Relapsos, desleixados, sem classe
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Quando um militar americano morre, há um momento muito solene nas exéquias. Um grupo de militares dobra cuidadosa e respeitosamente aquele venerando símbolo nacional e entrega-o à viúva, a um filho ou a um pai. Mas isto é nos países onde a bandeira ocupa o lugar que merece e recolhe dos cidadãos todo o respeito e simbolismo que lhe é devido.
Por cá as coisas são diferentes. A guelra republicana e socialista de Soares, por exemplo, levou-o a pisotear uma bandeira em Londres e ele ficou muito contente. Quando a selecção de futebol vai jogar a qualquer lado, muitos cidadãos enfeitam as janelas com as bandeirinhas (se calha ser no Natal, ao lado daqueles meninos Jesus a treparem pelas varandas). Ou então, numa cerimónia (???) como a de hoje, um «fabiano» qualquer pegou no trapo, enfiou-lhe a corda enquanto enrolava um cigarro ou ia discutindo a saída do Sá Pinto do Sporting e o resultado foi um Presidente da República e um presidente de câmara içarem uma bandeira de pernas para o ar. A bandeira, eles estavam de pernas para o chão, mas provavelmente se estivessem também a fazer o pino não se notava muito.
As coisas são o que são. Os socialistas têm a mania de nos dizer «habituem-se». Mas eu que não há meio de me habituar a esta forma relapsa de sermos…
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Etiquetas: 5 de Outubro, coisas extraordinárias
1 Comments:
Não houve um único "habitante" que tivesse dado conta, pois penso que se alguém se tivesse apercebido a cerimónia tinha sido atrasada e a Bandeira seria içada normalmente...penso EU!!!
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