terça-feira, abril 17, 2007

Pequenez


[1686]

Assisti emocionado a algumas imagens do rescaldo do massacre de Virgínia. Vi polícias a responder com total disponibilidade a perguntas de jornalistas, alunos a dar a sua versão dos acontecimentos, a elegia do heroísmo de alguns (como o professor romeno que morreu, salvando algumas vidas de alunos), vi Bush a fazer o que lhe competia e vi a vigília de alunos, pais e familiares pela noite fora, numa sentida homenagem aos colegas mortos. E tudo o que vi decorreu numa atmosfera de muita emoção e dor, certamente, mas com muita civilidade e, sobretudo, respeito.

Por cá as coisas fiavam mais fino. Bastou-me ouvir Miguel Sousa Tavares e o correspondente da SIC Costa Ribas. Desde o imagine-se o que seria Portugal com os lares cheios de armas como os americanos, de Sousa Tavares, até à suprema imbecilidade de caracterizar o assassino como um sul coreano emigrante mas já americanizado com que Costa Ribas brindou a preclara audiência lusitana, assisti, compungido, a mais uma manifestação da nossa pequenez.


Ah! E não havia portugueses nem luso-descendentes entre as vítimas. Morreram 33 mas eram todos estrangeiros.


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