terça-feira, setembro 02, 2008

Espelho meu, espelho meu...


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Ana Gomes não resistiu e resolveu dar uma sova em Sarah Palin. Aliás, dá uma sova em tudo o que mexe à direita, a propósito da escolha da governadora do Alaska para vice-presidente, pela candidatura de McCain. Ele é a convenção dos democratas em que tudo correu “au point” e a dos republicanos onde ela foi posta a encher chouricos, ele é a lasca do Alaska, designação que Ana Gomes escolhe para se referir a Sarah e que nunca poderia usar para si, nem que fosse do Alaska. Ele é os motoristas de taxi, empregados de restaurante e lojistas e outros americanos com quem Ana Gomes trocou impressões e que estavam preocupadíssimos (nem dormiam...) porque receavam que Sarah não conseguisse apontar o Irão no mapa. Ana chama-lhe “babe” sem experiência e capa da Vogue e acha que o mulherio (termo de Ana) que votou Hillary jamais votará Sarah. Entende que Sarah é obscenamente contra o aborto (para Ana, ser contra o aborto é obsceno) e pró-armas e acusa-a de publicitar um filho com síndrome de Down com propósitos grotescos de lucros políticos. Acha que Sarah cometeu o pecado capital de ter pressionado alguém para despedir um cunhado e, reparem, tem uma filha que engravidou aos 17 anos, solteira e, por isso, terá de casar rapidamente, ainda que isso arrepie os mais reaccionários apoiantes de McCain.

É difícil encontrar exemplo mais vivo de truculência, falta de educação e ausência de conteúdo numa crítica política, como esta de Ana Gomes. Ana Gomes só pode ser uma mulher ressabiada (vá lá saber-se porquê) que resolveu descarregar uma medida de bílis porque McCain se prestou ao marketing político de ter escolhido uma mulher jovem, bonita e de direita (atributos de reserva natural à esquerda) para candidata a vice-presidente. É a velha história de quem se mete com o PS leva ou do temos de partir as fuças à direita. Emblemas que Ana Gomes não esquece, cultiva e usa, sempre que as coisas não lhe correm de feição, nos intervalos do tempo que leva a arrebatar as plateias com os vôos dos americanos que toda a gente sabe que existiram.

A Ana Gomes pedir-se-ia, pelo menos, um pouco mais de decoro, elegância e lustro. Quanto mais não fosse pela distinta possiblidade de um dia se vir a cruzar com Sarah, caso o PR ganhe as eleições. Para que, sem desdouro das suas convicções, não venha a passar a mensagem que está neste momento a passar. E que lhe fica mal, mal, mal.

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8 Comments:

At 11:01 da tarde, Anonymous luísa disse...

100% de acordo do princípio ao fim. Excelente.

 
At 8:20 da manhã, Blogger espumante disse...

luisa
Obrigado, Luisa

 
At 11:24 da tarde, Blogger ana v. disse...

A Ana Gomes sempre me fez urticária. Nunca vi ninguém que se ponha tanto em bicos de pés como ela, tão descarada e desastradamente. Mas talvez a minha embirração também tenha que ver com o facto de ela ser parecida (íssima) com a Júlia Pinheiro...

 
At 12:26 da manhã, Blogger João Carlos Silva disse...

Excelente artigo!

Quando li o texto da sra. Ana Gomes, tive vontade de lhe puxar as orelhas até estas chegarem ao outro lado do Atlântico. A divisão que a mulher faz entre os Bons (a generosa Esquerda) e os Maus (a fascista e medieval Direita) é de levar as lágrimas de tão primária que é.

PS- cara Ana, tem toda a razão, ela é realmente parecida com a Júlia Pinheiro, a começar pela voz esganiçada :)

 
At 8:36 da manhã, Blogger espumante disse...

ana v.

Curiosamente, nunca me apercebi da semelhança entre as duas :))) Mas agora que a vizinha falou nisso, concordo.
Um dia destes (sem pressa) vou mandar mail a propósito de um livro seu.

 
At 8:37 da manhã, Blogger espumante disse...

joão Carlos Silva

Conheci algumas Anas Gomes pelo caminho da vida. No feminino e no masculino...
:)

 
At 7:45 da tarde, Blogger ana v. disse...

Fico curiosa, Nelson.
Se é para bater, mande já e não me faça sofrer... :)

 
At 7:25 da tarde, Blogger espumante disse...

ana v.

Não é para bater, valha-me deus :))))
Vou mandar mail por estes dias

 

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