segunda-feira, dezembro 12, 2011

Insectiflora



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A Cristina é uma técnica competente e uma excelente companheira. Durante algum tempo fomos até colegas na mesma empresa e, entre outras coisas, ela participou activamente no estabelecimento de um programa de combate ao jacinto de água no rio Niger, no Mali. Para além dos resultados técnicos obtidos (excelentes), registo uma célebre viagem entre Bamako e Ségou, na qual fomos sujeitos a um regime de sardinha enlatada num Mercedes quase com a minha idade, sem vidros, suportando o aperto de cinco pessoas que de hora a hora paravam para rezar na berma da estrada e, de caminho, faziam o xixi da ordem. Foi um episódio que hoje, a uma certa distância nos faz sorrir mas que, na altura, custou um bocadinho. Sobretudo se nos lembramos que a temperatura do ar rondava os quarenta e dois graus…

A Cristina arregaçou as mangas e abriu a Insectiflora. Tremam os insectos e os ácaros, morram de medo os fungos e acautele-se a flora infestante gramínea e folha larga. Fujam a correr os ratos e os moluscos gastrópodes (ok, estes últimos não correm mas, pelo menos, escondam-se bem na valve… ok, as lesmas não têm valve… olhem, elas que se amanhem). E descansem os terrenos carentes, porque a Cristina não só sabe aconselhar como dispõe de uma vasta linha de macronutrientes e micronutrientes e oligoelementos que os tornará férteis e pujantes. Resumindo, a Insectiflora tem uma resposta abrangente para uma agricultura sã, equilibrada e economicamente sustentável (como se diz agora), seja qual for o problema.

Para contactos, consultas e aprovisionamentos é só clicar aqui.
Boa sorte, Cristina.
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domingo, agosto 12, 2007

Intoxicados desde novos



[1941]

Ao ler um CV de um jovem licenciado em agronomia, deparei com um palavrão só possível pelos tempos que correm. O jovem tinha trabalhado temporariamente em agro-tóxicos.

É o que dá misturar alhos com bogalhos e um jovem fazer todo um percurso universitário com o recurso a um termo impróprio, por força da implantação gradual do politicamente correcto. Há agro-químicos, produtos químicos para a agricultura ou pesticidas, tal como há medicamentos e não humano-tóxicos para curar uma cefaleia ou uma bronquite.
Do meu ponto de vista, complicado não será tanto a utilização de um termo inadequado para designar produtos químicos, mas o sentido que a designação encerra. Além de que o jovem profissional gera, com certeza, uma ideia de que a indústria fito-farmacológica serve para produzir tóxicos objectivamente criados para envenenar o ambiente em vez de contribuírem para colheitas de qualidade e de boa rentabilidade económica.
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