segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Desde que seja como nós


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Miguel Sousa Tavares não gosta dos americanos. Dos americanos maus. Dos outros ele gosta e compadece-se com a sua (deles) sina de terem de acomodar no seu seio os americanos maus, i.e. os que votam republicano, traidores dos eleitores de Ted Kennedy, um senador que nem por isso se salientou muito na vida política americana para além do DNA que ostentava.

Causa-me uma profunda impressão esta gente que só sabe guiar em ruas de sentido único. De cada vez que se cruzam com alguém em sentido contrário, berram, esperneiam, chamam nomes e fazem manguitos. E, se for caso disso, ainda se queixam aos tribunais. É uma atitude muito em voga cá pela paróquia. Esta de sermos livres, plurais e tolerantes desde que toda a gente pense como nós.

Miguel Sousa Tavares de vez em quando tem alguma graça. Quando se mete a falar do FêQuêPê e de americanos é que já não há pachorra para a criatura.

Via Blasfémias
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segunda-feira, novembro 26, 2007

Almoçar com Miguel Sousa Tavares




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Miguel de Sousa Tavares entrega-se, no último Expresso, à corrente da moda recente envolvendo-se numa onda de simpatia para com Chávez. Sousa Tavares fá-lo de um forma subtil. Acha que Chávez chegou ao poder por golpe de estado mas que se fez eleger (!...). Acha que um demagogo é sempre perigoso, mas de um demagogo na Venezuela não pode vir grande mal ao mundo, mesmo com petróleo. Acha uma data de coisas mas acaba sempre por considerar que Chávez ou é inimputável e deve ser desculpado ou é a expressão pueril do poder latino-americano e acha, finalmente que Bush é muito mais perigoso. Porque os negros da Flórida não votaram nele e que na necessidade de almoçar com Bush ou com Chávez, almoçaria sempre com Chávez.

Apesar da extensão da crónica, MST não explica bem porquê esta questão da companhia para o almoço. A coisa acaba por ser tratada assim como uma espécie de assunto do FCP em que MST reage como se sabe. Não almoçava e pronto.
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