sábado, setembro 21, 2013

Com papas e bolos...


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Paulatinamente, Sócrates vai regressando à vida política. Apoiado pelos seus esbirros e beneficiado pela inépcia arrepiante de Seguro, aí está ele, pezinhos de lã, pedindo um «encore». Ele é o tempo de antena na RTP, ele é os «estudos» em Paris, ele é as fotos manipuladas ao milímetro, ele é a bonomia cúmplice dos «socratistas» de serviço, ele é, mais recentemente, o livro sobre a tortura (um tema criteriosamente adequado), com a apresentação de Lula e sob a égide (o Expresso não explica bem esta égide, mas o livro é «sob a égide», pronto) da Fundação Mário Soares. A tortura parece ser o tema do mestrado de um homem que há bem poucos meses apresentava sinais iniludíveis de trapaça da grossa na obtenção da sua licenciatura. Mas isso agora não interessa nada, diria a Teresa Guilherme.

Neste país particular onde se misturam as elites que recalcitram com o facto de os portugueses votarem mal, com as massas que, se calhar, dão razão às elites, tudo se passa como as correntes eternas dos cursos de água que acabam sempre por levar água aos moinhos que precisam dela. Relativamente a Sócrates, e no que me diz respeito, já me choca menos o percurso fáctico de um inescrupuloso primeiro-ministro que conduziu este país à conhecida tragédia em que vivemos, do que a facilidade com que as pessoas vão tolerando a possibilidade muito forte de virmos a ter esta criatura, de má memória, nos destinos do nosso país. Faz-me uma grande confusão como é que há gente que não quer, ou não consegue, admitir que este homem foi a causa próxima da situação trágica em que nos encontramos. Porque os outros, a plateia do costume, mormente ao nível da comunicação social, dá para perceber. É, enfim, o tempo das papas e bolos. Para os tolos que todos nós insistimos em ser.

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2 Comments:

At 6:06 da tarde, Blogger Isto e aquilo disse...

Meeee-do!

 
At 6:34 da tarde, Blogger Nelson Reprezas disse...

:)

 

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