"Estádio de Oeiras"

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Assisti ontem num programa desportivo a mais uma manifestação rebarbativa, pelo facto de a final da Taça de Portugal se disputar no estádio Nacional. Que Pinto da Costa tenha feito escola com as suas vitórias pontuais sobre o “estádio de Oeiras” compreende-se. Tanto em nome da estratégia do líder portista como pela sua própria natureza bairrista e provinciana. Já Rui Moreira, homem de outra geração e de outros horizontes, poderia poupar-nos a mais do mesmo. Que o estádio não tem condições, chove lá dentro, não tem balneários e, last but not the least, cheira a Salazar. Tudo razões patéticas que não disfarçam a tremenda dispepsia que o Norte experimenta sempre que Lisboa se limita a exercer as suas prerrogativas de capital. Goste-se ou não. Ontem cheguei a ouvir Rui Moreira dizer que Lisboa pode ser a capital mas não tem o direito de querer tudo para ela. Seja o que for que isto signifique.
Não sei se haverá paralelo em qualquer outro país da Europa de situação semelhante. A Taça de Portugal é uma festa nacional e, "dito isto", como agora se diz, deverá ter um cenário nacional. Mais: E merecer o apoio e orgulho nacionais, como acontece nos países que gostam de futebol. Sobretudo quando se trata de um estádio com um enquadramento lindíssimo como o do Jamor. Mesmo cheirando a Salazar e à sua arquitectura, como dizia Moreira.
Assisti ontem num programa desportivo a mais uma manifestação rebarbativa, pelo facto de a final da Taça de Portugal se disputar no estádio Nacional. Que Pinto da Costa tenha feito escola com as suas vitórias pontuais sobre o “estádio de Oeiras” compreende-se. Tanto em nome da estratégia do líder portista como pela sua própria natureza bairrista e provinciana. Já Rui Moreira, homem de outra geração e de outros horizontes, poderia poupar-nos a mais do mesmo. Que o estádio não tem condições, chove lá dentro, não tem balneários e, last but not the least, cheira a Salazar. Tudo razões patéticas que não disfarçam a tremenda dispepsia que o Norte experimenta sempre que Lisboa se limita a exercer as suas prerrogativas de capital. Goste-se ou não. Ontem cheguei a ouvir Rui Moreira dizer que Lisboa pode ser a capital mas não tem o direito de querer tudo para ela. Seja o que for que isto signifique.
Não sei se haverá paralelo em qualquer outro país da Europa de situação semelhante. A Taça de Portugal é uma festa nacional e, "dito isto", como agora se diz, deverá ter um cenário nacional. Mais: E merecer o apoio e orgulho nacionais, como acontece nos países que gostam de futebol. Sobretudo quando se trata de um estádio com um enquadramento lindíssimo como o do Jamor. Mesmo cheirando a Salazar e à sua arquitectura, como dizia Moreira.
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Etiquetas: estádio nacional, futebol


