sexta-feira, maio 19, 2017

Um amável convite do "Delito de Opinião"

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O meu blogue anda meio chato. Ou chato inteiro, mais propriamente. São quase 13 anos (em Julho e quase, quase 6.000 posts, desde Julho de 2004). E sozinho. Tem sido uma companhia admirável e uma via para conhecer gente e criar amizades com gente boa e bonita. Mas confesso estar a atravessar uma irritante abulia e quase não escrevo. António Costa tem culpa, também, até de escrever pouco, de cada vez que abro o laptop vem-me a criatura à cabeça. Sebosa, rindo e irritante. Acabo a escrever sobre ele, de tal maneira que amigos já me têm dito que estou até a tornar-me chato.

Este preâmbulo para dizer que fui honrado (uma vez mais) pelo convite do Pedro Correia para escrever um post para ser publicado no Delito de Opinião. Prometi a mim mesmo que não falava no Costa. E não falei. Tentei fazer uma coisa ligeira e pedi desculpa ao Pedro por ser, talvez, demasiado ligeiro. Mas foi o que se pôde arranjar. Mesmo que o post não esteja com assinalável qualidade, vale pelo prazer de aceder ao pedido do Pedro e desejar a todos boas leituras no Delito. E que eu, mesmo modestamente, tenha desta forma contribuído para tal.

E o post é este:




Bruscamente, debaixo do chuveiro

Tenho andado entra e sai, em casa, por motivos vários. Ao mesmo tempo, a minha filha pediu-me para lhe ficar com as duas gatinhas enquanto ela se ausentou por um par de dias.

Anteontem entro em casa, ligo mecanicamente o televisor para quebrar a paz e o silêncio, as gatas ronronavam num maple e fui para o duche. Eis senão quando, oiço miadelas estridentes, correrias, barulho de um par de coisas a cair e a estilhaçarem-se…mais correrias, choques com portas e é aí que, debaixo do chuveiro, me pergunto se estarei a ser assaltado. Molhado e nu não é propriamente a melhor maneira de resistir a assaltantes, salvo especialíssimas circunstâncias… mas enchi-me de coragem, enrolei-me na toalha e segui para o hall. Olhei para a sala, não vi nada, vou à cozinha e vejo as gatinhas assustadas, muito encolhidas e enroscadas, junto ao fogão. Que coisa, pensei eu… serão mesmo assaltantes?

E é neste ponto que oiço uma gritaria que, por motivos claros, não provinha das gatas, Vou à sala, procuro identificar o ruído, mais ou menos semelhante a um grupo de carpideiras bem pagas, talvez, ainda, uma vaca que um dia vi o meu irmão veterinário ajudar a parir e deparo com a imagem do Manuel Serrão, na TV, no “Prolongamento”, a imitar (!!!!????!!!!) o Salvador. Pensei sobre que diabo se estaria a passar. Curioso, aproximei-me e na ininteligibilidade dos lances canoros da criatura percebo que havia uma tentativa de uma letra. É isso. O homem imitava o Salvador, o que percebi pelos gestos, naturalmente não pela música. Mas a letra, meu Deus… só percebi Poooooorto… peeeeeenta e qualquer coisa que rimava com penta. Não era pimenta, mas algo por lá perto e que não consegui definir. Insisti E quando julgava que a letra continuava, o homem insistia… peeeeeenta….. pimeeeeeeeeeeeeenta…. (acho) e fiquei-me por aqui. 

Volto à cozinha e olhei, enternecido e solidário com as gatinhas. Pequei no “remote” e calei o Serrão. As gatas olharam para mim, embevecidas e agradecidas. Peguei nelas fiz-lhe um mimo e elas deitaram-se de novo no maple. Eu voltei ao chuveiro e  prolonguei aquele jacto quente e gostoso até me desaparecer aquela rima estranha de …peeeeeenta…..pimenta…

Mesmo assim, quando me deitei, e cada vez que fechava os olhos… é… aquela sensação que todos nós certamente temos e que faz com que não consigamos deixar de trautear mentalmente uma canção… lá estava ela. Só que desta vez era mais grave. Além do peeeeenta, pimeeeeeenta mesmo de olhos fechados eu tinha a visão festivaleira do Manuel Serrão e de gatas assustadas, tal como se nota na foto. Tomei um Dormonoct. 




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sábado, maio 14, 2011

«Blogspotless»




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O apagão do Blogger levou-me um post (o 4158) e reduziu-me a zero mais de uma vintena de comentários do post 4157.

Acredito que é chato ser esbulhado desta forma, coisa igual só me lembro de uma vez que me entrou um «pico» de tensão em casa, as lâmpadas brilharam como o sol e, no fim, as «baixas» cifraram-se num «dvd», uma reparação do PC superior a €150 e uma recomposição total do sistema telefone/TVCabo/Internet. Um grupo de vizinhos ainda reclamou na EDP mas a lógica habitual do respeito pelos direitos das pessoas neste país decretou que a EDP não tinha culpa nenhuma, a culpa era... já nem sei de quê ou de quem, mas é o costume nestas coisas e nós temos mais é que continuar a ser violados e pedir desculpa por estarmos de costas.

Quanto ao Blogger, generalizou-se por aí um sorriso de gozo de alguns «sapos» e outros aderentes de outros servidores que acham que os «blospotters» são arcaicos e parados no tempo. A justiça manda-me registar que em quase sete anos de utilizador do Blogger foi a primeira vez que tive um problema. Coisa que, avaliando os protestos que me fartei de ver em relação ao «sapo» e outros, me parece ser uma boa performance.

Disse.
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terça-feira, novembro 18, 2008

Falso alarme


[2778]

Imagine que vai a conduzir e que no computador de bordo lhe aparece uma frase assim:
Atenção:”O código do torque dos cusculhinhos mudou. Ajuste a pré-valência das touches das válvulas”. O que é que faria? Nada, presumo, para além de bater três vezes com os nós dos dedos no visor do computador. Pois foi qualquer coisa do género que me aconteceu. O site meter mostrava-me um quadro azul avisando-me que o “Code has changed”. Sem mais nada. Nem um help, um FAQ, nadica daquelas coisas que, com o tempo, fui aprendendo nesta vida de blogger. Disse FAQ três vezes (mantive a ortografia que eu sou pessoa de não dizer asneiras) e conformei-me com a ideia de ir para a cama com o código do site-meter mudado, na ideia de que isso não me trouxesse quaisquer inconvenientes e dormisse descansado.

Assim foi. Dormi benzinho, não disse FAQ mais vez nenhuma e hoje de manhã verifico, para meu gáudio, que o site meter voltou. Vistas as estatísticas verifico que provavelmente cerca de duzentas visitas não foram registadas. E fiquei a saber que estas coisas de computadores também têm problemas de “mecânica”. E que, às vezes, o melhor mesmo é não fazer nada.

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segunda-feira, novembro 17, 2008

Quero ir para o céu...


[2774]

Com João Pereira Coutinho passa-se uma coisa curiosa. Lembra-se de coisas de que eu já me tinha lembrado. Agrava a situação o facto de ele pensar nessas coisas em total concordância com o que eu próprio penso. Aos Sábados lá encaixa ele os seus pensamentos no paraíso, no inferno e no purgatório do Expresso. Fica-me a irritação de não ser eu a referir as situações através de um post modesto, mas como PC é brilhante a escrever toda a gente ganha em ser ele a fazê-lo.

Esta semana a coincidência foi brutal porque ele colocou o Tina Fey no paraíso, Obama no purgatório e Ferreira Leite no inferno. A Tina porque é um caso sério de humor, enquanto as pessoas se habituaram a ver nela, apenas, a sátira a Palin, o Obama porque Pereira Coutinho faz uma reflexão certeira sobre a histeria das esquerdas europeias e finalmente Ferreira Leite, que arde nas chamas do inferno, com muitos diabinhos a picarem-lhe o rabo, com forquilhas de todas as cores.

São reflexões tão adequadas que não chegam sequer a surpreender muita gente que, felizmente, concorda com o que ele escreveu.

Não dá link. Vem no Expresso. Na Única. Vão lá ler.

Excertos:

Sobre Tina: - Mulheres bonitas não precisam de ter lido Oakeshott… basta que apareçam e eu não me importaria de tecer rasgados comentários a Obama, Al Gore, Michael Moore e focas polares… o humor e a encantadora cicatriz junto ao lábio fazem de mim um Rui Tavares…

Sobre Obama: - Como explicar a loucura generalizada? Numa palavra, com a raça. Obama é preto e as esquerdas da Europa, em atitude profundamente racista, entenderam que a pigmentação da pele fazia toda a diferença…fazem lembrar os antigos fazendeiros que achavam imensa graça quando viam um escravo vestido e calçado…

Sobre Manuela: - Fatalmente o fracasso é total. Como líder da oposição Ferreira Leite não surge a ninguém como alternativa a Sócrates.

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sexta-feira, dezembro 14, 2007

Porreiro, pá

[2208]

Porreiro, pá

Título do post do JCD no Blasfémias, a propósito da nomeação de António José Teixeira para director da Sic-Notícias.

Este país está assim. Dá-se um pontapé numa pedra e salta um socialista.
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