matos, acho que só ficou por perguntar o seguinte:

- E os franceses levaram os piratas para serem julgados na Europa?
- Em vôos directos?
- Ou terão feito escala técnica (ilegal) nalgum país conivente?
- E se fizeram escala, a Ana Gomes sabe?
- E se a Ana Gomes sabe, ainda não disse nada?
- Terão vacinado os piratas contra o sarampo que grassa na Europa?

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