sábado, junho 29, 2013

Brasil do c...




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Lá longe, no país das pernas para o ar, a ignorância sobre conhecimentos de ordem geral, muito peculiar nos ingleses e seus herdeiros naturais, refina-se e dá para o disparate. Um grupo de gente bem apessoada, do Today Show, vacila sobre se no Brasil se fala espanhol ou italiano. Espanhol, diz um… hummm… italiano, diz outro. Outro ainda diz que se fala brasileiro. Uma das mocinhas arrisca um portugueix e nesta sabatina o pivot diz que aprendeu uma expressão interessante. Do c…. (ele pronuncia courâulho). Quando lhe perguntam o significado, ele diz que é o que os brasileiros dizem quando se referem a qualquer coisa…«amazing». No fim, o homem pede desculpa, diz que o termo é português e muito feio. Um amigo que lhe mandou um mail a corrigir. São do c… estes australianos.
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quinta-feira, janeiro 31, 2008

Gravatas (ou uma pontinha de gineceu num blog desprezivelmente machista)



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Por qualquer razão que me escapa, de repente observo a presença abundante de gravatas de cores e matizes metalizados. A cor metalizada ocupou a quase totalidade dos gostos das pessoas, sobretudo nos automóveis. Não há muitos anos era dada ao cliente uma escolha muito abrangente entre uma maioria de cores de brilho convencional e os reluzentes metalizados. Hoje é difícil encontrar uma viatura não metalizada. Se de um posto de vista puramente estético talvez os carros tenham ganho, já do ponto de vista de segurança as coisas são diferentes pois as cores baças tratam de uma forma diferente a refracção e reflexão dos raios luminosos, como se sabe. Mas enfim, a coisa não é grave. Trata-se de carros. Agora… gravatas, valha-me a santa. É que todos ou quase todos os comentaristas políticos, apresentadores de televisão, deputados e, de um modo geral, todos aqueles com visibilidade pública começaram a apresentar gravatas… eu seja ceguinho… metalizadas. De Rebelo de Sousa a Vitorino, passando pelo painel ontem da Quadratura do Círculo, em que todos eles tinham gravatas metalizadas.

Confesso o meu apreço por uma boa e bonita gravata clássica. Sem brilho algum, como é evidente. Acho, assim, da mais elementar justiça eleger aqui o meu campeão de gravatas, quer de per se, quer na respectiva padronização com os fatos. José Rodrigues dos Santos, lui même.

A opinião da nossa querida confrade Miss Pearls sob tão momentosa questão seria, naturalmente, benvinda. Ela, que ainda há pouco se pronunciou sobre as meias de Obama e com toda a razão, devo dizê-lo.
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