domingo, outubro 31, 2010

O buraco da Clara


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… e quando Pedro Marques Lopes falou no enorme buracão das contas que o PS ainda não havia explicado, a «pluma caprichosa» deixou soltar um guincho, isto naquele programa erótico, satírico e fundamentalmente burlesco do Eixo do Mal: Buraco? Buraco? Insistia ela, a Clara, a «pluma», olhos frementes, dedos em riste e vasos capilares à beira de lhe estoirarem o pescoço… Então e o PSD? E o Cavaco? E o Dias Loureiro, hein? Ahhhh? E o Duarte Lima? Sim, sim… e o Duarte Lima?

É o que dá adormecer com o televisor ligado. Depois arriscamo-nos a acordar com os gritos da Clara Ferreira Alves. Esta mulher tem um ódio patológico ao PSD e a tudo o que cheire a Cavaco. E sofre duma patológica incontinência verbal. Não se contém. Dispara em todas as direcções e não são balas. É chumbo para pardais daquele que se espalha poucos metros depois do cano.

Esta pluma é um buraco tão grande como o de Teixeira dos Santos. Com menos compostura, é certo e muito mais decibéis. Mas, lá está… quem me manda a mim adormecer com a televisão ligada?

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terça-feira, dezembro 22, 2009

Jocosa e sarcástica


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Clara perdeu, Vasco ganhou. Ainda bem. Porque independentemente de se gostar ou não de Pulido Valente, a queixa de Clara era totalmente desprovida de sentido, a avaliar pela forma jocosa e sarcástica como ela própria se refere e ataca figuras institucionais que lhe deveriam merecer o trato e a elegância que ela não tem. É desbragada, atabalhoada e nunca consegue fundamentar os seus odiozinhos pessoais. Tal como justificar a estapafúrdia defesa que consistentemente faz de José Sócrates. Porque uma coisa são opiniões pessoais e outra o regabofe permanente e rasteiro a que ela se entrega sempre que se refere ao PSD e, que me conste, ninguém lhe pediu € 50.000 de indemnização.
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sexta-feira, setembro 11, 2009

À beira da apoplexia


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Começo a preocupar-me com a distinta possibilidade de me encontrar sozinho no mundo da interpretação do que os comentaristas políticos vão dizendo por aí. Clara Ferreira Alves é disso um exemplo vívido. E quando eu pensava que ela estava razoavelmente «emprateleirada» no Eixo do Mal e entretida com os florilégios do costume, arejando a caprichosa pluma pelo Expresso, eis que me aparece de corpo inteiro, ataviada de indesmentível exuberância, na SIC-Notícias, num painel organizado pelo Mário Crespo, para comentar o debate Portas/Ferreira Leite.

Confesso que admiti que, consideradas as exigências de alguma seriedade acrescida relevada da transição de um programa mais ou menos humorístico para um programa que se pretende sério, que a plumosa escritora e jornalista se ativesse a um módico de seriedade e objectividade que lhe permitiriam exercer o mister para que fora convidada, em desejáveis termos de imparcialidade e lisura. Enganei-me redondamente. Esta senhora não resiste, não consegue manter a frieza necessária para criticar objectivamente o PSD. Ressuma tanto ódio, tanto ressabiamento - e vá lá saber-se porquê, nem interessa para a análise em questão - que chega a enovelar-se no que diz e perde o sentido das coisas e o fio da conversa. Sem receio de errar, chego a pensar que de cada vez que CFA é chamada a falar sobre o PSD corre evidentes riscos físicos, de tal maneira as veias se lhe relevam do pescoço e fervilham à flor da pele.

São mistérios que nunca, provavelmente, saberei explicar. Talvez Pulido Valente o possa fazer. Eu não, com certeza. Não conheço a senhora e limito-me a tentar perceber como é que uma pessoa pode alojar tanto ódio e, escovada como é, se deixe arrastar no torvelinho dos sentimentos para acabar a dizer uma série de disparates sem nexo nem aparente propósito.

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