quinta-feira, julho 24, 2014

Também querem


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Ana Drago e Daniel Oliveira são dois exemplos felizes de como a coisa política funciona aqui na paróquia. Ganhar protagonismo em causas e políticas que sabem não chegar alguma vez ao poder. Porque o povo português pode ser politicamente inculto mas não é totalmente estúpido. E isso favorece as Anas e os Daniéis que se vão notabilizando na esquadria mediática onde, queiramos ou não, estamos enfiados. Já que é fácil manter uma berraria mais ou menos controlada sobre o que está mal, havendo tanto o que está mal e sabendo-se como a grei gosta de ouvir essa berraria, ao mesmo tempo que dispomos de uma importante percentagem (sem paralelo?) dos chamados idiotas úteis que ajudam à formatação das personagens.

No caso de Ana (uma cara laroca e simpática e de verbo escorreito) e de Daniel (grosseirão mas hábil na manipulação por via de ideias que ele sabe caírem bem), notava-se algum desgaste de imagem e de ideias. Quer pelas suas frequentes aparições na comunicação social, quer porque ambos perceberam que o terreno lhes fugia debaixo dos seus determinados pés. Daí se terem atirado a um «Manifesto» que pouca gente saberá verdadeiramente o que vai manifestar. Basta-lhes saber que os dois se meteram noutra «estrangeirinha» em que a nossa política é fértil.

Vale-nos que muitos de nós percebemos que o que verdadeiramente os move é a necessidade imperiosa de «irem ao pote», expressão que qualquer deles usou com profusão desde aquela tirada tosca de Passos Coelho, pois Ana e Daniel querem ir ao pote também. Fizeram as contas e acham que o PS será a via mais indicada. Por mim… quantos mais Anas e Daniéis engrossarem as alas socialistas melhor. O problema, esse sim, o problema é eu saber que vou ter de levar com mais uma série de sessões contínuas de Ana Lourenço sobre o assunto – ela própria devota no cumprimento do seu mister, que isto de potes não está fácil e Lourenço não quererá perder o seu.

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sexta-feira, agosto 05, 2011

Mas não havia mais ninguém no Partido?




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Tenho uma dificuldade enorme em ouvir este senhor. Ou ler seja o que for que com ele se relacione, sem expressar um sorriso amarelo ou tomar um antiácido. Ouvi-lo, então, a duvidar da lisura de alguns negócios de Estado, mesmo dando de barato que, no caso presente, muitas das rugas que impedem essa lisura vêm do tempo do Partido que o acolhe, é uma coisa do outro mundo e ultrapassa tudo o que a minha complacência acomoda.

Este Ricardo Rodrigues é um pândego e ainda hoje sempre que lhe vejo a foto ou leio a notícia, não consigo controlar o impulso de olhar em volta e certificar-me de que não há nada à mão que ele me possa palmar.

O PS não terá mais ninguém para questionar matérias desta natureza? Quanto mais não seja por uma questão de decoro…
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