domingo, agosto 19, 2007

O Gualter


[1956]

Este é o Gualter, que vimos na televisão como porta-voz dos não sei quantos Eufémia, depois de partirem um bocadinho desta merda toda.

O rapaz parece que estuda ambiente na Nova e tem uma séria de estimáveis gostos e aspirações, nomeadamente conhecer activistas para partir esta merda toda. Entretanto parece ter atentado contra o ambiente que lhe ia na cabeça. Cortou o cabelo o que certamente terá provocado um profundo desiquilíbrio no seu mini eco-sistema.

Pode visitá-lo aqui.

Via Abrupto
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Se o Miguel Portas achou bem, é porque deve estar bem


Delinquência sob protecção policial


[1955]

Tal como habitualmente, o rescaldo da invasão e destruição de propriedade levada a efeito por um grupo de delinquentes “travestidos” de activistas tem-se desviado para factos irrelevantes, como ter conhecimentos ou não sobre a cultura do milho, utilização de variedades de milho transgénico e, até, o facto de o agricultor assaltado ser rico, já que possui 51 has de terrenos (neste particular, vale pena ler
este comentário a este post, onde um anónimo acha que eu não percebo nada de milhos, que o PSD anda a brincar no rio Arad e que o agricultor em questão até é rico). Ora isto releva de uma inversão total do problema. É uma diversão astuta e previamente delineada para desviar a opinião pública do essencial (invasão e destruição de propriedade) para dar lugar à discussão sobre transgénicos e sobre a fazenda do agricultor em questão.

O
post de Miguel Portas, aliás, e um exemplo vivo do que afirmo. Ainda que de forma melíflua e coberto de paninhos quentes, Miguel Portas acaba por dizer preto no branco que acha muito bem o que se passou. Aliás, sem novidade. E isto, sim, é ainda mais grave do que a invasão. Porque representa uma manipulação insidiosa da opinião pública.

O Governo não pode ignorar este episódio, sob pena de contribuir para terrenos muito viscosos da nossa democracia. De resto, parece-me o Governo estar a preparar-se para, paulatinamente e como é sua especialidade, começar a deixar o caso cair no esquecimento e isso é um mau serviço. No essencial, há um assalto, aparentemente elaborado e estudado por activistas, com o conhecimento da autoridade, há a falta de cumprimento de dever pela mesma autoridade (não deter os delinquentes apanhados em flagrante delito) e um
discurso idiota de um comandante Bengala, não sei se encomendado se da sua própria lavra, de qualquer forma, idiota e preocupante.

No mais, e por coincidência, conheço bem os procedimentos legais necessários ao estabelecimento de uma seara de milho, o pormenor de ter visto uma tabuleta de uma empresa multinacional a assinalar o campo (Pioneer, empresa líder de mercado e que vende anualmente cerca de 2.500 toneladas de sementes certificadas, de valor aproximado a € 7.500.000) é uma garantia absoluta de que o campo estaria legal.

Nota: Estou realmente decepcionado. Cheguei ao post do Miguel Portas via
António de Almeida. E, tal como ele diz, para além de Miguel, é o deserto por parte da esquerda. Será uma réstia de pudor? Ou está tudo à espera que o tema se alicerce apenas nos OGM para depois vir à liça?
ADENDA: Ler ainda esta peça no Abrupto
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sexta-feira, agosto 17, 2007

"Desokupas"



[1954]

Começo a perceber que há uma indignação generalizada pela Blogoesfera relativamente às malfeitorias de um grupo de imbecis que andou a destruir milho no Algarve.

Registo que o 31 da Armada referiu já algumas entidades envolvidas no caso, nomeadamente a Almargem, uma associação que participou activamente nas jornadas do Bloco de Esquerda no Algarve, e que a foto documenta.

Ler o post do Diogo Henriques aqui.


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Inaceitável - Terrorismo, assalto, invasão de propriedade


Silves, Portugal, Agosto 2007
Os terroristas ecologistas de cara tapada, por causa dos "pólens assassinos"


[1953]

Esta maralha não só não foi presa, identificada e julgada em tribunal de polícia como ainda foi acompanhada pela GNR, não fossem eles magoarem-se à saída do milheiral que destruíram (ler a notícia da destruição de um hectare de milho de um agricultor de Silves, aqui) para se irem manifestar noutro local.

Esta maralha não sabe nada de milhos e muito menos de variedades geneticamente modificadas. Esta maralha desocupada não tem a mais remota noção dos custos de um hectare de milho e da importância da produção deste hectare, num país como Portugal que importa cerca de 90% das suas necessidades de milho.

Não me espanta que existam delinquentes deste tipo enquadrados por partidos e organizações políticas. Espanta-me é que ninguém vá preso. Espanta-me é esta cada vez mais timorata atitude perante este tipo de gente e os seus respectivos mentores. Só de me lembrar que a gestão camarária da capital passa por acordos políticos com kamaradas deste calibre (aliás há uma semelhança essencial na destruição de um hectare de milho e no atraso de dois anos de uma obra pública), arrepia-me.

E, realmente, ou há polícia para evitar que nos destruam o quintal ou o melhor mesmo é voltar ao sistema das tabuletas de propriedade particular e da caçadeira. E correr com esta escumalha. Com umas chumbadas nas pernas ou com a tabuleta à cabeça.



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