sexta-feira, agosto 05, 2016

Globalização, multiculturalismo, psicopatias, espontaneidade …e o mexilhão



[5432]

Um norueguês, natural da Somália, matou uma americana, esfaqueou outro americano e mais uns quantos israelitas, australianos e britânicos, em plena Praça Russel, junto ao Museu Britânico. Está assente que o norueguês da Somália actuou espontaneamente, apresentava sinais de perturbação mental e atacou de forma aleatória.

O assassino espontâneo era um jovem de 19 anos, pelo que se subentende que devia estar sem emprego e, sobretudo, deverá ter tido uma aculturação deficiente na Noruega, pelo que, muito provavelmente terá tentado o Reino Unido onde poderá não ter tido melhor sorte. Sentindo-se segregado, “guetizado” e incompreendido, o jovem deixou-se levar pela espontaneidade e desatou às facadas, aleatoriamente, sobre quem passava. Presume-se que a faca teria sido levada por ele aleatoriamente, espontaneamente e sem segundos sentidos.


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domingo, julho 31, 2016

Querem ver que atropelaram o homem?



[5429]

Uma referência encomiástica à acção da Polícia que em cerca de trinta minutos neutralizou e deteve quatro passageiros argelinos que tentaram fugir ao controle da emigração e desataram a fugir pelo aeroporto fora.

Uma outra referência à forma educada mas intransigente como o porta-voz da polícia respondeu aos jornalistas. Disse aquilo que estava autorizado a dizer e, certamente, nos moldes em que foi instruído para o fazer. Mesmo perante a quase histérica insistência de uma repórter de exteriores da SicN que queria saber se o detido que sofreu ferimentos ligeiros tinha sido objecto de atropelamento por um carro da polícia. Este era o pormenor que realmente interessava à enviada da SicN.


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sábado, julho 30, 2016

E é isto



[5428]

Começa a ser uma questão de higiene não deixar a TV ligada em roda livre, Usá-la só quando quisermos ouvir alguma coisa especificamente é fundamental para mantermos o nosso equilíbrio psíquico em boa condição. Ou arriscamo-nos a estar distraídos, com a TV aberta e apanhar com alguns dos incontáveis comentadores do fenómeno do terrorismo islâmico dizer alarvidades em torrente. Ainda agora tive de ouvir, sem querer e sem me precaver, mais um jornalista do Expresso e um professor qualquer dizer as parvoíces do costume. Antes de desligar, ainda ouvi o tal professor dizer que o ocidente está a pagar o preço de não ter sabido integrar os emigrantes. Chiça, que é demais. Não há resistência para semelhante cretinismo. Par além do desrespeito absoluto destes intelectualóides pelas vítimas de toda esta tragédia.

Nota: Mudei de estação e acabei agora de ouvir que os quatro invasores da pista do aeroporto da Portela são argelinos. Certamente gente que não foi bem integrada e que, segundo as notícias que estão a ser dadas, saíram do avião da TAP proveniente de Argel e fugiram pista fora porque não queriam passar na emigração. Eles lá saberão porquê. Entretanto, mais um comentador vai dizendo, a talhe de foice, que lá por serem argelinos não temos que começar já a pensar tratar-se de terroristas. Temos que ter cuidado em não generalizar. E acrescentou que Trump está a agravar o clima de medo. E que há cristãos que estão a organizar-se para uma guerra com o Islão. Que há emigrantes integrados, como o mayor de Londres. Que a radicalização é feita em jovens sem emprego ou que andam pelos cafés de Bruxelas. E que o recrudescimento dos ataques terroristas não tem nada a ver (ia jurar que o homem disse não tem “nada a haver”, mas não garanto…) com a onda migratória de 2015… juro, eu ouvi tudo isto assim, quase de seguida e sem anestesia. E é isto.


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sexta-feira, julho 15, 2016

Relativizemos




[5418]

Há que relativizar os acontecimentos de Nice. Afinal, porque não pegar num camião e desatar a matar famílias com aqueles hábitos estranhos, festivos e infiéis de irem comemorar um feriado nacional e ver o fogo de artifício? Ainda por cima estava uma noite de calor. Calor de Verão, cheio de tentações espúrias para as mulheres de carne fraca que vão para a rua a mostrar os joelhos e os cotovelos ou, ainda, sabe-se lá, acabando a beber uma cerveja numa decadente esplanada?

O camionista, coitado, parece que era francês, natural de Nice. Veio da Tunísia porque talvez não gostasse do clima de Tunes e achou que em França fazia mais fresco. Além disso, dormir com uma francesa seria algo que até o profeta lhe desculparia, mesmo não sendo a francesa virgem e o jovem camionista sabia que o faria em nome da decadência da cultura ocidental, porque Alá é grande. O problema é que chegou a França e não é que os franceses mandam os emigrantes todos para guetos? Usam cruzes, fazem desenhos e anedotas sobre o profeta e os emigrantes não interagem com os franceses de França?

Esta será pelo menos, a ideia com que se fica, depois de ouvir as continuadas intervenções nas nossas TV’s, sobretudo a de serviço público. Que nos vai desbobinando estes temas e as idiossincrasias dos franceses como quem discute um off-side do Ronaldo. Alguns deles, jovens, que deixam a dúvida de que alguma vez passaram ”inda além da Trafaria”… jovens nascidos e formatados num Portugal cheio de aleijões e de jargões políticos que eles padronizam para darmos lições ao mundo de como as coisas devem ser feitas, em se tratando de emigrantes. Parece que a formatação não terá servido de muito. E por isso temos uma soberania limitada, devemos dinheiro a meio mundo e temos um governo à la Maduro, que um dia destes nos obrigará a atravessar o  Minho ou o Guadiana para irmos comprar esparguete, pasta de dentes, aspirinas e outros artigos de luxo, tal como os venezuelanos o fazem na vizinha Colômbia. Mas temos sempre esta superioridade moral que nos permite explicar aos franceses como é que eles deviam fazer com os emigrantes para eles não se sentirem excluídos e não irem para o promenade des anglais (que raio de nomes que os infiéis arranjam...) matar criancinhas. É só ouvir na televisão.


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sexta-feira, novembro 20, 2015

Sensação estranha



[5341]

Já aqui estive, em tempos recentes, em trabalho. No Sanlam Hotel, em Bamako (foto de baixo), que é paredes meias com o Radisson (foto de cima).

É uma sensação estranha quando conhecemos bem um lugar, andamos por ele com a maior displicência e, de repente, sabemos que andam por lá uns maníacos assassinos à solta entretidos a matar gente.




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domingo, setembro 27, 2015

Um país do absurdo


[5317]

De repente reparo em muita gente admirada pelo facto de Isabel do Carmo ter andado com explosivos. Presume-se que para matar gente e não gatos. A mim o que me surpreende é ver gente surpreendida. Eu lembro-me bem do reinado de Isabel de Carmo, uma terrorista encartada que sempre me causou repulsa, sobretudo aquando comecei a ver a sua imagem diluída em sucessivas entrevistas na TV e jornais, convertida em endocrinologista de mérito. Acabei por me habituar, ao fim e ao cabo Otelo também foi legalmente ressarcido dos seus crimes por Mário Soares e eu próprio conheci pessoalmente alguns membros das FP-25 entretidos alegremente a plantar ananases, numa localidade moçambicana, porque não podiam regressar a Portugal. Pela injusta razão que estavam envolvidos em crimes de sangue, imagine-se.

Neste estado de coisas e num pais como o nosso, em que o absurdo é um pouco como a Coca-Cola, entranha-se, já não se estranha, confesso que já nem pensava muito na tal Isabel  do Carmo. Ocorre-me agora um post do Porta da Loja (por qualquer razão um blogue com detalhada informação relevante sobre muitos dos figurões que hoje andam por aí, mas que pouca gente parece ler) escrito em 2013. Até aparecer agora a história dos gatos, que a «piquena» dinamitava porque detesta felinos.

Dela, confesso que não estranho a notícia, ainda que se deva salientar que os explosivos que ela normalmente transportava eram para matar gente e não gatos. Mas que, vejo agora, ela seja proeminente figura de um Partido que dá pelo magnânimo nome de Livre, onde navegam livremente figuras excelsas da nossa democracia como Daniel Oliveira, Ana Drago, Rui Tavares e mais uns quantos (onde milita ainda o filho de  Sampaio da Nóvoa, que eu não sei bem o que faz, mas é filho do outro…) é que já me causa engulhos. Mais engulhos ainda porque já ouvi A. Costa afirmar, por duas vezes, que um entendimento com o «Livre» não estaria fora das suas cogitações. Penso que A. Costa deveria ter o pudor suficiente para, sequer, proferir uma afirmação festas. Gente de esquerda, ainda tolero. Terroristas mata gatos, não.

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domingo, fevereiro 15, 2015

Cansado



[5230]

Estou cansado de dois exemplares de «homo lusitanus» que sobre os ataques terroristas têm duas versões em regime de permanência. Uns condenam os ataques, com certeza, mas acham que em Portugal não há necessidade de se aumentar as medidas de precaução sobre possíveis ataques terroristas, como ainda há pouco ouvi o nosso Rui Machete, a propósito do ataque na Dinamarca. Outros receiam imenso que na prevenção do terrorismo se entre numa deriva securitária, uma expressão que vai muito bem com a retórica em curso, especialmente quando ninguém lhes pergunta nada.

Mas, já agora, há uma terceira classe de gente, aqueles que escrevem para jornais e ainda lhes pagam por cima e que acham que a sociedade portuguesa está anatematizada por um corpo de polícia agreste, boçal, xenófobo e racista. Como a Fernanda Câncio, por exemplo, que há dias reproduzia, literalmente, um desabafo de um polícia num dos chamados bairros problemáticos, quando depois de um ataque à pedrada a uma esquadra, ele disse, pretos do caralho se eu pudesse exterminava-os (DN de há dias, sendo que de há uns tempos para cá está a tornar-se moderno escrever caralho com as letras todas). A Fernanda Câncio ainda não veio a Cascais ao bairro da Torre onde, entre várias grafites simpáticas se pode ler brancos de merda, morte aos brancos

A Fernanda tem de viajar mais e exibir-se menos em exercício literários de nível duvidoso e de conteúdo racista, ainda que em sentido contrário ao chamado main stream. E pensar na pressão de um polícia que diariamente se tem de ver com episódios do tipo de apedrejamento de esquadras, por contraponto de expressões racistas e violentas em bairros onde por acaso não se apedreja ninguém.

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sexta-feira, janeiro 30, 2015

Dialogar


[5225]

É por estas e por outras que um dia damos mesmo força e razão aos velhos aforismos «a brincar a brincar é que o macaco… à mãe» ou ainda dizer àquele que se baixou para apanhar uma moeda que deixara cair: «Foi assim que a Alemanha perdeu a guerra».

Eu por mim, pegava neste Cardeal Ravasi, juntava-lhe o Mário Soares e mais um punhado de «tudólogos» das nossas televisões a mandava-os todos para Mosul para utilizarem em livre arbítrio e convicção o nobre exercício do diálogo. A coisa teria várias vantagens. Para além de nos desampararem a loja com esta ideia mirífica do diálogo com criaturas que dialogam a tiro, decapitações, esclavagismo, violações e destruição e um ódio intestino aos vulgo ocidentais, podia ser que percebessem que não têm o direito de chatear as pessoas e, muito menos, de desrespeitar aqueles que, entretanto, vão levando uns tiros ou vão sendo separados da cabeça, em espectáculos de macabro histrionismo para a plateia de infiéis.

É. Ainda lhes pagava por cima. Mas que fossem todos. E dialogassem imenso. Até cansar. Com uma condição: quando voltassem (se voltassem) se dedicassem à pesca, jardinagem, olaria, tratamento de piscinas, cuidar de animais abandonados e outras actividade de reconhecida nobreza e inocuidade.

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quinta-feira, janeiro 15, 2015

De uma vez por todas?


[5217]

Lembro-me bem disto. Na altura li muito, acompanhei as notícias, vi filmes e senti um frémito muito grande de admiração pelo rigor e perfeição com que esta operação foi desenrolada. Que me lembre, o número de baixas entre os operacionais e os reféns foi diminuto e os ugandeses tiveram de enterrar quarenta e cinco soldados (isto se o Idi Amin não lhe apeteceu comer algum ao jantar).

Pergunto-me se será assim tão difícil organizar e apoiar um punhado de operações com este rigor e eficiência que vá aos locais nevrálgicos (que são conhecidos) onde estes animais se acoitam e os reduza a pó. Parece que os diálogos de Mário Soares não foram avante e já cansa a submissão e hipocrisia que corre a Europa por causa desta gente (a última terá sido um punhado de idiotas militantes que se lembrou de querer banir as palavras porco e salsicha da literatura infantil no UK, lá ficam as criancinhas sem ler a história dos 3 porquinhos e ver o filme do porquinho Babe…). Chiça, que é demais. Não será tempo de contratar uns grupos de operacionais do tipo dos que foram a Entebbe dar uma lição àquela gente e salvar mais de cem passageiros judeus?

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terça-feira, abril 16, 2013

Mandem lá o homem negociar...


[4891]

O homem tem-se oferecido, mas não lhe ligam nenhuma. Está farto de dizer que andamos a ser brutos com os terroristas e que isto é assim um bocadinho como as dívidas. Não se pagam. Tal como os terroristas não se matam. Negoceia-se com eles.

O resultado está à vista e mais uma tragédia se abateu sobre vítimas indefesas que se entretinham a assistir a uma final desportiva em Boston. Enquanto assassinam e não assassinam o Passos Coelho ou, pelo menos, Cavaco Silva, porque raio não mandar lá a creatura negociar com os incompreendidos terroristas? É tudo à bruta, tudo à bruta e depois é o que vemos. Mandem lá o Mário Soares negociar, chiça. Não é isso que ele diz que se tem de fazer?
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quarta-feira, junho 03, 2009

Esquecemo-nos de ir ao Mali negociar


Edwin Dyer, cidadão britânico assassinado no Mali que é para "nós" sabermos como elas nos mordem

[3165]


No Mali, um país que conheço razoavelmente e onde julgo saber que as pessoas estão tão interessadas na AlQaeda como na sarna bovina ou nas quotas de bacalhau da Noruega, mais um grupo de estrangeiros foi raptado, junto da fronteira com o Níger, e um deles terá sido morto agora. A sua execução mereceu esta obra prima de retórica dos heróicos militantes da causa islâmica:

"O prisioneiro britânico foi morto por forma a que ele, e com ele o estado britânico, possam provar uma pequena dose daquilo que os muçulmanos inocentes provam todos os dias, às mãos da coligação de judeus e cruzados".

Assim se fecha mais um capítulo desta “espécie” de guerra onde de um lado se faz “gato sapato” do outro e, aqui e ali, se corta a cabeça a um cidadão mais distraído ou no cumprimento dos seus deveres de trabalho, e do outro se espreme as meninges daqueles que vêem ao mundo convencidos da sua condição messiânica no tratamento dos problemas e das injustiças internacionais. Como, por exemplo, Ana Gomes e os seus pesadelos dos aviões da CIA ou Mário Soares e a sua dificuldade (não o deixam, é uma maçada) em fazer o que acha que deve ser feito – ou seja, negociar, negociar sempre. Até porque não há terroristas. Há é injustiçados que cortam umas cabeças de vez em quando, explodem estações de comboios ou torres de escritórios, porque se fartam de provar não sei quê cozinhado pelos cruzados e pelos judeus. Tivesse ele, Mário Soares, tido a oportunidade de negociar e já o prisioneiro britânico não teria provado etc., etc..

É por estas e por outras que esta rapaziada da esquerda moderna me provoca uma azia continuada.

Notícia aqui.

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quinta-feira, novembro 27, 2008

Nunca mais negoceiam e depois é isto...


[2795]

Uma vez mais, o terrorismo ataca e mata.
Desta vez o número de mortos já ultrapassou a centena, os feridos ultrapassam os duzentos e cinquenta e há um número indeterminado de reféns.

Isto, enquanto não mandarem Mário Soares negociar com esta gente, que como sabemos é um bocado nervosa e, no fundo, vítimas da globalização, e puserem a Ana Gomes a guiar um "follow me" nas Lajes para arrumar os aviões da CIA e controlar aquela espionagem toda, as mortes nunca mais acabam.

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sexta-feira, setembro 12, 2008

Estes americanos são levados da breca


Cidadãos cairotas discutindo paulatina e democraticamente as razões que levaram os americanos a deitar as torres do WTC abaixo. Foto daqui.

[2665]


Eu também acho, meu caro. Pensando bem, cá para mim os americanos foram à despensa e acharam que o petróleo estava a acabar. Vai daí, entre dois charutos e uns martinis, resolveram deitar as torres abaixo. Além de que um dos participantes na reunião andava a dormir com a herdeira de um dos grandes empórios de construção civil e com as torres deitadas abaixo, viria dali um chorudo contrato. Para disfarçar atirava-se com um avião para o Pentágono, mas isso era só para disfarçar, para o pessoal pensar que era a Al Qaeda. E assim poderiam invadir o Iraque e o Afeganistão que, como se imagina, iriam suprir a despensa desfalcada.

Por outro lado, “…it remains conventional wisdom here that Osama BinLaden and Al Qaeda could not have been solely responsible for the attacks of Sept. 11, 2001, and that the United States and Israel had to have been involved in their planning, if not their execution, too. it is what routinely comes up in conversations around the region …”“…in a shopping mall in Dubai, in a park in Algiers, in a cafe in Riyadh and all over Cairo…”. E sendo assim, porque não dizer o mesmo no Centro Comercial Colombo, esplanadas da avenida da Liberdade ou Corte inglês? Até porque, como se sabe, qualquer destes países detém um registo de liberdade, democracia e verdade de fazer corar qualquer país europeu.

Repito, já o disse no post anterior, que considero um profundo desrespeito pela morte de milhares de inocentes que, vá-se lá adivinhar, não sabiam que o petróleo estava a acabar na despensa do tio Sam e que era preciso arranjar uma boa desculpa para atacar o Iraque e o Afeganistão, alimentar cadeias conspirativas como esta. Sobretudo se estupidamente absurdas. Mas cada um sabe de si e lá terá as suas razões para achar que os “mentideros” árabes é que têm razão. Livres, justos e escorreitos, eles sabem muito mais sobre os americanos do que nós. Sociedades onde, cá para mim, ainda tropeçam num pecadilho ou outro, em termos de liberdades individuais. Daí que ir viver para lá e estabelecer algumas dicas para subverter modelos burocráticos para os conduzir ao descrédito total poderia ser uma alternativa estimável para muito boa gente. Bem que poderiam ir uns milhares e deixar-nos em paz, para podermos paulatinamente continuar a ser vítimas dos americanos.

P.S. Chavez acabou de aparecer ali na televisão aos urros (o homem urra…) a avisar que o embaixador americano tinha 72 horas para abandonar a Venezuela. Nada que deveria chocar muito os portugueses, habituados como estivemos ao 20/24 moçambicano num passado recente. E acrescentou “yankees de mierda" (este mierda deve querer dizer merda, mas o meu castelhano não é famoso, para além de não estar muito familiarizado com o léxico de respeitáveis presidentes latino-americanos), secundado pela manada ululante de “vítimas” do sistema americano que vão, enfim, ver-se livres do seu jugo.

P.S. 2 - Falta acrescentar que os mentideros árabes têm a ver com a percepção da "verdade" outside USA. Porque inside USA também há amplos motivos de desconfiança. Há pelo menos 400 arquitectos que também desconfiam. Estes americanos não são mesmo confiáveis. Valha-nos umas centenas de arquitectos conscienciosos...

Deplorável, meu caro António. Deplorável! Mas isto digo eu…

Nota: Mudado o título ao post, às 15:00 de hoje. Porque me deu para ali.
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quinta-feira, setembro 11, 2008

Em memória


[2664]

Sou dos que pensam que depois do ataque às torres de Manhatan o mundo mudou para pior. Apesar de tudo, mau grado a perda enorme de vidas, teve o condão de me fazer perceber melhor o fenómeno político e social que, por arrastamento da tragédia, se expôs aos nossos olhos. Portugal é um exemplo muito vivo da forma lamentável, para dizer o mínimo, como o fenómeno foi tratado. Palco de vaidades e assomos intelectuais, chegou mesmo a representar um profundo desrespeito pelos inocentes que morreram. Sobretudo quando as teorias de conspiração medraram pelos nossos media, até á exaustão.

Muitas vezes me passou pela cabeça que não merecíamos a liberdade que, em última análise, estava em causa naquele hediondo ataque. Talvez que pura e simplesmente não entendamos as nobres virtudes da democracia e liberdade.

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sexta-feira, dezembro 28, 2007

Um lapso imperdoável do Dr. Soares



[2231]

Mário Soares distraiu-se. Tem andado por aí à conversa com Clara Ferreira Alves na televisão e esqueceu-se de ir ao Paquistão negociar com uns quantos seres humanos (expressão apologética de Soares quando CFA trouxe o terrorismo à baila junto à mesquita de Córdova) que andavam a combinar fazer explodir Benazir Bhutto. Uma maçada, embora nada que lhe tire o sono de uma revigorante sesta. Depois de Bhutto, entretanto, já morreram mais catorze.

Dr. Soares, está à espera de quê para ir negociar com aqueles seres humanos? Eu sei que a culpa é do Bush, mas nestas coisas é preciso cuidado, vai ver que eles ainda acabam por matar para aí alguém que não deviam…

E.T. Aqui fica a minha sincera admiração e respeito por uma mulher que não receou uma morte anunciada.
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quinta-feira, novembro 08, 2007

Barba ou cabelo?



[2131]

Foi ontem preso na cidade do Porto um cidadão argelino suspeito de actividade terrorista internacional, por instruções das autoridades italianas e no âmbito de uma acção policial alargada a outros países da Europa.

Esta seria, em síntese, a base da notícia. Porventura, poderia ter suscitado algumas reflexões sobre o facto de, aparentemente, Portugal não estar assim tão longe, nem tão protegido pela Nossa Senhora de Fátima, dos palcos de acção dos terroristas. Mas não. O que li, abundantemente, é que o "homem já vivia há três anos no Porto", era "uma excelente criatura", "gostava muito de futebol e até era simpatizante do Futebol Clube do Porto", "tinha uma barbearia" e até havia "amigos de amigos de amigos de amigos que cortavam lá o cabelo, ainda ontem um vizinho meu cortou lá o cabelo por €5, cinco euros, veja bem"!.

Os portugueses espantam-se e lançam pelas televisões as suas opiniões num registo muito especial, muito próprio, que às tantas estamos todos a achar que os agentes da PJ são uma cáfila de bófias sem alma nem piedade que andam por aí a prender barbeiros porreiros, bons chefes de família que até vão ao futebol torcer pelo F.C.P. Por outro lado, as televisões cumprem o seu papel de dramatizarem as suas emissões e reportagens, sempre que as circunstâncias o aconselham. Seja pelas audiências acrescidas, seja por inata imbecilidade dos seus mentores, seja por esta estranha forma de procedermos segundo uma matriz do politicamente correcto e da omnipresente possibilidade de estarmos perante a sonegação dos nossos direitos e garantias. E sobre isso temos que estar atentos. Vigilantes, que é como se diz e soa melhor.
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terça-feira, setembro 11, 2007

Nine Eleven


[2006]

Impossível passar ao lado desta data. Impossível não recordar aqui as vítimas do atentado bárbaro, na data de hoje.

Aprendi uma coisa. Que no mundo livre, frequentemente se interpreta e mistura convicções ideológicas com uma pura e simples ausência de escrúpulos e total tonteria. Quando, afinal, uma coisa não tem a ver com a outra. Recordo-me concretamente das barbaridades que fui ouvindo ao longo destes seis anos, desde “os americanos andavam a pedi-las” até à negociação como única forma de lidar com os terroristas.



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terça-feira, julho 10, 2007

Os cordeiros do profeta



Foto CNN, de há seis horas atrás

[1875]

Enquanto tomava o meu café matinal, fresco e aromático e me interrogava sobre a moagem do lote que utilizei que me pareceu demasiado fina e percebia o alerta amarelo nas estradas porque o vento soprava a uns perigosíssimos 70 km/hora, no conforto e segurança do meu país, a mesquita vermelha de Islamabad estava a ser tomada de assalto pelo exército paquistanês e não se sabia bem a sorte ou o destino de algumas dezenas de crianças e mulheres que os lutadores da A-Qaeda haviam dito que preferiam morrer pela glorificação de Alá do que serem libertadas.

E não mandam Mário Soares negociar com estas criaturas inumanas pessoas para evitar cenas destas. Assim à bruta, eles um dia destes tomam outra mesquita qualquer. Não pode ser.


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quarta-feira, junho 13, 2007

Quem é este homem?



[1805]

Não sabem? Eu explico. É o senhor Reinhard Höppner. Continuam sem saber quem é? Eu explico: É o presidente do Congresso da Igreja Protestante alemã. E depois, o que é que temos a ver com isso? Eu explico. É que este homem disse que:

“…Os terroristas, incluindo os talibãs, pertencem à mesa das negociações. Só quando ofereço ao meu inimigo o lugar de honra posso aspirar a alcançar a paz…”

Como se calcula, ou se espera, este senhor deve ter uma experiência riquíssima em resolver problemas de terrorismo, a começar pelos da sua própria terra que já existiam ainda os talibãs só pensavam em arranjar pasto para as cabras. Mas não resolveu. A Alemanha de há muito que sofre os efeitos de brigadas terroristas e o senhor Höppner não soube ou não quis resolver a questão. Mas, aparentemente, agora sim. Ele acha que consegue. Dá o lugar de honra ao inimigo, negoceia e voilá. Terrorismo resolvido.

Sorrio com a facilidade com que a esquerda gosta de fazer citações, supostamente aglutinadoras ou justificativas de um conjunto de acções que, segundo a mesma esquerda trariam a paz e justiça ao mundo, não fossem os interesses estratégicos do grande capital. E para isso vai-se buscar um nome qualquer, neste caso um presidente de um congresso de uma igreja, mas serve qualquer coisa de impacto semelhante. Não se vai buscar o chefe de cozinha do Ritz, claro, nem o regente da orquestra de sopro da Guarda Republicana de Cebolais do Meio. Convém qualquer coisa sonante. No caso em apreço, um presidente de um congresso de uma Igreja vai muito bem, ajuda até a criar aquela ideia de que a esquerda agnóstica, plural, tolerante e democrática, está sempre pronta a ouvir a opinião dos profissionais da fé.

Claro que o presidente do Congresso da Igreja não resolve terrorismo nenhum. Terão que ser os mesmos de sempre. Mas que citações destas caiem muito bem e dão uma sensação de dever cumprido e superioridade moral, dão.

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