sábado, março 29, 2014

«Houveram» já muitas razões para eu não ouvir esta gente…


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Ontem ouvi uma deputada (daquelas que as televisões mostram imenso, a dar opinião) a dizer duas vezes, em pleno Parlamento, que houveram razões… já nem sei bem para quê, porque já não vai dando para ouvir tudo o que esta gente diz.

Mas ouvi o houveram e pergunto-me se houveram razões para que nenhum jornal, rádio, TV, blogue ou um qualquer dos conspícuos facebookers, sempre lestos a malhar na «não-esquerda», se tenha referido a Aiveca. São as gafes boas, ou a ignorância dos justos.

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terça-feira, dezembro 04, 2007

A essência do incenso



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Vim um bocadinho mais cedo para casa. Há que dar uma forcinha aos lampiões já que pelos meus, pouco posso puxar, salvo recomendar vivamente a Paulo Bento que seleccione um jogador e o ponha quinze dias seguidos a marcar penaltis das nove às seis. Pelas alminhas, porque já não há quem aguente.

Voltando ao Benfica vs aquela equipa de nome indizível com a qual vai jogar daqui a pouco, achei graça estar a ouvir o Carlos Manuel a comentar. Carlos Manuel é aquele tipo de pessoa que pode dizer a mesma calinada durante vinte anos, pode ouvir a expressão correcta ao lado durante mil vezes que ele há-de dar sempre a mesma calinada. Até morrer. No fundo, nada de muito novo. Ando há dez anos a pedir duzentos gramas de fiambre à mesma mocinha da mesma charcutaria e ela entrega-me o pacotinho, sorri e diz: Aqui está. Duzentas gramas. Portanto, dizia eu que Carlos Manuel é como a mocinha da charcutaria. É que desde que ele marcou aquele golão à Alemanha, vai para vinte anos ou mais, que o oiço dizer… deixa lá ver se consigo escrever isto… incencialmente, inssencialmente, pelo menos a fonética é esta. Para além de inssencialmente ele dar a calinada, o que se passa é que ele profere o inssencialmente à mesma cadência daqueles tipos que dizem “portantos”. Portantos, não sei se estão a ver a coisa. Inssencialmente era de esperar que Carlos Manuel durante estes vinte anos tenha ouvido dizer muitas vezes a palavra essencialmente, dita de forma correcta. O que acontece é que inssencialmente, Carlos Manuel é tão distraído como a menina da charcutaria.

E agora, que já desabafei, deixa-me lá ir puxar pelos lampiões.
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