sábado, fevereiro 11, 2012

África, terra bruta, que até à papaia lhe chamam de fruta





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Estas fotos são de hoje. Mais uma tempestade em Maputo, cidade habituada a este tipo de fenómenos.

Chuvadas, ciclones, saraivadas de amolgar carros e partir telhas, trombas de água, chuva de peixe, de tudo eu vi nesta cidade em matéria de calamidades naturais. Guardo até uma grata recordação de ter participado numa operação de socorro com o meu barco quando a depressão tropical Domoína fustigou esta cidade. Para quem conheça a região, direi que subi o rio Maputo de barco e a partir de certa altura não se distinguia o leito. Ao ponto de passar com o barco por cima da ponte de Salamanga. Toda a região estava alagada e havia muitas dezenas de pessoas refugiadas nas árvores que nós recolhíamos para o barco e trazíamos para o Clube Naval.

Vi estas fotos (clicar para ver melhor), do
Jorge Campos, tiradas hoje em Maputo e que uso com a devida vénia (será que te lembras de mim, Jorge?) e lembrei-me disto. E disto, disto e disto. Entre muitos outros «istos», claro.

Nota: A última foto foi tirada poucos minutos depois da tempestade passar, presumo que ali em frente à esplanada do Zambi. Acontece TUDO em pouco tempo!
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terça-feira, agosto 21, 2007

O "evoluir" do Dean e a tensão dos portugueses



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A forma e o ritmo (e o português) com que as televisões nos vão informando que os portugueses de férias nas Caraíbas estão muito tensos, enquanto passam o tempo recolhidos nos quartos a ler e a ver televisão é um evidente falta de respeito para com aqueles que efectivamente morrem com este capricho da natureza que dá pelo nome de furacão. Será uma mistura de informação alarmista à la mode de chez nous e de lamechice nacional. Na Jamaica, por exemplo, onde o Dean já passou há uma série de horas, os portugueses que lá estão ainda estão muito tensos. Em cima disto tudo há uma menina, tipo porta-voz da meteorologia que diz que não é conhecido o evoluir do trajecto do furacão e que o evacuar dos passageiros tem sido uma operação difícil.

Esperemos que o chegar do Dean ao Golfo do México e o possível agravar da situação não despolete o surpreender daqueles que optam pelo desprezar o precaver dos efeitos do dito cujo.
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