domingo, fevereiro 26, 2017

Pois...



Herman Mashaba – Illegal immigrants are criminals

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Ora aqui está o resultado de um típico exemplo de deficiente aculturação entre gente tão diferente como falantes de várias línguas derivadas do Bantu ou de outras tão próximas como o Changane e o Xhosa.

De duas uma, ou o ANC é definitivamente um inimigo feroz do multiculturalismo ou anda a ler muito os jornais pró Trump e não ouve o Eixo do Mal nem muitos dos comentadores das televisões portuguesas.

Caber-nos-ia a nós, indefectíveis defensores da correcta aplicação de políticas de absorção de imigrantes, mesmo os que se deslocam de avião, os mais perigosos segundo o bonzinho e arguto Guterrres, levantar um coro de protestos e avançar já com algumas sanções importantes. Começava já com as laranjas, nem que fosse preciso dizer que o “black spot” atacou outra vez (chamar black spot a uma bactéria patogénica como a Xanthomonas citri não terá uma conotação racista, só porque não existe na Europa?), os sumos da Ceres, e as uvas do Cabo Ocidental. Em complemento mandava um grupo de voluntários a Pretoria angariar uns quantos imigrantes para ocupar as casas (em Tondela e outras localidades do Norte) de onde fugiram uns quantos refugiados porque, parece, não gostavam da comida).

Como interlocutores preferenciais para o assunto, aconselho o presidente da Câmara de Joanesburgo, o senhor Herman Masahba. Com Julius Malema não aconselho, senão em vez de imigrantes somos capazes de vir com um ”bunch de white farmers) do Free State ou do Northern Tansvaal.


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quinta-feira, novembro 19, 2009

Laat ons gaan na die bafana-bafana grond


Ellis Park - Johannesburg East

(clicar)

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Portugal está a caminho da terra do boerwors e da mealie pap. Como não percebo muito nem pouco de futebol, limito-me a regozijar-me com a alegria que a selecção vai dar a muitos milhares de portugueses (e portuguesas, se votarem socialista) que labutam por aquele país, por Moçambique, Angola, Namíbia, Botswana, Suazilândia e Zâmbia. E já não labutam pelo Zimbabué porque lhes caiu em cima um maluquinho racista a tomar conta daquilo. E tenho a certeza que mesmo muitos cidadãos daqueles países (e cidadãs, se virem a RTP Internacional) torcerão por nós.

Quanto ao que vi ontem e, de resto, ao longo da qualificação, tenho de admitir que a selecção vai à África do Sul, apesar de Queirós se ter esforçado bastante pelo contrário, mesmo convencido que estava a fazer obra asseada. E ontem foi deprimente ouvir aquele homem sem sentir saudades do brilhozinho dos olhos matreiros, mas sinceros, do sargentão brasileiro que conseguiu pôr a selecção a funcionar de forma oleada, eficiente e alegre e bem disposta. Ao contrário, vi um Queirós amargo, palavroso, de discurso redondo, inconsequente e ressabiado (antes um Scolari ao murro, franco e hormonal como o vi uma vez…) a deixar «recadinhos» aqui e ali e a fazer lembrar os tempos em que deixou a selecção por causa da porcaria (ipsis verbis) da Selecção. Em vez de, naturalmente e como seria expectável, deixar transbordar a alegria por ir à África do Sul. Mas o professor é assim. Habituemo-nos.

Notas: Chapéu para o papel decisivo de Bruno Alves, sem precisar de ser o carniceiro habitual e de Raul Meireles no desfecho da qualificação. E a repulsa por afirmações esperadas de alguns comentadores da nossa praça, como a que ouvi ontem, segundo a qual o que Scolari fez ao F. C. Porto foi criminoso, pelo desprezo que lhe reservou, quando, afinal, quem marcou os dois últimos golos da selecção foram Bruno Alves e Raul Meireles. Isto é que é clareza de ideias, carago!
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