terça-feira, janeiro 26, 2016

Engraçadismos



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E quando Jerónimo fez alarde da sua proverbial simpatia (A Comunicação Social di-lo a toda a hora e por tudo que é jornal e TV) e do seu refrescante humor, dizendo que se soubesse tinha arranjado uma candidata engraçadinha, o FB deu-me a memória de um post que escrevi faz hoje exactamente cinco anos. No tempo em que os posts tinham quinze comentários, como este, e eu me divertia escrevendo banalidades e brejeirices sem precisar da Catarina, Isabel Moreira, Galamba, Silva Pereira, Santos Silva, Jerónimo, Arménio, Avoila, Nogueira, Mortágua, Costa, César e de mais uns quantos que formam uma verdadeira galeria de horrores que nos conduzem a postar todos os dias sempre sobre as mesmas coisas.

Fica aqui a moça do post … pode ser eu dê ideias a Jerónimo. E com uma candidata assim engraçadinha o que é que interessa o que ela diz? Melhor ainda, o que é que interessa o que diz o Jerónimo?

Nota – Havia de ser um esbirro da direita machista e «womanizer» a dizer o que disse Jerónimo e caía o muro de Berlim que o Costa quer deitar abaixo outra vez.


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sexta-feira, dezembro 19, 2014

Protestar – como acto político


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Ontem assisti a uma das mais patéticas sessões da Quadratura do Círculo que me ocorre. Pacheco Pereira, pois claro. E pasmo como um homem com a sua envergadura intelectual esteja verdadeiramente peado por preconceitos ideológicos (por vezes me interrogo se será mesmo por razões ideológicas), sempre que se dispõe a tosar o governo. Vilipendiar o actual governo tornou-se para PP uma verdadeira obsessão e vá lá perceber-se porquê. Ontem falava-se da greve da TAP e da requisição civil. PP desbobinava um verbo erudito, mas falacioso e inconsequente. 

Ele não é contra a greve. Mas também não é contra a privatização. Ele acha é que… perdi-me na sintaxe do que ele acha, apenas me ocorre a sua forma verdadeiramente insidiosa de abordar questões sérias, primordiais para o nosso país, sobretudo no estado depauperado em que o puseram. E nessa forma insidiosa, PP relembra-me aquela forma mais ou menos romântica de se fazer oposição como, por exemplo, quando eu era um jovem estudante, politicamente impreparado e me atrevi a perguntar aos mais velhos sobre a substância política que me deveria levar a partir montras nas lojas da Rua da Sofia e me foi dito que isso era um acto político. E quando pedi para serem mais específicos, foi-me dito que tudo na vida era um acto político, que o cagar era um acto político.

PP parece viver ainda essa fase de romantismo quando faz a apologia do protesto. Ele acha que é preciso protestar. No caso da TAP, ele concorda com a privatização, ele concorda com a greve, mas é preciso protestar. Sobretudo se estamos a ser governados por um governo mentiroso. Ora esta forma de estar, que eu chamaria um caldo de romantismo e reviralho inconsequente acaba por inquinar o pensamento político de um intelectual como ele. Que chega aos sessenta e cinco anos e ainda acha que independentemente do propósito, o que é preciso é protestar. Não deixa de ser um acto político mas isso, já nos meus verdes vinte anos me diziam que actos políticos até o movimento peristáltico produzia.

Esperemos que ele proteste muito mas que não interrompa tanto o Lobo Xavier sempre que este proteste sobre o protesto de PP. E, por uma vez, que se protestasse menos, não penteássemos tanto o ego e, sobretudo, que deixássemos de ser um país engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano.

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quinta-feira, dezembro 13, 2012

Perdas


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Perdida a paciência com a rapaziada da nossa comunicação social, perdido o respeito por grande parte desta gente que assume o comando dos nossos destinos enquanto país, os serviços noticiosos das nossas televisões tornaram-se um exercício estranho de masoquismo degenerativo num estádio final de indiferença e abulia.


Começa a fazer sentido que as notícias me passem ao lado e me vá mantendo a par da actualidade por via de alguns blogues e comunicação social do exterior. Porque mantenho o hábito de ligar o televisor logo pela manhã, os serviços noticiosos matinais representam agora, na minha rotina do início de mais um dia, um matraquear difuso, uma manifestação ruidosa que nenhum psitacídeo desdenharia e certamente interpretaria com mais sonoridade e sem tantos erros de português.
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quarta-feira, novembro 21, 2012

Pergunte-se a Fernando Nobre

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Quando a porosidade do corpo é invadida pela genialidade do espírito, somos brindados com pérolas deste jaez. E mantemo-nos tão inebriados pela sabedoria que delas emana que nos esquecemos, até, de nos perguntarmos de que é que estamos à espera para pôr estas ideias em prática. Afinal, andamos todos aqui a queimar as pestanas, a sobressaltar o sistema nervoso central e a submetermo-nos a uma versão revista e aumentada das cinquenta sombras de Grey versão noticiosa das nossas televisões e as soluções todas aqui, à mão de semear. Expressões como «… reorganização para reabilitarmos o Estado social… um estado falido não pode ser social… meios adequados… juntas e concelhos a mais…reestruturação e reorganização… acabar com as gorduras… revolução…» são a expressão avulsa de tudo quanto podemos ler aqui.
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sexta-feira, julho 20, 2012

O costume

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A Madeira foi fustigada pelos incêndios de maior gravidade e dimensão de sempre. Ouvi uma estação de televisão espanhola dar a notícia, relatar objectivamente os acontecimentos e rematar com uma ideia óbvia. De que a orografia da ilha impede ou dificulta bastante a utilização de meios aéreos.

Já em Portugal, a notícia é diferente. As televisões passam registos de Alberto João dizendo que havia bombeiros a mais e de populares berrando que não havia bombeiros nem aviões. A tragédia e a catástrofe ao serviço dos interesses mesquinhos da politiquice. O costume.
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segunda-feira, outubro 11, 2010

A cena do orçamento


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Parecia pairar ontem uma sólida expectativa à volta da magna opinião de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a magna questão de o PSD dever aprovar ou não o orçamento do PS.

Causa-me uma certa estranheza esta forma de se aguardar a palavra de Marcelo como um católico aguarda e guarda «a palavra do Senhor». Afinal não me consta que Marcelo perceba de Economia, mau grado a sua aparente e reconhecida capacidade como professor de direito. Mas somos assim, somos um povo meio estranho acometidos de um patológico sebastianismo e nos deixa pendurados de uma figura desejada ou de uma palavra hipoteticamente sábia. A verdade é que Marcelo ontem limitou-se a emitir uma opinião enformada num comentário político. Se tivermos em conta que os comentários do Professor Marcelo assentam hoje mais numa forma habilidosa e competente de se manter na crista da popularidade do que numa argumentação substancial sobre os diversos assuntos da nossa vida pública, temos todas as razões para não o levarmos muito a sério. Independentemente da bondade dos seus comentários.

Foi assim que não consegui descortinar razões suficientemente fortes para a teoria de Marcelo ou, melhor, que as razões que ele aduziu estejam mais assentes na realidade política e económica do que nas suas assunções pessoais. Assim continuarei a aguardar que me expliquem porque é que o chumbo de um orçamento, que todos dizem ser mau, gerado por um Partido que todos dizem ter fortíssimas responsabilidades no descalabro económico e social que nos assola, Partido liderado por um homem sem preparação, mentiroso e desde sempre envolto na neblina de suspeição de muitos casos de venalidade e dolo e comprovadamente submerso em situações de ética reprovável e danosa dos nosso interesses, porque é que esse chumbo, perguntava eu, deve comprometer o nosso futuro como nação, como país integrante do concerto europeu e, no extremo, da zona Euro. Quando, afinal, o que me parece curial é que os socialistas (pelo menos estes, em palco) e o seu chefe de banda sejam, rapidamente afastados, mesmo com todos os custos que daí possam resultar. Está por saber, e os técnicos que se manifestem, quais os danos maiores. Passar por um período complicado ou manter este bando no poder.

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sábado, janeiro 30, 2010

Tu cá, hijoputa lá…


Esperanza Aguirre

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O mundo está perigoso, costuma dizer Pulido Valente. O mundo anda nervoso, digo eu. E cheio de microfones mal desligados.
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segunda-feira, novembro 30, 2009

Berrebéubéu



Tendo em conta que o actual regime tem génese num golpe – o anterior também (1926) e o anterior (1910) idem e assim sucessivamente – ou mandamos o professor Hermano Saraiva de novo para Brasília para defender que o governo brasileiro deve reconhecer o governo saído do golpe ou arriscamo-nos a ter de restabelecer D. Afonso VI no poder ou quem sabe mesmo a voltarmos aos tempos prévios ao condado portucalense pois assim que me recorde damos sempre de caras com um golpe.

Este é um dos posts de hoje da Helena Matos. Falta apenas, na minha opinião, relevar o facto de Lula ser um estereótipo de muitos políticos de hoje, modernaços e obcecados em dizer aquilo que acham que o mundo do homem moderno e dos progressistas gosta de ouvir, usando uma dialéctica que em muito pouco, ou nada, difere da do nosso caseiro Sócrates. É a converseta redonda, enformando um estilo pretensamente didáctico por parte de quem frequentemente, não faz a mínima ideia do que está dizendo.
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quarta-feira, dezembro 03, 2008

O léxico socrático


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Prezada confrade. Falta e desde logo o efeito sistémico da falência do BPP na banca portuguesa. Daí que em sede própria e nesta matéria seja urgente uma acção adequada.

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sábado, outubro 25, 2008

Politiquês?


[2136]

Há alturas em que o “politiquês” se torna tão denso que chego a duvidar da minha capacidade de entendimento. Mesmo das coisas mais comezinhas de entender.

Vem isto a propósito de ler lido aqui que o ministro Teixeira dos Santos registou com agrado a possibilidade de os principais bancos virem a recorrer às garantias do Estado (€20.000 M). E eu, que não sou economista mas tenho minimamente a noção do que significa avalizar qualquer coisa, pasmo com o agrado do ministro. Afinal, ele está contente porque os bancos estão tesos e podem recorrer ao aval estatal? É que se eu fosse ministro das finanças ficava muito desagradado. E, já agora, preocupado. Ou os bancos não estão tesos mas recorrem ao aval para beneficiarem de condições excepcionais de operação, incluindo taxas de juro mais favoráveis ou aumento dos “plafonds” de crédito? Também não vejo aqui motivo especial para o agrado do ministro, sobretudo porque em última análise me parece que se arrisca cerca de 12% do PIB nacional para que os bancos trabalhem com mais desafogo, sem que vislumbre qual a vantagem dos depositantes, ou para o próprio Estado.

Tudo junto e somado parece-me que este agrado do ministro é uma aquelas vacuidades que se soltam como instrumento demagógico e que o PS, de tanto os usar, acaba por perder o sentido da oportunidade (e, frequentemente, da decência) e profere seja o que for, a propósito de qualquer coisa e em qualquer ocasião para se emular como o nosso anjo da guarda.

Nota: Dada a minha ignorância em matéria de finanças, aceito qualquer argumento que me explique que estou a ver isto de uma forma errada e que o governo tem genuinamente razões para estar agradado com o facto de os quatro principais bancos nacionais aproveitarem a medida governamental. Veria essa explicação com muito agrado.

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