A esperança
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Parecia pairar ontem uma sólida expectativa à volta da magna opinião de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a magna questão de o PSD dever aprovar ou não o orçamento do PS.
Causa-me uma certa estranheza esta forma de se aguardar a palavra de Marcelo como um católico aguarda e guarda «a palavra do Senhor». Afinal não me consta que Marcelo perceba de Economia, mau grado a sua aparente e reconhecida capacidade como professor de direito. Mas somos assim, somos um povo meio estranho acometidos de um patológico sebastianismo e nos deixa pendurados de uma figura desejada ou de uma palavra hipoteticamente sábia. A verdade é que Marcelo ontem limitou-se a emitir uma opinião enformada num comentário político. Se tivermos em conta que os comentários do Professor Marcelo assentam hoje mais numa forma habilidosa e competente de se manter na crista da popularidade do que numa argumentação substancial sobre os diversos assuntos da nossa vida pública, temos todas as razões para não o levarmos muito a sério. Independentemente da bondade dos seus comentários.
Foi assim que não consegui descortinar razões suficientemente fortes para a teoria de Marcelo ou, melhor, que as razões que ele aduziu estejam mais assentes na realidade política e económica do que nas suas assunções pessoais. Assim continuarei a aguardar que me expliquem porque é que o chumbo de um orçamento, que todos dizem ser mau, gerado por um Partido que todos dizem ter fortíssimas responsabilidades no descalabro económico e social que nos assola, Partido liderado por um homem sem preparação, mentiroso e desde sempre envolto na neblina de suspeição de muitos casos de venalidade e dolo e comprovadamente submerso em situações de ética reprovável e danosa dos nosso interesses, porque é que esse chumbo, perguntava eu, deve comprometer o nosso futuro como nação, como país integrante do concerto europeu e, no extremo, da zona Euro. Quando, afinal, o que me parece curial é que os socialistas (pelo menos estes, em palco) e o seu chefe de banda sejam, rapidamente afastados, mesmo com todos os custos que daí possam resultar. Está por saber, e os técnicos que se manifestem, quais os danos maiores. Passar por um período complicado ou manter este bando no poder.
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