sexta-feira, março 30, 2007

Post snobe



[1657]

Tirando um ou outro apontamento de crítica menos feliz relativamente à prestação de Odete Santos no programa Grandes Portugueses, não me ocorre manifestações de
tratamento cruel, mesquinho, machista que alguns blogues, tidos como sendo de "direita", tenham dado a Odete Santos e que, naturalmente, devessem envergonhar qualquer pessoa bem formada.

Acho que
JPP andou mal em generalizar as coisas a este ponto, tanto mais que, na sua maioria, vi posts ou desenhos caricaturando Odete Santos, mas sem mesquinhez, crueldade ou machismo, eu próprio incluído. Penso mesmo que JPP meteu algum do sentido de humor que inegavelmente tem, na gaveta, para poder, ele sim, fazer esta rábula em que amesquinha e critica asperamente os seus vizinhos. E, para que conste, não foram só os chamados blogues de direita que glosaram o tema, havendo diversos blogues de esquerda que fizeram o mesmo.

Talvez faltasse a JPP dizer que ela sim, Odete santos, terá, cruelmente, tentado amesquinhar todos os que dela discordaram, para alem da manifesta triste figura que fez quando desatou a berrar pela Constituição.

Achei
este post de JPP a resvalar para o snobe. Poderá até ele achar que Odete Santos será uma boa deputada e que terá metido na ordem um Gato Fedorento. Mas isso não justifica que não se possa achar que a senhora é malcriada e sem propósitos. E isso não é mesquinho, nem cruel, nem machista. É ser crítico com naturalidade. Ou achará JPP que Odete Santos é gorda e feia e, por tal razão, não poderá merecer um apontamento de crítica? Afinal onde está a mesquinhez e a crueldade? Em criticar com, naturalidade, à revelia da anatomia e dos tristes propósitos da senhora ou em criar uma atmosfera de intangibilidade por JPP achar que a senhora é feia e gorda?

Adenda:
É por isso que eu gosto dos norte-americanos pela naturalidade com que lidam com as coisas. É a velha história do polícia dizer para a esquadra que o suspeito is a male, caucasian ou, male, black. Mas para nós, tudo é um bocadinho mais complicado e sensível.


.

Etiquetas: , ,

segunda-feira, março 26, 2007

A mulher berra...



Made in Portugal


[1644]

Assisti à final dos Grandes Portugueses e retive:

1 - A minha surpresa sobre a vitória de Salazar. Eu calculava que ganhasse. Pela conjuntura mediática, pelo voto de protesto de que falou Rosado Fernandes e pelo contra-ataque à inesperada posição de Cunhal, mas sempre pensei que, feitas as contas no final, qualquer personagem do tipo de Afonso Henriques ou Vasco da Gama o superasse;

2 - Os números da vitória. 42% e duzentos e tal mil votos não são factor despiciendo;

3 - A falta de nível de Odete Santos. “Desbarrigou-se”, berrou (no sentido literal da coisa) não disse coisa com coisa, interrompeu toda a gente, argumentou ao nível de um qualquer trauliteiro e esteve á beira de uma apoplexia quando Maria Elisa anunciou a vitória de Salazar, berrando (a criatura berra, mesmo) que a Constituição proibia a apologia do fascismo. Eu já conhecia razoavelmente as qualidades da criatura, mas confesso que superou a minha expectativa;

4 - Ainda que mais comedida, surpreendeu-me também a falta de educação de Leonor Pinhão. Que ela não goste do Papa, tudo bem. Que ela diga que enganar o Papa é assim como que uma espécie de dever cívico, com um ar de quem papa Papas ao pequeno almoço todos os dias é que já lhe fica mal;

5 - A prestação de Paulo Portas. Presumo que se preparou para o evento (este homem não foi feito para deixar as coisas ao acaso).

E “prontes”. Não se fala mais no assunto.


.

Etiquetas: , ,