sexta-feira, maio 27, 2016

Bastardices



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Às vezes quedo-me pensativo, questionando a minha capacidade em processar o sentido de humor que campeia pela nossa comunicação social. Direito ao assunto, o repórter de serviço da TVI24, ao fazer uma breve peça sobre a abertura da Feira do Livro, referiu haver bastantes autores estrangeiros e deu como exemplo, pegando num livro do autor americano Richard Ford (não, não é o filho bastardo de Richard Nixon e de Gerald Ford, é o autor de "O Dia da Independência"). Em parêntesis nada que me tenha vindo à cabeça mas, literalmente, o que o repórter afirmou na apresentação de Richard Ford. 

Tomei nota de que provavelmente, Nixon e Ford devem ter algum filho bastardo, mas que não é o escritor em causa.


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quarta-feira, julho 17, 2013

Engraçadismo ordinareco


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Os portugueses têm um excelente sentido de humor. E têm, sempre tiveram, grandes humoristas. Por isso, os portugueses não merecem que de vez em quando apareça alguém que acha que tem imensa graça mas que mais não consegue que revelar uma nota de mau gosto e deplorável grosseria. E transformar uma presumível chalaça numa «chachada» sem graça, ordinareca e que mostra bem vir de quem vem.

A chachada releva da capa do Jornal de Notícias de hoje e teve imediata repercussão nas redes sociais, como era de esperar. Já li por aí que «isto só acontece a quem não se faz respeitar». Deplorável.
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quarta-feira, maio 25, 2011

Isto de ouvir as notícias da manhã...





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...é um hábito a que não há como fugir. Dá para ouvir tudo o que já sabíamos ontem à noite, mas admito que entre o café oloroso e o pãozinho acolchoado com uma fatia de queijo, no silêncio da manhã, há pequeninas coisas com um impacto diferente de quando as ouvimos no turbilhão do final do dia.

Hoje de manhã ouvi, reflecti e até sorri com duas destas notícias. Uma, coisa de que estava certo que aconteceria, era que depois daquela sondagem em que o PSD finalmente descolava do PS, apareceria uma sondagem da RTP/Universidade Católica a repôr a verdade socrática. Pronto. Está tudo empatado outra vez e ainda temos que apanhar com a capa do inenarrável Jornal de Notícias dizendo que o povo não vai em debates. Espero que esse mesmo povo não vá em cantigas, sobretudo se pontilhadas com este frenesi imbecil que nos vem do Norte.

A outra notícia tem um fundo humorístico. E estranho. Tem a ver com qualquer coisa de que o PS é acusado por Passos Coelho. Sócrates defende-se e recalcitra com um estilo hilariante. Diz ele que qualquer aluno do primeiro ano de economia... pensei, de imediato na incongruência da coisa. Eu sei que Sócrates deve ter tido «primeiros anos» de algumas coisas. Tipo, primeiro ano em que foi à praia, primeiro ano em que fumou um charro, primeiro ano em que andou de metro depois de vir da Covilhã, uns quantos primeiros anos, enfim, mas ouvi-lo falar de um primeiro ano de uma licenciatura é que já não dá com nada. Mau feitio de quem ouve as notícias e se presta logo a elucubrações mais críticas, eu sei. Mas é que não dá. Só consigo imaginar o homem a escrever cartões de visita e a assinar «seu», a fazer uns telefonemas e a mandar uns mails e a obter cursos fast food. Nada que envolva um primeiro ano seja do que for... Daí que ouvi-lo, como ouvi esta manhã, que qualquer aluno do primeiro ano de economia só pode ser uma graça sem graça. Ou então fui eu que acordei com o tal mau feitio...
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segunda-feira, janeiro 24, 2011

Esmiuçar


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Ricardo Araújo Pereira não sabe, ou não percebe, mas é claramente um humorista do regime. Daí que paute o que diz, a sério ou a brincar, pelos superiores interesses do mesmo. Está há uns quantos minutos a dizer (Governo Sombra na TSF), desta vez a rir porque o riso é supostamente o mundo dele, que está preocupado com o que vai acontecer a este povo, porque Cavaco foi eleito com o menor número de votos de sempre. Entre uma galeria de argumentos de que nem Catilina ousaria lembrar-se e que não vale a pena repetir. Esta parte do menor número de votos de sempre não foi bem a rir, Ricardo diz isto a sério e convencido do que está a dizer.

Também disse que votou em Alegre. Porquê? Porque, olhando para os candidatos, Alegre era o democrata. E, por isso, Ricardo votou no democrata. Julgo que RAP nasceu já depois de umas quantas tropelias democráticas que Alegre levou a efeito, mas isso não conta. RAP acha que Alegre é um democrata e pronto. Mesmo que seja por ouvir dizer. Ou porque leu uns poemas. Ou uns livros. E isso para ele, chega. Quanto às tropelias democráticas de Alegre, eu poderia «esmiuçar» aqui a RAP algumas delas. Mas não me apetece. Ele que leia mais. Que esmiúce.

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segunda-feira, dezembro 20, 2010

A Crise


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2010 foi um ano bem difícil mas, enfim, lá sobrevivi!!! Todavia, nem toda a gente teve a sorte que eu tive. A situação é, realmente, caótica e os sinais do abismo avolumam-se. Senão, vejamos:

- A economia está tão má que recebi pelo correio um cartão de crédito pré-recusado;

- Fui aos Estados Unidos e pedi um “burger” no McDonalds e a menina pergunta-me:- Can you afford fries with that?

- Os CEO’s agora já só jogam minigolfe;

- Se os bancos nos devolvem um cheque por insuficiência de fundos, agora temos de perguntar: - Fundos de quem? Nossos ou vossos?

- Numa outra ida aos Estados Unidos e nova visita ao McDonalds verifiquei que agora estão a vender o "¼ do ouncer”;

- Os pais da Quinta da Marinha estão as despedir as babás e a aprender os nomes das suas próprias criancinhas;

- Li algures num jornal que a polícia apanhou um camião carregado de americanos tentando emigrar clandestinamente para o México;

- A Mafia tem vindo a despedir juízes;

- A BP Oil já despediu 25 congressistas americanos;

- Com tudo isto, por estas e por outras, tenho andado tão deprimido pensando na economia global, guerras, desemprego, as minhas poupanças, segurança social, pensões de reforma, corrupção, a possibilidade do Sócrates ser reeleito e o FêQuêPê ganhar o campeonato que liguei para a Linha de Apoio ao Suicida. Não é que a minha chamada é reencaminhada para o Paquistão e de lá me perguntam se eu sabia guiar camiões?

Adaptado de mail recebido de amigo dos EUA
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sexta-feira, outubro 01, 2010

O mimetismo com penas



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Ele há gansos para tudo. Mas por muito que mudem a vestimenta, fica-lhes a verdade do estilo, o ar e aqueles desajeitados bicadores de «farroupilhas». Só os mais distraídos não reparam.



Já uma arara tem um poder mimético bem mais sofisticado. Não fora aquela popa arrebitada na nuca (certamente por esquecimento de a ter convenientemente «apanhado») e aquele baton plúmbeo e ninguém diria que ali entre as gansas há um «corpo» estranho. O gineceu sempre teve muito mais jeito para a camuflagem!
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domingo, agosto 15, 2010

Opgedateer van der Merwe's


Clicar na imagem para ler melhor

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O posto fronteiriço Ressano Garcia/Komatipoort (Moçambique/A.do Sul) passou a exibir este eloquente cartaz. Não sei se é pura má tradução ou se é a prevalência da verdade subjacente à incontornável realidade. Em qualquer dos casos, a África do Sul bem poderia melhorar a sua balança de pagamentos se começasse a exportar cartazes destes aqui para a paróquia, para serem expostos num quantos locais que eu cá sei. Tribunais incluídos.

Imagem surripiada daqui

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terça-feira, maio 25, 2010

A crise (with all due respect)


O amor e uma cabana

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A situação financeira global é tão má, tão má, que as mulheres estão de novo a casar por amor!

(recebida por e-mail)

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quinta-feira, março 25, 2010

Nem de propósito


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Picada do "Dulcíssimo Amor", com a devida vénia.
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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Laracha de chacha


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“Algo de muito grave se passa quando o País suspira pela liberdade de imprensa dos tempos de Cavaco Silva.



”Ricardo Araújo Pereira, Visão"

JCD no Blasfémias explica alguns pormenores a Ricardo Araújo Pereira sobre esta matéria.

Às vezes não basta ter graça. É preciso saber tê-la. E quando não há a preocupação, mínima que seja, em se obter informação pertinente sobre a laracha que se vai fazer, a laracha sai chacha, sem graça, torna-se graxa e a paciência para estas pós-modernices racha. E, a menos que RAP tenha dito isto a sério, ele tem mesmo que se informar convenientemente antes de fazer humor. Se foi a sério, então há, pelo menos, que se fazer o trabalho de casa antes. Senão, quem fede não é o gato, fede o humor.

Via Blasfémias.
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sexta-feira, janeiro 15, 2010

Vamos a la playa, oh oh oh oh


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Vamos a la playa, oh oh oh oh oh.
Vamos a la playa, oh oh oh oh oh.
Vamos a la playa, oh oh oh oh oh.
Vamos a la playa oh oh.

Este vai ser o estribilho madrileño, após mais uma boutade do nosso ministro das obras Públicas. Já foi o deserto do Jamé, agora é la playa portuguesa ao alcance de um vulgar TGV (da estação do Oriente à praia deve levar tanto tempo como de Madrid ao Oriente, mas isso já é outro departamento).

Esta rapaziada socialista ainda acaba toda a fazer stand-up comedy no fim dos mandatos. É uma questão do Bruno Nogueira perceber que não tem graça nenhuma a falar mal do Pacheco Pereira e a TSF e a RTP começarem a fazer umas substituições estratégicas. Vão ver…
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Graçola de mau gosto (mas não resisti) *


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Armando Vara saiu com uma caução de duas caixas e meia de robalos.

* Título com a devida vénia ao 31 da Armada
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