A liberdade e a barbárie

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Comemorou-se ontem o décimo aniversário do assassinato em massa ocorrido nas torres do WTC.
Assisti na televisão a vários apontamentos de reportagem e não posso deixar de registar o seguinte:
- Os americanos continuam a ser exímios a dizer o que é preciso, sem perderem o impacto necessário nem a solenidade dos momentos, ao contrário de nós que por tudo e por nada tagarelamos. O nosso discurso é tagarela, frequentemente fútil, redundante e pífio. E de uma toleima insuportável. A nossa produtividade subiria para o triplo se disséssemos só o que é necessário, sobretudo no trabalho;
- Nova Iorque é, de facto, o verdadeiro melting pot anunciado. Basta atentar na relação dos nomes das vítimas para o percebermos, ao ver a diversidade das suas origens. Não obstante, são cidadãos americanos, de direito e de facto, e «proud of it», ao contrário de uma grande porção de imigrantes na Europa que não só recusam a aculturação desejável, já que é na Europa que vivem, como mantêm um ostensivo orgulho na sua condição alienígena. E «proud of it»;
- Mantém-se viva e de saúde a teoria da conspiração. Que as torres caíram por que o Bush bla bla bla e o petróleo do Iraque bla bla bla. Numa escala mais modesta mantém-se o registo da nossa comunicação social que por cada vez que se refere ao ataque às torres diz dez vezes que não havia armas de destruição maciça no Iraque, que Guantanamo isto e Abu Ghabri aquilo. É o costume.
- O «nine eleven» continua a ser um símbolo bem vincado da diferença entre a liberdade plena e a barbárie. O resto é conversa pegada para curtir no Eixo do Mal ou palcos correlativos.
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Comemorou-se ontem o décimo aniversário do assassinato em massa ocorrido nas torres do WTC.
Assisti na televisão a vários apontamentos de reportagem e não posso deixar de registar o seguinte:
- Os americanos continuam a ser exímios a dizer o que é preciso, sem perderem o impacto necessário nem a solenidade dos momentos, ao contrário de nós que por tudo e por nada tagarelamos. O nosso discurso é tagarela, frequentemente fútil, redundante e pífio. E de uma toleima insuportável. A nossa produtividade subiria para o triplo se disséssemos só o que é necessário, sobretudo no trabalho;
- Nova Iorque é, de facto, o verdadeiro melting pot anunciado. Basta atentar na relação dos nomes das vítimas para o percebermos, ao ver a diversidade das suas origens. Não obstante, são cidadãos americanos, de direito e de facto, e «proud of it», ao contrário de uma grande porção de imigrantes na Europa que não só recusam a aculturação desejável, já que é na Europa que vivem, como mantêm um ostensivo orgulho na sua condição alienígena. E «proud of it»;
- Mantém-se viva e de saúde a teoria da conspiração. Que as torres caíram por que o Bush bla bla bla e o petróleo do Iraque bla bla bla. Numa escala mais modesta mantém-se o registo da nossa comunicação social que por cada vez que se refere ao ataque às torres diz dez vezes que não havia armas de destruição maciça no Iraque, que Guantanamo isto e Abu Ghabri aquilo. É o costume.
- O «nine eleven» continua a ser um símbolo bem vincado da diferença entre a liberdade plena e a barbárie. O resto é conversa pegada para curtir no Eixo do Mal ou palcos correlativos.
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Etiquetas: nine eleven




