sexta-feira, janeiro 09, 2009

Trabalhar de mais para o meu gosto

[2870]

Não tenho escrito. Por falta de tempo, por falta de oportunidade. Não que eu pense muito no que aqui tenho escrito há mais de quatro anos, mas porque, na verdade, atravesso, um período de inusitado ritmo de trabalho, o que é uma forma pretensamente polida de dizer que ando a trabalhar de mais para o meu gosto. Por outro lado, de vez em quando apetece-me escrever sobre um prato, uma mulher bonita (longe de mim estabelecer afinidades entre a bondade de um prato e a de uma mulher bonita, mas olhem, foi o que me saiu e espero que isto não signifique qualquer forma escondida de fome…), sobre o cenário irrepetível da marginal, apesar de eu repetir o trajecto todos os dias, sobre filmes (hoje tenho de ir ver a Angelina Jolie, mulher de cujo talento desconfio sempre mas que parece ter um formidável desempenho na Troca que estreou ontem, com a chancela de garantia de Clint Eastwood), apetece-me abordar, enfim, tanta coisa de que eu costumava falar com alguma regularidade e esbarro sempre na abulia idiota que me tem plasmado a vontade e codícia nestes últimos dias. Também acontece ocorrer-me determinados assuntos e depois abrir a blogos e ela estar cheia de alusões a esse respeito.

Vou esperar mais uns dias, portanto. Senão arrisco a confinar-me ao insuportável dia a dia que este governo nos vai garantindo em regime de permanência – e não me refiro a desgraças, refiro-me à forma capciosa como esta gente me insulta todos os dias. Um dia destes a coisa muda. Espero.
.

Etiquetas:

segunda-feira, outubro 22, 2007

A novidade da rotina



[2104]

Sempre achei que os ingleses e os anglosaxónicos em geral tinham uma arrepiante falta de imaginação. São capazes de se sentar a uma mesa de um McDonalds ou de um Wimpy e ler atentamente um menu que é rigorosamente igual em todos os países onde estiverem. Mesmo assim, olham-no atentamente, discutem-no pormenorizadamente com a família e o cenário não é diferente de quando nos sentamos num bom restaurante francês e precisamos de mais de quinze minutos para equacionarmos as mil e uma ofertas da belle cuisine. No caso dos ingleses e dos restaurantes da Wimpy, e depois de toda aquela atenta e cuidada análise, a decisão salda-se em 99% dos casos por um double cheese burger with fries and aquela disgusting beverage que ostenta o nome de coffee mas que eles, pragmaticamente chamam de coffee drink. E encomendam com cara de quem acaba de tomar uma sábia decisão e a excitação de quem anuncia à família: -
"Vamos lá experimentar este prato".

Em Portugal estamos a atingir uma situação semelhante com os boletins meteorológicos para o dia. O apresentador da tv anuncia o boletim, aparece um indivíduo de meia idade com ar de entendido e estudado na coisa (onde pára Bill Murray a anunciar o festival da marmota??), nós fazemos uma pausa e ouvimos atentamente o tal indivíduo dizer que o céu vai estar pouco nublado a limpo, vento fraco e temperaturas um pouco acima dos valores normais para a época e ondulação de um metro na costa ocidental. É assim todos os dias. Durante semanas, meses. É assim a expectativa, é assim o resultado de uma meteorologia onde depositamos as expectativas de um esquisite dish e acabamos a comer o cheese burger do costume. Mas não deixamos de prestar a devida atenção. Excitação é que nem por isso.

.

Etiquetas: ,

quinta-feira, setembro 20, 2007

Absoluta falta de tempo

[2027]

Há tanta, mas tanta coisa para ler sobre o Mourinho, o Scolari, Aquilino e o umbigo (com direito a foto e tudo) da F. Câncio que não consigo arranjar tempo para escrever seja o que for. Mas o fim de semana vem aí. Quanto mais não seja, haverá tempo para responder a alguns comentários.
.

Etiquetas: